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A influência de João Gilberto

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A influência de João Gilberto

João Donato, cantor e compositor

Para Donato, João Gilberto é uma influência no mundo inteiro. “Quando cheguei nos EUA, nos anos 60, os americanos me perguntaram ‘o que ele está falando?’ Eles não entendiam o português do João, ficavam intrigados mas mesmo assim diziam: ‘a gente gosta tanto!’. Ele afirma que o que era mais atraente era a doçura de sua voz, sua sonoridade e maciez – a qual descreve como “acariciante” e “balsâmica”. “Como dizem naquela música ‘When you speak love’, fale baixinho quando estiver falando de amor, não precisa gritar. Todos cantavam com vozeirão, aí o João chegou com uma voz fraquinha, pequena, mas de propósito”.

Ele diz que a primeira letra de suas músicas foi escrita por João Gilberto  . Minha saudade  de 1958. Ele afirma que João escolheu viver sozinho nos últimos anos de vida, mas que isso não é um problema, que foi opção dele. “Ele escolheu esse caminho como o homem que vive no alto da montanha do Tibete, do Himalaia. Deve ser isso, ele preferiu essa vida de monge, de ermitão, de solidão.”

Sobre o fim com pendências financeiras, Donato afirma que João “não foi o primeiro nem será o último a não saber isso”. Ele se recorda de uma das extravagâncias de João, a quem se refere como “mão aberta”.

“Ele mandava coisas para mim que eu nem pedia, por táxi, dentro de uma caixa de sapato embrulhada. Coisas como dólares, cannabis, uma série objetos só porque achava que ele tinha que fazer isso.” Ele conta que esses presentes não vinham em situações especiais, que eram gentilezas.

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Rodrigo Faour, pesquisador e escritor

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João Gilberto estilizou uma maneira diferente de passar o sentimento

“Ele estilizou uma maneira diferente de passar o sentimento, de dividir o ritmo e de dosar o canto.” Faour afirma que outros anteriores a João Gilberto faziam isso, como Dick Farney, Lucio Alves e Doris Monteiro, mas que João “deu o acabamento definitivo”.

Mesmo não sendo médico, Faour afirma que o perfeccionismo de João relembrava algo como um transtorno obsessivo-compulsivo, mas que isso não quer dizer que ele não fosse amável e afável. “Era um sujeito que vivia num mundo paralelo, não era autodestrutivo como os outros, tinha um problema psicológico diferente que foi se agravando com o tempo, talvez uma espécie de TOC com síndrome do pânico”.

Ele diz que o complexo de vira-lata do Brasil cresceu ao longo dos anos. “Nós nunca soubemos valorizar muito a nossa cultura, principalmente, os extremos: seus aspectos mais folclóricos e os mais sofisticados porque para isso é preciso ter um pouco mais de educação e cultura. E a bossa nova se encaixa nesse segundo nicho”. Para ele, apesar disso, a “semente da Bossa Nova” se pulverizou e está em outros gêneros da musica brasileira e da internacional.

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Ruy Castro, escritor

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Para Ruy Castro, os discos de João Gilberto são o que há de mais perfeito

Para Ruy, os discos de João Gilberto são o que há de mais perfeito que um cantor poderia gravar. “Se os ouvíssemos com a atenção que eles merecem, todos nós que trabalhamos com música seríamos melhores pessoas.”

Para ele, apesar do que é dito por aí, é que João gerenciou perfeitamente sua carreira, mas que “só fez o que quis”. “Poderia ter gravado discos com Tom, Donato, Caymmi. Songbooks de compositores que admirava”.

Ele espera que tenha gravado algo nos últimos 20 anos de vida, e que alguém de sua confiança tenha gravado e eventualmente lance um disco com tais composições. “Mas será que é bom?”, perguntará alguém. E eu direi: “Tenho certeza. Pelo que sei, ele cantava para as paredes como se cantasse no Municipal” – prevê.

Quando perguntado porque o Brasil não conseguiu usar a Bossa Nova para se consolidar como atração turística – a exemplo do que é feito com o Jazz em Nova Orleans, por exemplo – Ruy é categórico: “Porque o Brasil, meu caro, nesse departamento, é uma merda.”

Toquinho, cantor e compositor

“A importância de João Gilberto transcende a própria Bossa Nova. Contemporâneo do futuro, conservava desde os primeiros discos o samba de raiz em seu repertório”, dizendo também que algumas de suas composições faziam o passado levitar – impulsionado pela voz suave e a batida transformadora.

“O universo musical mudou depois de João Gilberto. A bossa e o novo são ele. Ninguém esquece o exato momento em que ouviu pela primeira vez “Chega de saudade”.

Toquinho acredita que “o mundo passou a cantar o Brasil” após a Bossa Nova, e que o ritmo era inovador apesar da simplicidade e da pureza vocal do gênio. Para ele, João buscava a perfeição no perfeito. “Sua voz e sua batida perdurarão para sempre incentivando e aprimorando qualquer tendência musical. As futuras gerações aproveitarão sua genialidade.”

Okky de Souza, jornalista e crítico musical

A importância de João Gilberto na cultura musical brasileira, segundo Okky, está além da criação da Bossa Nova, enxergando sua influência em outros compositores também muito populares como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Moraes Moreira.

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“Acredito que o Brasil soube aproveitar a Bossa Nova. João Gilberto e a Bossa Nova ficaram conhecidos no mundo todo. Até no Japão as pessoas sabem quem foi João Gilberto”.

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Roberto Menescal, músico e produtor

Menescal conheceu João Gilberto nos anos 1950, quando ele apareceu na casa de seus pais – hoje a Galera Menescal, em Ipanema. Quando era dia de festa, João pedia para tocar violão. Em uma dessas ocasiões, ele emprestou seu violão a João, após seus pedidos, que achou o barulho do local insuportável. Saíram e voltaram apenas três dias depois. “A gente se reunia no apartamento da Nara Leão e cantava baixinho, buscando a tal batida do samba. João surgiu, reduziu o samba a batidas mínimas do tamborim, e fez-se o som. Eram todas batidas parecidas, mas ali estava a campeã!”

Essa música que eles chamavam de “samba moderno”, que depois evoluiu para a Bossa Nova. O termo surgiu em uma apresentação da turma deles que também era formada por Oscar Castro Neves, Luiz Eça, Luis Carlos Vinhas , Bebeto e Nara Leão. Em um show, no Clube Israelita de Laranjeiras, o organizador anunciou: “Hoje, show de Sylvia Telles e o grupo Bossa Nova”. Assim nasceu o termo.

“Ele tinha uma voz potente, mas fazia questão de cantar baixinho. Quando alguém reclamava, ele dizia: ‘Se você quer mais alto, está vendo aquele botão preto? Vai lá e aumenta o volume!’, afirmando que João sempre foi ligado na tecnologia, mesmo que fosse para suprir sua voz.

Tárik de Souza, crítico e historiador de música brasileira

Tárik traz uma visão bastante pessimista sobre o falecimento de João Gilberto, dizendo que sua morte é simbólica. “Perdemos para sempre a delicadeza da Bossa Nova, o País, hoje, está mais ogro”.

Para ele, a Bossa Nova sobreviveu enquanto João chamou a atenção para o ritmo, alterando a estrutura da música. “Foi o a pessoa com maior poder mental que já conheci. “O Brasil é o País da monocultura, seu público não entende o mercado sofisticado. Há um abismo entre o que foi construído e o que foi destruído depois.”

Paulo César Feital, compositor e dramaturgo

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João Gilberto

“João Gilberto usou voz e violão para resgatar a memória de todas as matrizes da música popular brasileira, do samba ao choro, passando pelo clássico. Ele sozinho dirigia o Ministério da Música Brasileira”, afirma Feital.

Na sua visão, “o Brasil não conhece o Brasil”, e João Gilberto tentou ajudar nessa compreensão. Afirma que a qualidade de sua música se manteve durante toda a sua vida e que, apesar de ter se isolado, era um homem bom. “Ele cantava com paixão. O Brasil perdeu a paixão”.

Fonte: IG Gente
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Modelo é atacada nas redes sociais após foto com Thiaguinho

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Fernanda Souza e Thiaguinho , que anunciaram a separação na última segunda-feira (14), já tem sido alvo de boatos de uma possível traição. Na terça-feira (15), o jornalista Leo Dias divulgou uma imagem da modelo Allana Aguiar ao lado do cantor, afirmando que ela é pivô da separação do casal. 

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Reprodução/Instagram

Allana Aguiar


Desde então, ela tem sido atacada na web por ser uma possível amante de Thiaguinho: “Passei só para ver a cara da suposta mulher que foi a pivô da separação da nossa eterna Chiquititas”, escreveu um internauta em referência a Fernanda Souza . “Mulheres, cuidem de seus maridos. A Allana está à solta”, alfinetou outra.

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Até o momento, a morena não se pronunciou sobre a foto com Thiaguinho .

Fonte: IG Gente
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Clima pesa na redação de jornalismo da TV Cultura

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Desde a semana passada se instaurou um clima dos mais pesados nos estúdios do ” Jornal da Cultura “. Isso porque as apresentadoras do jornalístico, Karyn Bravo e Ana Paula Couto , tiveram uma briga quente dentro da redação. O barraco foi daqueles, com direito a gritos, socos na mesa e turma do deixa disso para interromper a discussão.

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Karyn  Bravo e Ana Paula Couto apresentam o arrow-options
Reprodução

Karyn Bravo e Ana Paula Couto apresentam o “Jornal da Cultura”

O clima já vinha tenso há algum tempo, a ponto das apresentadoras nem se falarem dentro do estúdio e terem vários bate bocas menores por não estarem de acordo em pontos como: plantões, entrevistas com convidados, detalhes da apresentação do jornal, entre outras coisas.

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A própria direção da emissora já vinha tentando apagar os incêndios, pois não queria as âncoras de seu principal jornalístico envolvidas em polêmicas, mas não teve jeito: após o bate boca na frente de todos, Ana Paula Couto, por já ter diversos anos de casa, foi colocada de “férias forçadas” e Karyn, que foi contratada recentemente, seguiu à frente do jornalístico, pois a casa não queria que a notícia viesse à público. Deram sorte que quase ninguém lê esta colunista.

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O que resultará dessa história nós não sabemos, mas Karyn faz questão de deixar claro a todos que tem as costas quentes e, consequentemente, o apoio da emissora.

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Vale lembrar que a entrada da dupla no jornal só aconteceu após uma série de desentendimentos da nova presidência da emissora e Willian Corrêa, que até então estava à frente do jornal e, não estando de acordo com as novas diretrizes adotadas para o telejornal , optou por se demitir.

Fonte: IG Gente
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Larissa Manoela quebra silêncio e fala de saída do SBT

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A saída de Larissa Manoela do SBT gerou muitas especulações e a atriz resolveu falar do assunto durante uma entrevista transmitida no Instagram da revista Caras . “Eu cresci lá dentro. Essa emissora faz parte da minha vida, inclusive tenho muito a agradecer, tive diversas oportunidades maravilhosas lá dentro”, começou dizendo.

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Reprodução/ Instagram @larissamanoela

Larissa Manoela deixará o elenco de “As Aventuras de Poliana”


Larissa Manoela aproveitou a oportunidade para agradecer e falar da saída da novela “As Aventuras de Poliana”, que ganhará uma segunda fase na emissora de Silvio Santos no próximo ano. “Agradeço a todas as pessoas envolvidas por acreditarem no meu trabalho e me darem a oportunidade de fazer sempre personagens tão incríveis.”

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A jovem atriz continuou: “Na verdade, a notícia de que a novela ‘ As Aventuras de Poliana ’ ia se estender por mais um ano pegou todo mundo de surpresa. A gente estava já naquele clima de fim de novela, pensando em outros projetos, acho que todo mundo vai planejando o que vem pela frente, então quando chegou isso a gente fez ‘opa, meu Deus do céu’”.

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As gravações dessa primeira fase da novela terminam no final desse ano, então Larissa só se despede de Mirela, sua personagem na trama, daqui uns meses. Os capítulos gravados vão ao ar até o ano que vem, mas a atriz garantiu que não estará no elenco da nova fase da novela, que vai acompanhar o crescimento de Poliana.

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“O que eu já tinha certo e comprometido no ano que vem fez com que essa saída de fato acontecesse. Eu sigo no ano que vem, nos quatro primeiros meses, muito focada no cinema e pro resto do ano eu acredito que Deus está preparando algo muito incrível, muito especial pra mim que vai me surpreender, vai surpreender todo mundo. O fechamento desse ciclo vai ser muito maravilho, saio com o coração muito feliz”, explicou Larissa Manoela que, atualmente, segue tentando alavancar sua carreira de cantora.

Fonte: IG Gente
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