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Casa inteligente não existe, mas especialista prevê “experimentos” em cinco anos

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O conceito de uma casa inteligente parece ter saído direto dos filmes de ficção científica: um computador central capaz de controlar tudo o que acontece no lugar, sem precisar de comandos humanos e que toma as melhores decisões possíveis. Mas… só parece ou estamos perto desta realidade?

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Robô em miniatura segurando um esfregão ao lado de um balde arrow-options
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A casa inteligente ainda não é realidade, mas em pouco tempo os avanços já devem aparecer, ainda que restritos

Atualmente, esse tipo de inovação já está começando a ganhar espaço em indústrias como a da comunicação, com assistentes pessoais e chatbots, e a automobilística, com carros autônomos e coisas do tipo. Portanto, é possível esperar que a casa inteligente também esteja cada vez mais próxima da realidade, e sistemas como o IoT, sigla em inglês para Internet das Coisas, usados por empresas como o Google e a Amazon, são prova disso – embora ainda não sejam o ideal.

Automação: a um passo da casa inteligente

É importante ressaltar exatamente isso: casas autônomas estão próximas da realidade, mas ainda não existem de fato. Sistemas como o IoT são avanços importantes, só que não trabalham com a  inteligência artificial (IA) necessária para um domicílio totalmente inteligente.

“Acender uma luz, ligar um ar condicionado, abrir uma cortina, abrir uma porta, isso tem mais a ver com automação, com uma casa conectada”, explica Roberto Wik, diretor de indústria e varejo da empresa de tecnologia da informação Cognizant no Brasil. 

Ou seja, o IoT apenas automatiza algumas tarefas que exigiam esforço humano, mas não é um sistema de inteligência artificial propriamente dito, já que requer uma pré-programação.

À procura da casa inteligente

Sala de estar de uma casa arrow-options
Shutterstock

A principal diferença da casa inteligente para uma casa com automação está no uso da inteligência artificial para aprender padrões do proprietário da casa e adaptar suas tarefas para atender às necessidades dele por conta própria

O que seria, então, uma casa inteligente? Para Joaquim Venancio, CEO da startup de tecnologia Noknox, isso só será alcançado quando, tendo por base dados externos, os utensílios domésticos puderem realizar tarefas sem se aterem a um roteiro pré-programado.

Isso implica que a casa, ou o sistema de inteligência artificial desenvolvido para controlar seus utensílios domésticos , deve ter a capacidade de reconhecer padrões e se adaptar a eles. 

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“Vamos supor que você more em um sobrado, e a casa sabe que, antes de dormir, você desce para ir à cozinha pegar um copo d’água. Assim que você levantar da cama, ela já vai entender qual seu caminho até a cozinha e vai acendendo automaticamente as luzes até você chegar ao seu destino”, exemplifica Wik.

De acordo com o especialista da Cognizant, é nessa hora que entraria em ação a IoT, já que ele poderia proporcionar uma estrutura que conecta todos os utensílios domésticos e permite que eles respondam aos comandos da IA.

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Os usos da inteligência artificial em casa

As facilidades com o uso da inteligência artificial, porém, não param por aí. Além de não exigir uma programação para cada tarefa que será realizada, ela também poderá assumir diversos papéis. Na ilustração acima, você pode conferir um resumo dos usos que ela pode ter – basta passar o mouse por cima dos objetos destacados em azul.

Por exemplo, além de ajudar na economia de energia ao ligar ou desligar luzes e utensílios domésticos de acordo com o movimento de pessoas em um cômodo, a casa inteligente pode incrementar o sistema de segurança.

“Hoje a gente bota cerca elétrica, câmera, um monte de equipamentos de segurança, mas nem o dono consegue entrar nela. A IA vai eliminar tudo isso reconhecendo as pessoas”, diz Joaquim.

Segundo ele, isso seria possível a partir do momento que a IA souber usar o reconhecimento facial para diferenciar os moradores de intrusos em potencial. 

E o CEO da Noknox vai além: para ele, essa capacidade de aprendizado e reconhecimento poderia, inclusive, ajudar no resgate de algum morador ou visitante que se acidentar dentro de casa ou até mesmo antes do acidente acontecer. Por exemplo, se uma panela ficar muito tempo no fogo, a IA do fogão ou do software central desligaria automaticamente a boca que está ativa.

Mas garantir o bem-estar e a segurança dos moradores não é a única função que os utensílios domésticos inteligentes poderiam proporcionar. Eles poderiam trabalhar, também, como uma espécie de mordomo robótico.

Roberto explica como isso funcionaria ao lembrar que, num dia de jogo do time que você torce, a IA poderia ligar a TV sozinha. “Você não precisa lembrar ‘domingo às 16h vai ter um jogo’. Talvez 15 minutos ou meia hora antes, o aparelho já vai te dar um alerta ou vai ligar a televisão dizendo ‘seu jogo vai começar’.”

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Processamento e infraestrutura: as pedras no caminho da casa inteligente

Holograma de um cérebro sendo projetado em frente a uma mulher arrow-options
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Um dos desafios para o uso de inteligência artificial nos domicílios está na capacidade de processamento

Este cenário não está tão distante de acontecer, mas ainda faltam alguns avanços na área para que ele se concretize.  Para Joaquim, o  que falta para esses avanços mais concretos é dar uma maior liberdade para a IA desenvolver outros papéis que vão além de sua programação.

Fora essa questão da liberdade de aprendizado, tanto ele quanto Roberto concordam que há uma necessidade de aprimorar a capacidade de processamento dos equipamentos responsáveis pela realização dessas tarefas mais complexas.

Joaquim, no entanto, se mostra otimista: “Acredito que cinco anos seja um número bom para a gente ver experimentos, ainda que restritos, até porque a evolução dessa tecnologia se auto-alimenta, e o principal insumo são os dados. E hoje em dia tudo tem um sensor que pega dados”.

Roberto, por outro lado, lembra que há também desafios de infraestrutura a serem superados. De acordo com ele, esse tipo de tecnologia exige uma conexão de internet estável e de boa velocidade, algo que países como o Brasil não tem disponível em todo lugar.

Outro problema seria o custo da tecnologia, já que alguns dos sensores necessários ainda são muito caros. “Isso precisa, efetivamente, ter um custo mais acessível para que tenha uma escala maior”, observa o diretor da Cognizant no Brasil.

Os perigos que podem vir com o uso da IA

Homem de óculos escuros olhando para um microprocessador arrow-options
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Falhas no software e ataques de hackers devem ser os maiores problemas enfrentados por uma casa inteligente

Tantas informações a respeito do assunto podem levar às seguintes perguntas: e quanto aos perigos de ter tanta integração entre as máquinas? Seria possível um cenário de revolução das máquinas ou algo do tipo?

Para Joaquim, a ideia das máquinas se rebelarem contra a humanidade está longe de ser possível. Ele lembra que, enquanto os utensílios domésticos não tiverem autonomia física e for possível apertar o botão “desliga”, os humanos terão o controle da situação.

O que o preocupa, na verdade, é que certas pessoas se aproveitem dessa tecnologia para causar danos aos outros ou que falhas presentes nos softwares possam comprometer o funcionamento dos aparelhos.

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Felizmente, ele avalia que a solução para manter a sua casa inteligente segura contra esses problemas já está nas mãos das empresas de tecnologia: investir na atualização dos sistemas operacionais e trabalhar para corrigir todas as falhas que aparecerem pelo caminho. Assim, sua casa ficará livre de intrusos cibernéticos também.

Fonte: IG Tecnologia
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Olhar Digital

mavic mini drone DJI arrow-options
Reprodução/DJI

Novo drone da DJI cabe na palma da mão


DJI  anunciou nesta quarta-feira (13) o lançamento do drone compacto Mavic Mini no Brasil. Descrito como “quase tão leve quanto um smartphone”, o aparelho pesa apenas 249 gramas e vai custar R$ 4.049. Ele pode realizar filmagens estáveis em até 2,7K de resolução, tirar fotos em 12 megapixels e voar por até 30 minutos sem precisar recarregar. Além disso, não precisa de registro em inúmeros países.

O drone tem um design compacto , que permite ser dobrado para facilitar o transporte. Além disso, ele pode atingir velocidade máxima de até 47 km/h e conta com recursos de sensores visuais e planagem precisa com GPS , permitindo aterrisagens em locais fechados. As vendas começam na última semana de novembro e o produto tem um ano de garantia.

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Câmera

A câmera do aparelho tem um sensor de 1/2,3 polegadas, lentes com abertura f/2,8 e estabilização triaxial para tirar fotos de 12 megapixels. No caso da filmagem, ela pode ser gravada em 2,7K a 30 quadros por segundo ou Full HD a 60fps em alturas máximas de 3.000 metros.

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Também é possível realizar uma gravação em vídeo em HD de até 4 km de maneira estável, proporcionada pelo estabilizador triaxial.

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Controle

controle drone mavic mini arrow-options
Reprodução/DJI

Controle do Mavic Mini se conecta via Wi-Fi


O controle tem o design simples, realizando a conexão com o drone via wi-fi e com um espaço para você deixar seu telefone e monitorar o voo pelo aplicativo da DJI Fly , disponível em Android e iOS .

Ainda, o aplicativo DJI Fly dá aos usuários o acesso à rede social SkyPixel, onde membros podem compartilhar suas fotos e vídeos aéreos, criando uma “galeria” de locações na hora de se inspirar para gravar.

Peso e polêmica

drone mavic mini DJI arrow-options
Reprodução/DJI

Mavic Mini pode ser transportado facilmente


Uma das vantagens do Mavic Mini é a possibilidade de não ser registrado em algumas nações. Estados Unidos, Canadá, Austrália e alguns países da Europa normalmente exigem o registro de drones, mas consideram que aparelhos abaixo de 250 gramas são seguros e, portanto, não exigem o cadastro de dispositivos que se enquadram na categoria.

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Contudo, no Brasil , a regulamentação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) determina que regras mais leves sejam aplicadas apenas em drones com peso máximo de decolagem de até 250 gramas. No caso do Mavic Mini , qualquer protetor de hélice ou acessório pode aumentar o peso do dispositivo durante o vôo e implicar na necessidade de cadastro, que pode ser realizado no site da agência.

Fonte: IG Tecnologia
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Olhar Digital

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Divulgação/Xiaomi

Xiaomi lança bicicleta dorbrável


Além dos smartphones de baixo custo, a Xiaomi  é bastante conhecida por seus produtos curiosos. A nova aposta da empresa é o Himo H1 , uma bicicleta elétrica dobrável . Seu design é bastante curioso. A justificativa para isso é que a bicicleta foi projetada como ênfase na portabilidade. Quando dobrada, ela fica do tamanho de uma folha de papel A3.

A Xiaomi  está oferecendo o Himo H1 por 2.999 yuan (aproximadamente R$ 1.700). Entretanto, o dispositivo não está disponível fora da China. Porém, como sabemos, todo e qualquer dispositivo lançado pela empresa logo é disponibilizado por sites de compra chineses, e que enviam os produtos para diversas partes do mundo.

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A Xiaomi  se orgulha de sua bicicleta possuir mais pontos de dobragem do que alguns outros aparelhos. Quase todas as partes são dobráveis e possuem travas para garantir que elas fiquem na posição que foram deixadas para que não alterem seu estado em momentos inoportunos.

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A bicicleta elétrica é relativamente leve, pesando apenas 13 kg, além de caber dentro de uma maleta. Para facilitar o transporte, a Xiaomi  disponibiliza um estojo para acomodar o dispositivo. O guidão pode ter sua altura ajustável e inclui um velocímetro de LED e medidor de bateria.

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O motor presente, e que se localiza na parte traseira, não é exatamente potente, tendo apenas 180 W, com isso, a velocidade máxima atingida pela bicicleta é de 18 km/h . Além disso, a falta de pedais pode fazer com que esse aparelho não seja classificado como uma bicicleta, mas sim como uma espécie de scooter , já que há apenas apoio para os pés.

Embora pareça pequena, a bicicleta da Xiaomi  não possui um limite de altura, dois adultos conseguem usá-la sem problemas. As imagens também mostram adesivos temáticos da franquia Transformers, porém, não se sabe se a marca solicitou a licença para uso dos personagens.

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Fonte: IG Tecnologia
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Reprodução/9to5Mac

Novo design do MacBook Pro deve trazer bordas mais finas

A Apple  deve anunciar amanhã (14) o tão aguardado  MacBook Pro de 16 polegadas . O modelo deve custar US$ 2.399 nos Estados Unidos, pouco mais de R$ 10 mil em conversão direta. O novo dispositivo deve substituir o clássico MacBook Pro de 15 polegadas, por isso, o mesmo preço; a informação é de Mark Gurman, da Bloomberg.

Além do aumento da tela, o MacBook Pro de 16 polegadas terá um novo teclado, projetado para ser mais confiável que os teclados apresentados nos MacBooks desde 2016. Isso porque o modelo borboleta conviveu com diversos problemas, como teclas presas, pressionamento de teclas repetidas, entre outros – o que obrigou a Apple  a fazer alguns recalls.

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Os rumores apontam, agora, para a volta do tradicional teclado  tesoura.  O modelos, considerado convencional, foi utilizado pela  Apple até 2015, antes da implementação do teclado borboleta. 


Outra caracaterística notável do novo  MacBook Pro deve ser o design. Fotos vazadas mostram um notebook com bordas bastante finas. Além disso, a esperada tela de 16 polegadas será a maior fabricada pela  Apple desde 2012. Segundo o analista de mercado Ming-Chi Kuo, os novos displays também devem ter uma tecnologia que minimiza a chance das telas queimarem, evitando manutenção. 

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Também é esperado que este modelo do  MacBook Pro resolva o problema de bateria presente na versão anterior. Os rumores indicam, ainda, para a presença do Touch ID , em um botão separado do teclado.  

A expectativa é que o modelo topo de linha do MacBook seja lançado oficialmente em algum momento de dezembro. Após lançar os iPhones 11, 11 Pro e 11 Pro Max, e em seguida, os novos AirPods, a Apple deve encerrar 2019 com foco no MacBook.

Fonte: IG Tecnologia
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