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Política Nacional

“É para atingir a família Bolsonaro”, diz deputado do PSL acusado de rachadinha

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Carol Jacob/Alesp

Deputado Gil Diniz

Acusado por um ex-assessor pela  prática de “rachadinha” em seu gabinete , esquema no qual o parlamentar recolhe parte dos salários dos funcionários, o deputado estadual Gil Diniz atribuiu a denúncia a uma “tentativa de atingir a família Bolsonaro.

Líder do PSL na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o Carteiro Reaça, como é conhecido, é o braço direito de Eduardo Bolsonaro no estado. O deputado rechaçou a prática ilegal e afirmou não ter problema em disponibilizar seus extratos bancários para quem quiser ver. Para ele, sua proximidade com o presidente da República é o motivo pelo qual foi acusado por Alexandre Junqueira, que trabalhou em seu gabinete entre março e julho.

Em representação protocolada no Ministério Público, o ex-assessor afirmou que “todos os assessores que recebem o salário no teto” fazem rodízio das gratificações, que costumariam ser sacadas em dinheiro para pagamento das contas de apoiadores de Gil Diniz.

O senhor diz que a acusação é falsa. De que forma pretende provar que não existe essa prática no seu gabinete?

Fica complicado para mim, porque eu preciso de assessores para me assessorar. E quando alguém não estiver desempenhando, seja da comunicação ou do jurídico, eu vou precisar demitir. É uma situação que eu corro com todos os assessores que eu for contratar. Não tem muito o que ser feito.

Agora, é o seguinte: eu contrato um assessor para ele desempenhar um bom trabalho. A gente não contrata ninguém com o intuito de exonerar. Aí, ele (Alexandre Junqueira) ficou magoado (pela exoneração). Mas eu estranho, né? Por que só agora (a acusação)? Ele foi demitido no início de agosto. Passou agosto, setembro, agora outubro. Ele foi para Bali (capital da Indonésia) para me denunciar? Eu estou super tranquilo quanto a isso. Eu não devo nada a ninguém. Aqui no gabinete não tem esse tipo de  prática. A gente é bem enxuto. Temos 11, 12 assessores. Estou entre os dez ou 15 deputados que menos gastam com verba parlamentar. Estou muito tranquilo quanto a isso.

Eu mesmo fiz um projeto para dar publicidade às gratificações especiais. Sempre tive essa preocupação. Realmente nós temos as gratificações que podem ser dadas após o funcionário ter três meses de gabinete. Então, é chato até, porque ele (Junqueira) coloca sob suspeição todos os assessores que estão aqui no gabinete, sendo que ele era um assessor.

 Mas o senhor pretende abrir o seu sigilo bancário, se for o caso?

Abro tranquilo, pô! Isso aqui é para todos, está aberto. Se você quiser, eu imprimo aqui meu extrato bancário e te mando, aí. De verdade. Meu extratos bancários estão aqui à disposição não só da Justiça, mas da imprensa e dos meus eleitores também, não tem problema nenhum. Eu coloco o extrato aqui na mesa para vocês olharem, do dia 15 de março até agora.

Não tenho esse problema. Fico chateado porque era uma pessoa que eu tinha um carinho enorme, se aproximou da gente aqui e a gente deu oportunidade. Não desempenhou como a gente achou que iria desempenhar. O cargo de assessor especial parlamentar é nível top. É o melhor cargo no gabinete. Demos um prazo para a adaptação dele, ele não se adaptou e depois de três meses a gente teve que exonerar. Isso é normal em todo gabinete, em toda empresa, ter esse período de experiência.

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Ele foi exonerado por desempenho?

O assessor especial parlamentar tem uma série de rotinas, de atender o público, trabalhar ali na base. (Deve ser) um cara muito carismático. Mas, por exemplo, tem a questão da assiduidade no trabalho, de se portar, o trato com outros deputados, outros assessores. Você não pode tratar um deputado por “meu brother”, você tem respeito pelo cargo.

Então não tinha como mantê-lo aqui no gabinete não tendo uma assiduidade, chegando atrasado, faltando com respeito aos colegas, não atendendo com o decoro necessário os outros parlamentares da casa. A gente foi tentando adaptar, aí chegou o momento em que teve que ir para a exoneração. É natural.

Agora, se todo assessor que eu contratar e resolver demitir fizer uma denúncia dessa, fica inviabilizado o mandato. Vai sempre ficar sob suspeita. E pelo menos essa denúncia que eu li aqui tem uma série de contradições. Como que alguém é punido indo para casa descansar? Eu não entendo como punição. É lógico, ao fim de tudo isso, ele terá que responder criminalmente por denunciação caluniosa.

 Então o senhor vai processá-lo?

Sim, com toda a certeza. Ele conhece a minha rotina. Ele sabe que minha mãe e meu pai continuam morando na favela. Ele sabe que meus filhos continuam estudando em escola pública. Ele sabe que minha rotina não mudou. Continuo usando transporte público. Minha vida, minha rotina não mudou absolutamente nada. O que mudou foi a rotina parlamentar, essa questão da pré-candidatura à Prefeitura, de estar próximo à família Bolsonaro . A gente sabia que, mais cedo ou mais tarde, viria alguma coisa para não só me atingir, mas atingir a família Bolsonaro.

O seu nome circula há meses como pré-candidato do PSL à Prefeitura. Por que o senhor acha que essa acusação “surge quando colocou seu nome para a disputa”, como afirmou em nota?

Vou te dar um exemplo. Doria citou meu nome ontem, dizendo que eu sou comparsa do (senador pelo PSL) Major Olimpio. Ou seja, o meu nome está na ordem do dia. Sou líder do PSL aqui na Assembleia. O mandato está tomando um destaque positivo. Eu tenho essa proximidade com a família Bolsonaro, estive com o presidente agora em Aparecida, no jogo do Palmeiras, estive com ele na abertura da feira de investimentos. Sempre estou por perto.

Eu sabia que, uma hora ou outra, né… Essa foi a primeira (acusação), mas também não vai ser a última. A gente age com tranquilidade, com naturalidade. A gente tem consciência da lisura do mandato. A bancada inteira tem a responsabilidade em cima da liderança. Estou muito tranquilo. Ele está acusando e vai ter que mostrar alguma coisa, justificar aqui essas incongruências que tem no discurso dele, pô.

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O assessor diz que esse tipo de prática é comum. O próprio Flávio Bolsonaro responde a um processo sob a mesma acusação.

Não, pois é, fica claro para mim que ele quer me associar a esse tipo de denúncia. Não é para atingir o Gil Diniz, cara. Gil Diniz é pequeno. Isso é para atingir a família Bolsonaro. Como ele não tem o que falar, ele acabou partindo para esse lado. Daí a gente cai naquela vala comum, que todo político é corrupto. Aqui não tem essa prática, não. Mas como é simples fazer uma denúncia como essa, ir lá e acusar sem o mínimo de razoabilidade, ele solta esse tipo de coisa.

No momento oportuno, a gente vai provar a nossa inocência. E vamos responsabilizá-lo. Isso aí não é qualquer coisa. Ele sabe que eu estou perto do Eduardo Bolsonaro. Estou percebendo na rede social dele (Junqueira) que, enquanto ele me ataca, ele diz ser Eduardo Bolsonaro. É uma tática de blindagem. Mas ainda pergunto: por que só agora (a acusação), depois de dois meses da exoneração? Por que não antes? E por que ter aceito ganhar sem trabalhar? Por que ele não alertou as autoridades competentes antes?

 O senhor tem notícias de que esse tipo de esquema acontece na Alesp?

Tem denúncias, sim. Alguns funcionários demitidos acabam denunciando o parlamentar. Mas eu, pessoalmente, desconheço. Eu sei que na nossa bancada o Coronel Nishikawa está passando por isso (acusação de rachadinha no gabinete) também, mas é a mesma coisa. No caso dele, foi uma denúncia anônima. No meu caso, foi uma pessoa extremamente próxima de mim. Mas se eu identificar que há um esquema de racha de salário (aqui na Alesp), eu mesmo denuncio. Não vou esperar assessor fazer, não. Independentemente de partido. Se acontecer na minha bancada, a gente não passa a mão na cabeça.

Pode nos contar como o conheceu?

Ele fazia alguns vídeos na internet, né? Apoiando aí o presidente. Ele tem uma página chamada “Carioca de Suzano”. Inclusive, ele teve um problema com um político local lá de Suzano e fez a mesma tática: viajou para Bali e ficou atacando esse político local, um tal de Lacerda.

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E por que ele viaja para lá?

Não sei, cara. Queria entender também. Só sei que ele tinha uma empresa com esposa dele, chamada Sol Ferragens. Estranho. Se ele tinha todo o interesse de fazer essa denúncia contra mim, por que ele não denunciou antes de ir para Bali? Deveria ter feito isso antes, pô, se estava tão indignado com a minha postura parlamentar. Mas agora ele vai ter que responder judicialmente.

Fonte: IG Política
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TRF-5 suspende prisão preventiva de Eduardo Cunha mas ele continuará preso

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Ex deputado federal Eduardo Cunha continua cumprindo prisão preventiva

Um habeas corpus foi concedido pela Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região na última quinta-feira (14) para Eduardo Cunha em uma das prisões preventivas do ex-presidente da Câmara.

Eduardo Cunha e esposa estão com suspeita de câncer, diz colunista

Isso não significa, porém, que o ex-deputado será libertado. Ele continuará preso graças a outros dois mandados de prisão preventiva emitidos pelas justiças de Brasília e Paraná por suspeitas de envolvimento de Eduardo Cunha em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras e na Caixa Econômica Federal. 

O tribunal concedeu o habeas corpus por dois votos a um em uma investigação sobre suposto recebimento de propina recebida por Cunha das empreiteiras Odebrecht e OAS em obras do estádio Arena das Dunas, em Natal, para a Copa do Mundo de 2014. 

Mulher de Eduardo Cunha tem pena substituída por serviços comunitários

julgamento contou com a participação dos desembargadores federais Elio Wanderley de Siqueira Filho, Francisco Roberto Machado e Alexandre Luna Freire.

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No pedido dos advogados de Eduardo Cunha, a defesa argumentou que o ex-deputado não apresenta  mais riscos a ordem pública , já que não detém mais grande poder de influência política no âmbito nacional.

Prisão em segunda instância no STF: o que está em jogo e quem pode ser afetado

A falta de indícios de risco de fuga foi outro motivo que embasou o pedido de habeas corpus. 

Fonte: IG Política
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Em vídeo no Twitter, ministro Abraham Weintraub ataca a rede Globo: “Já era”

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O ministro da educação Abraham Weintraub está ativo no Twitter no feriado desta sexta-feira (15). Entre as postagens do dia ,  Weintraub publicou um vídeo onde afirma “Rede Globo já era”. 

Ministro da Educação diz que Lula é “admirador confesso de Hitler”

“A Globo acabou de chegar, chegou atrasada . Mais perdida que cachorro em dia de mudança. Filma lá, filma lá”, afirmou o ministro, apontando para uma coletiva de imprensa que estava sendo concedida pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. 

Veja o vídeo:


Também no Twitter, o ministro da educação divulgou imagem de uma reunião com a presença de Lorenzoni para “discutir projetos sociais”. Na postagem, Weintraub chama a proclamação da república de “primeiro golpe de estado no Brasil”.

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A rede social também foi utilizado para questionar as comemorações de feriado desta sexta-feira que marca o início da República no País , proclamada há 130 anos. “O que diabos estamos comemorando hoje?”, indagou.


Mirem-se no exemplo

Com várias publicações sobre o tema, o ministro ainda fez uma publicação se dirigindo às feministas .

Vazamento da prova do Enem “aparentemente” foi em Pernambuco, diz ministro

“Para as feministas refletirem: o Império teve seus dois principais atos assinados por mulheres educadas, inteligentes e HONESTAS! Elas nos governaram bem antes de Dilma. A Lei Áurea e Nossa Independência foram assinadas respectivamente pela Princesa Isabel e por Dona Leopoldina”, escreveu na rede social.

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Fonte: IG Política
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Ignorado? Embaixada russa “esquece” Bolsonaro em foto oficial do Brics

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Reprodução/ Twitter

Embaixada publicou foto de 2016 para comemorar fim da 11ª Cúpula do Brics em 2019

Para comemorar o encerramento da 11ª Cúpula do Brics, que aconteceu nesta semana em Brasília, a embaixada russa publicou uma imagem com os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Porém, um detalhe chamou atenção.

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Na imagem postada pela embaixada , o então presidente do Brasil é Michel Temer, que deixou a presidência no fim de 2018, e não Jair Bolsonaro, no cargo há 11 meses. A foto, inclusive, é de um encontro de 2016 durante o G20 na cidade chinesa de Hangzhou.

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Renato Costa / FramePhoto / Agência O Globo

Reunião do Brics 2019 com Jair Bolsonaro, Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Narendra Modi (Índia) e Cyril Ramaphosa (África do Sul)

E não foi somente Jair Bolsonaro que ficou de fora. O presidente da África do Sul na foto é Jacob Zuma, que renunciou ao cargo em fevereiro de 2018. Seu sucessor desde então é Cyril Ramaphosa. Vladimir Putin, Xi Jinping e Narendra Modi ainda estão no poder.

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A Embaixada não exclui o tweet que recebeu respostas de diversos internautas. A maioria riu do feito, mas alguns fizeram questão de enviar a foto de 2019 para a página. Confira alguns comentários.


Fonte: IG Política
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