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Idosa que realizou sonho de se formar aos 70 anos ganha ensaio fotográfico; veja

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IVETE MARIA
Luiz Moura/Divulgação

Ivete Maria de Souza, 70 anos, é recém-formada no curso de Artes Cênicas da Universidade Federal do Acre

Ivete Maria de Souza, 70 anos, recém-formada no curso de Artes Cênicas da Universidade Federal do Acre (UFAC) ganhou de presente um ensaio fotográfico para comemorar sua conquista.

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As fotos da ex-faxineira nascida e criada na região do seringal acreano foram realizadas no Horto Florestal de Rio Branco pelo fotógrafo Luiz Moura, com direito a maquiagem e cabelo de Bianca Melo. “Soube que ela formou aos 70 anos e achei uma lição de vida, de garra da parte dela e me tocou. Então disse: ‘poxa, vou fazer um ensaio e ajudar a levantar a autoestima dela”, disse o fotógrafo ao portal G1 . “Me deu muito orgulho”, escreveu, mais tarde, em seu Facebook.

Ivete Maria de Souza
Luiz Moura/Divulgação

Ivete Maria de Souza, 70 anos, é recém-formada

Ivete Maria conta que morou no seringal até os 15 anos de idade e teve que interromper seus estudos após o ensino médio, quando já havia se tornado mãe. Mas ela nunca abandonou o sonho de fazer uma faculdade.

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“Eu pensava: ‘como eu vou fazer se eu não tenho condições, se eu não tenho recursos?’”, lembra Ivete Maria em vídeo publicado pela UFAC .

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A ex-faxineira só veio a dar os primeiros passos rumo ao sonho de um diploma do ensino superior quando uma colega, que estuva Letras na universidade, a convidou. “Eu até não quis logo na hora. Eu já estava velha, cansada de tudo… Mas ela disse: ‘Não, nunca é tarde para estudar’”.

Ivete Maria realizou a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e acabou sendo aprovada, em primeiro lugar, para cursar Artes Cênicas na instituição. Ela iniciou o bacharelado em março de 2014 e se formou no mês passado.

“Se não fosse de graça, eu não teria recursos. Eu não tinha dinheiro nem para pagar o ônibus todos os dias. É porque eu já tinha completado 65 anos, tirei a carteirinha de idoso para vir todo dia para a escola. Se não nem eu isso eu teria condição”, lembra a senhora de 70 anos.

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“Ela é inspiração aos estudantes jovens que, às vezes, não querem compromisso com os estudos. E também para as pessoas mais velhas, porque nunca é tarde para correr atrás do que quer”, disse Moura, também ao G1 .

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Veja mais imagens do ensaio da recém-formada de 70 anos:

Ensaio fotográfico que me deu muito orgulho em realizar. Dona Ivete, que aos 70 anos de idade acabou de se formar em…

Publicado por Luiz Moura em  Sexta-feira, 7 de junho de 2019


Fonte: IG Nacional
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Impasse: oposição não chega a acordo para libertação de presos na Nicarágua

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Daniel Ortega
Cancillería del Ecuador

No poder desde 2006, Daniel Ortega enfrenta crescente onda de protestos há um ano

 No último dia para a libertação dos presos políticos da Nicarágua , nesta terça-feira, governo e oposição chegam a novo impasse. Enquanto o governo de Daniel Ortega afirma que já cumpriu o compromisso, a oposição diz que 89 presos por participarem de protestos contra o presidente ainda estão detidos. 

A libertação de todos os presos era um compromisso assumido pelo governo da Nicarágua após negociações com a opositora Aliança Cívica para a Justiça e Democracia (ACJD), líder dos protestos que exigem a renúncia de Ortega , e que terminaram com 325 mortos e 62.500 exilados, segundo grupos humanitários.

“Todas essas pessoas gozam de liberdade, com o compromisso de não repetir os crimes, conforme estipulado na Lei de Anistia”, disse o governo em um comunicado, que alega que os restantes são criminosos comuns.

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Nos últimos dias, pelo menos 492 pessoas foram libertadas sob uma polêmica lei de anistia aprovada em 8 de junho pelo Parlamento, controlado por Ortega — ex-guerrilheiro, no poder desde 2007.

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“As autoridades não cumpriram o acordo de libertar todos os presos políticos “,  disse aos repórteres Carlos Tünnermann, chefe da delegação da ACJD.

A União dos Prisioneiros Políticos, por sua vez, ameaçou realizar novos protestos na quarta-feira, se os prisioneiros não forem libertados.

Os acordos também incluem o fim de detenções arbitrárias, a restituição do direito de protestar, a reunião pacífica, a liberdade de expressão e o retorno de propriedades confiscadas de ONGs e da imprensa.

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Para analistas, uma violação dos compromissos assumidos com a oposição poderia provocar a aplicação de sanções por parte da União Europeia (UE) e um endurecimento das punições impostas pelos Estados Unidos.

“O governo tem dificuldade em provar que vem cumprindo o acordo porque tem havido novas detenções, assédio, intimidações; a liberdade de imprensa é quase mínima e exilados ainda são perseguidos”, explica à AFP o analista Gabriel Alvarez.

Para o ex-diplomata Edgar Parrales, o não-cumprimento poderia levar a UE a retirar a Nicarágua do Acordo de Associação com a América Central, a reduzir ou até congelar a cooperação bilateral, a estabelecer restrições de imigração ou a impor sanções aos funcionários do governo.

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“Pessoas do governo têm dinheiro e imóveis nos bancos da Europa que poderiam ser afetados “, afirmou à AFP.

Washington também impôs sanções econômicas contra Rosario Murillo, mulher do presidente, seu filho Laureano e cinco outros oficiais de alto escalão, acusados de violações dos direitos humanos e corrupção.

Mais sanções agravariam a crise na Nicarágua , cuja economia contraiu 3,8% no ano passado, segundo dados oficiais, enquanto associações empresariais apontam perdas de cerca de 450 mil empregos e fechamento de pequenas e médias empresas. 

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Fonte: IG Nacional
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Nacional

Novos vazamentos indicam incômodo de Moro com investigação contra FHC

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FHC
Reprodução/IstoÉ

Moro teria se incomodado com a investigação de Caixa 2 de FHC


O site The Intercept Brasil soltou, na noite desta terça-feira (18), novos vazamentos de conversas entre o ex-juiz federal Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. Nos trechos revelados, o atual ministro da Justiça e Segurança Pública revela incômodo com uma investigação da Operação Lava Jato sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC).

De acordo com os trechos vazados, Moro não vê motivo para uma investigação contra a FHC que se trata de uma denúncia de Caixa 2 em 1996. De acordo com o ex-juiz, o caso já devia estar prescrito e é “questionável pois melindra alguém cujo apoio é importante”.

O diálogo, segundo o site, aconteceu no dia 13 de abril de 2017, um dia após o Jornal Nacional, da Rede Globo, noticiar a investigação da Lava Jato contra o ex-presidente tucano.

A conversa foi feita em um chat privado do Telegram. Moro pergunta se as investigações contra Fernando Henrique realmente eram sérias e se não estariam prescritas. Deltan Dallagnol responde que o que se tem é fraco e foi enviado para a Justiça de São Paulo.

O procurador ainda diz que entende que a investigação contra o ex-presidente deva ser proposital para “passar recado de imparcialidade”.

Veja os trechos revelados pelo The Intercept Brasil:

Moro – 09:07:39 – Tem alguma coisa mesmo seria do FHC? O que vi na TV pareceu muito fraco?
Moro – 09:08:18 – Caixa 2 de 96?
Dallagnol – 10:50:42 – Em pp sim, o que tem é mto fraco
Moro – 11:35:19 – Não estaria mais do que prescrito?
Dallagnol – 13:26:42 – Foi enviado pra SP sem se analisar prescrição
Dallagnol – 13:27:27 – Suponho que de propósito. Talvez para passar recado de imparcialidade
Moro – 13:52:51 – Ah, não sei. Acho questionável pois melindra alguém cujo apoio é importante

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Teoricamente preocupado após as perguntas de Sérgio Moro, Dallagnol enviou perguntas em um grupo chamado “Conexão BsB-CWB”, o qual procuradores de Brasília e Curitiba são membros.

Dallagnol – 11:42:54 – Caros o fato do FHC é só caixa 2 de 96? Não tá prescrito? Teve inquérito?
Sérgio Bruno Cabral Fernandes – 11:51:25 – Mandado pra SP
Sérgio Bruno Cabral Fernandes –11:51:44 – Não analisamos prescrição

Em outra conversa revelada pelo The Intercept Brasil , do dia 17 de novembro de 2015, o procurador Rodrigo Pozzebon, também membro da força-tarefa da Lava Jato, sugere que uma investigação contra FHC irá acabar com as acusações de que a operação era partidária.

“Assim ninguém poderia indevidamente criticar nossa atuação como se tivesse vies partidário”.

Em 2016, quando  o ex-presidente tucano foi citado nas delações de Fernando Baiano, operador ligado ao MDB, novamente os procuradores discutem sobre a chance de criar uma imparcialidade na Operação Lava Jato:

Dallagnol – 09:54:59 – Viram do filho do FHC?
Dallagnol – 09:55:01 – http://pgr.clipclipping.com.br/impresso/ler/noticia/6092614/cliente/19
Dallagnol – 09:56:20 – Creio que vale apurar com o argumento de que pode ter recebido benefícios mais recentemente, inclusive com outros contratos … Dará mais argumentos pela imparcialidade… Esses termos já chegaram, Paulo? Esse já tem grupo?
Paulo Galvão – 10:00:38 – Chegaram vários do Cervero, mas não sei se esse especificamente desceu
Paulo Galvão – 10:00:59 – Nos temos de qq forma todos os depoimentos na pasta
Dallagnol – 10:24:20 – Algum grupo se voluntaria? Eu acho o caso bacanissimo, pelo valor histórico. E recebendo naquela época pode ter lavagem mais recente pela conversão de ativos ou outro método como compra subfaturada de imóvel o que é mto comum…. Seria algo para analisar
Paulo Galvão – 10:26:33 – Deixa ver antes se desceu. Pode ter sido mandado p outro lugar, como os que foram p o rio (e isso é um dos temas q eu quero tratar na reunião).

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Apesar das investigações, o ex-presidente FHC não virou réu em nenhuma das fases da Operação Lava Jato. O tucano chegou a prestar depoimentos ao juiz Sergio Moro nos processos que envolviam réus. As perguntas foram direcionadas na relação que um presidente poderia ter nos negócios da Petrobras.

Fonte: IG Nacional
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Votação de projeto que define abuso de autoridade fica para a próxima semana

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Senado, vista lateral
Roque de Sá/Agência Senado

Projeto “dez medidas da corrupção” inclui penas para juízes e membros do MPF que cometerem abuso de autoridade. A proposta deve ser votada ainda na próxima semana


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM/AP), marcou para o dia 26 de junho a votação do projeto conhecido como dez medidas da corrupção, que inclui a punição ao abuso de autoridade de magistrados e integrantes do Ministério Público. A data de votação foi definida em reunião de líderes partidários realizada na tarde desta terça-feira. A previsão é que o projeto seja analisado pela manhã na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, de noite, no plenário. 

A proposta, que estava parada há cerca de dois anos no Senado, foi incluída de última hora na pauta da CCJ na semana passada, mas não foi analisada. A inclusão do projeto que aborda as punições para crimes de abuso de autoridade ocorreu a pedido de Alcolumbre, como uma estratégia para estancar a crise gerada pelas mensagens trocadas pelo ministro e ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, reveladas pelo “The Intercept Brasil”. De acordo com senadores próximos ao presidente do Senado, foi uma resposta a parlamentares que defendem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou uma medida mais enérgica sobre o caso.

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Um grupo de senadores queria que a proposta fosse votada nesta terça no plenário, sem passar pela CCJ, como é de praxe. Entretanto, não houve acordo na reunião de líderes, e a votação ficou para a próxima semana.

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Pela manhã, antes da reunião, Alcolumbre negou que haja relação com a divulgação das mensagens entre Moro e Deltan e afirmou que a análise do projeto no primeiro semestre sempre esteve em seu cronograma.

“Eu vejo que a imprensa, uma parte da imprensa, tem dito que pode ser em relação aos vazamentos , mas não existe isso. Estamos falando desde fevereiro sobre isso” disse, acrescentando depois: ” No meu cronograma e do senadores, ela estava desde fevereiro para nós deliberarmos sobre ela no primeiro semestre”. 

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O relator do projeto no Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG), alterou o trecho que trata de abuso de autoridade, para incluir itens que constam em um projeto do mesmo tema, aprovado em 2017 pelo Senado e que está parado na Câmara. Pacheco sugere que não pode ser crime a “mera divergência de interpretação” e que é necessário haver “dolo específico do ato de abuso de autoridade, que deve ser praticado com a finalidade de prejudicar outrem ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro, ou, ainda, para satisfação pessoal ou por mero capricho”.

“O que nós procuramos fazer, dentro daquilo que já foi estabelecido pelo Senado na aprovação do Estatuto de Abuso de Autoridade, editar essa norma referente ao abuso de autoridade, com essas ressalvas, justamente para equilibrar, para fazer a previsão normativa do abuso de autoridade, mas com essa ressalva que garanta a independência de juízes e promotores no exercício das funções “, afirmou Pacheco, na manhã desta terça, durante sessão da CCJ.

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Projeto foi alterado na Câmara

As dez medidas contra a corrupção foram propostas inicialmente pela força-tarefa da Operação Lava-Jato, mas foram alteradas pela Câmara em votação no final de 2016. Além do abuso de autoridade, a matéria trata de outros mudanças no Código Penal e no Código de Processo Penal.

Os deputados retiraram do texto pontos como a tipificação do crime de enriquecimento ilícito de funcionário público. Também rejeitaram a instituição do chamado “delator do bem”, que seria recompensado por entregar a autoridades crimes do qual não participe, mas que tenha conhecimento. Ainda rejeitaram a proposta que previa que os acordos de leniência fossem celebrados pelo Ministério Público.

Pacheco manteve a maior parte das alterações dos deputados. Ele destaca que, entre as medidas excluídas pelos parlamentares, reincluiu no texto a previsão da extinção de domínio, que também havia sido retirada pelos deputados. Esse dispositivo permite que o juiz decrete, antes da condenação final do réu, a perda dos direitos de propriedade sobre bens, direitos e valores que sejam produto ou proveito, direto ou indireto, de infração penal ou ato de improbidade administrativa.

Em defesa do projeto, Pacheco destaca que ele criminaliza o caixa dois eleitoral e endurece a pena para crimes de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, concussão, excesso de exação qualificado pelo desvio, corrupção passiva e ativa e corrupção ativa em transação comercial internacional.

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Fonte: IG Nacional
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