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Jovem invade escola no RS e ataca estudantes com machado

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Um jovem invadiu com uma machadinha o Instituto Estadual Educacional Assis Chateaubriand, em Charqueadas (RS), na Região Metropolitana de Porto Alegre, no início da tarde desta quarta-feira, e deixou dois alunos feridos com cortes e uma aluna com escoriações leves. A Brigada Militar informou que três meninas também foram encaminhadas à unidade de saúde após terem ficado muito nervosas. Os estudantes têm entre 13 e 15 anos.

A informação foi confirmada pela médica Thahamatha Marques, que atua na emergência do Hospital Geral de Charqueadas. Ela disse que todos os estudantes encaminhados para o hospital passam bem, e devem receber alta ainda nesta quarta-feira.

Por volta das 16h30, um adolescente de 17 anos foi apreendido sob a suspeita de ser o invasor. Ele foi conduzido à delegacia de polícia da cidade, onde foi ouvido e confessou o ataque. Segundo o Instituto Estadual Educacional Assis ChateauBriand, o jovem é ex-aluno da unidade.

O subchefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegado Fábio Motta Lopes, informou que, após o ataque, o agressor voltou para casa e confessou o crime à família. Segundo Lopes, foram os próprios familiares que acionaram a Polícia para levar o agressor à delegacia.

Jovem presta depoimento e, até o momento, não há informação sobre o motivo do crime. De acordo com a Polícia Civil, o adolescente usava uma vestimenta na cabeça para não ser reconhecido na escola — a corporação ainda não soube precisar se era um boné ou um pano. O agressor havia estudado na escola há, pelo menos, dois anos.

De acordo com alunos, o professor de educação física Juliano Mantovani tirou a machadinha da mão do agressor para que os estudantes pudessem fugir. Ainda conforme o relato, o jovem conseguiu se desvencilhar do professor e fugiu pulando uma cerca com tela de arame na parte da frente da escola. A ação aconteceu em um intervalo de 30 minutos, de acordo com os bombeiros.

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Uma aluna de 16 anos, que teve a identidade preservada, conta que viu o momento em que o agressor iniciou o ataque. De acordo com a estudante, ele aparentava ter por volta de 17 anos. Primeiro ele colocou fogo e atirou um objeto semelhante a um coquetel molotov dentro de uma das salas.

— Isso aconteceu na hora de entrada para às aulas. Eu estava no corredor com uma amiga e vi esse cara colocando fogo em uma garrafa, que tinha um pano dentro. Primeiro, eu achei que não seria nada, mas quando ele abriu a porta de uma sala e jogou a garrafa, eu vi que era sério.

Sala de aula onde o invasor jogou uma garrafa com fogo
Sala de aula onde o invasor jogou uma garrafa com fogo Foto: Mãe de aluna

Segundo a aluna, o agressor estava com uma machadinha e tentou atingir os estudantes que saíam pela sala de aula, que fica no segundo andar da escola, no mesmo corredor da sala dos professores. A estudante disse que nunca tinha visto o agressor na escola. A menina disse ainda que nunca esperava uma ataque acontecer em Charqueadas.

— A gente acha que isso vai acontecer numa cidade grande como São Paulo, ou nos Estados Unidos. Nunca pensei que isso aconteceria numa cidade pequena como a nossa.

De acordo com o IBGE, Charqueados tem cerca de 40 mil habitantes.

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Invasor tentou atear fogo na sala de aula, diz chefe dos bombeiros

Em entrevista à “Gaucha ZH”, o chefe do Corpo de Bombeiros Voluntários, Mauricio Naatz, informou que as vítimas não correm risco de morte.

— A primeira informação foi da escola Assis, solicitando o apoio da ambulância que um jovem tinha invadido a escola com machadinho e ferido alunos e professores. Quando chegamos à escola, já havia uma ambulância do Samu prestando atendimento às vitimas, juntamento com o policiamento. As vítimas sofreram ferimentos nas mãos, costas e pernas — disse o militar.

Instituto Educacional Estadual Assis Chateaubriand
Instituto Educacional Estadual Assis Chateaubriand Foto: Reprodução/Redes Sociais

O militar acrescentou ainda que buscas são realizadas pelo suspeito, já que a escola possui câmeras de monitoramento.

— A escola possui monitoramento por câmera e o policiamento está analisando as imagens da escola, até para ver se (o jovem) é conhecido ou aluno. Ele (o suspeito) fugiu. pulou o muro da escola. As equipes estão procurando nos arredores e também em bairros próximos.

Ainda conforme o relato dos bombeiros à radio da região, o jovem teria tentado atear fogo em sala de aula — já que ele entrou lá no local com um galão de gasolina.

— (O relato das vítimas) foi que ele (o jovem) entrou com uma machadinha e um galão de gasolina. Espalhou o combustível pela sala de aula. Com a machadinha, desferiu um golpe no painel de eletricidade da sala para ver se conseguia provocar um incêndio, o que não aconteceu. Graças a Deus, ele só tentou o fato, mas não houve êxito.

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Operação no Complexo do Alemão deixa quatro mortos e um PM ferido

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Agência Brasil

Complexo do Alemão arrow-options
Bruno Itan/ Coletivo Alemão

Segundo a Polícia, operação no Complexo do Alemão era para combater o tráfico de drogas

Uma operação da Polícia Militar (PM) nesta quarta-feira (18), no Complexo do Alemão , deixou pelo menos quatro suspeitos mortos e um policial gravemente ferido. As informações foram divulgadas pelas assessorias da PM e da Secretaria Estadual de Saúde.

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A operação começou no início da manhã e contou com o apoio de um helicóptero. Foram mobilizados efetivos do Comando de Operações Especiais (COE), das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), dos batalhões de Ações com Cães (BAC) e de Polícia de Choque (BPChq), do Grupamento Aeromóvel (GAM) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

“Houve confronto. Um agente ficou ferido e [foi] socorrido no Hospital Getúlio Vargas. Cinco homens também foram feridos e socorridos. Três criminosos com mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas foram presos”, informou a PM , em nota.

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Foram apreendidos um fuzil, quatro pistolas, 47 artefatos explosivos, 13 carregadores, munições e coletes táticos, além de 141 quilos de maconha, 177 trouxinhas de maconha, 860 pinos de cocaína, 4 quilos de cocaína e 68 pedras de crack.

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O objetivo da operação no Complexo do Alemão era reprimir o tráfico de drogas e reposicionar as cabines blindadas da Polícia Militar instaladas na região.

Fonte: IG Nacional
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Reguffe se filia ao Podemos depois de ficar três anos em mandato sem partido

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Divulgação

Reguffe se filia ao Podemos após três anos sem partido


O senador Reguffe (DF) aderiu nesta quarta-feira (18)  à bancada do Podemos, depois de mais de três anos sem filiação partidária. Com isso, o partido se isola como o segundo maior do Senado, com 11 parlamentares — o maior é o MDB, que tem 13.

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Além de Reguffe , a senadora Selma Arruda (PSL-MT) anunciou também nesta quarta a sua mudança de bancada, que ainda precisa ser formalizada junto à Secretaria-Geral da Mesa. Quando isso acontecer, o Podemos chegará a 11 senadores.

Reguffe foi eleito em 2014 pelo PDT, mas deixou o partido em fevereiro de 2016, por discordar da posição de apoio ao governo da então presidente Dilma Rousseff, que já enfrentava processo de impeachment. Na época, ele adiantou que não se filiaria a nenhum partido imediatamente.

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O hiato acabou durando mais de três anos, e foi o período mais longo que um senador passou sem filiação desde a redemocratização do país. Nesse tempo, o parlamentar não relatou projetos de lei e não participou de comissões permanentes.

Juíza Selma foi eleita em 2018 pelo PSL, quando disputou pela primeira vez uma eleição. A senadora não explicitou seus motivos para deixar o partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, mas afirmou que vai trabalhar para convencer outros parlamentares da legenda a fazerem a migração.

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“Chega da velha política, das oligarquias, chega de clãs mandando neste país. A submissão não pode ser mais uma regra quando se fala em democracia e em parlamento livre”, afirmou.

O líder do PSL, senador Major Olimpio (SP), participou do evento em que a ex-juíza federal anunciou sua filiação ao Podemos.

A bancada do Podemos começou o ano como a quarta maior, com cinco senadores. Quatro deles já tinham mandato em curso — Alvaro Dias (PR), Elmano Férrer (PI), Romário (RJ) e Rose de Freitas (ES) — e um fora eleito em 2018 — Oriovisto Guimarães (PR). De lá para cá, porém, o partido mais do que duplicou a sua representação. Os senadores Eduardo Girão (CE), eleito pelo Pros, e Styvenson Valentim (RN), pela Rede, se filiaram no início de fevereiro ao Podemos, bem como o 2º vice-presidente do Senado, Lasier Martins (RS), ex-PSD. Em agosto, foi a vez do senador Marcos do Val (ES), que era da bancada do partido Cidadania. Com as chegadas de Reguffe e Selma Arruda, o partido somará seis adesões no ano.

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Fonte: IG Nacional
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“De forma nenhuma fomos traídos pelo Senado”, diz Rodrigo Maia

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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

“De forma nenhuma fomos traídos pelo Senado”, diz Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou que a retomada do texto original do projeto de reforma eleitoral e partidária, contrariando o acordo feito no Senado Federal, seja um desgaste. Ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), são “irmãos siameses”, segundo ele.

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“Irmãos siameses. Meu grande amigo, político que eu admiro, que eu confio. De forma nenhuma nós fomos traídos pelo Senado. Nós temos uma relação de diálogo. Agora cada Casa tem a sua dinâmica e a sua realidade. Nós não podemos, porque o Senado entendeu que deveria priorizar apenas o fundo eleitoral, (pensar) que há traição, que há problema. Mas nós
temos convicção daquilo que nós fizemos. Não vamos fugir daquilo que a gente fez”, afirmou Maia .

Em um recuo à intenção de aprovar várias mudanças nas regras eleitorais, o Senado reduziu o projeto que fazia uma ampla reforma partidária flexibilizando regras de prestações de
contas e aprovou ontem somente a norma para o financiamento do fundo eleitoral. Antes vinculado a um percentual mínimo de emendas parlamentares, os recursos públicos para as
campanhas eleitorais serão, agora, definidos na elaboração das leis orçamentárias anuais.

Maia prevê alterar apenas alguns pontos no projeto, em acordo com os líderes. Ele disse que “dá para resolver” o que chamou de polêmica nas questões do pagamento de advogados
com verbas públicas, do ato doloso e da prestação de contas por vários de tipos de contabilidade fora do TSE.

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“Ou pelo menos que vão mudar na proposta original. Alguém pode destacar outros”, comentou.

Segundo o presidente da Câmara , não haverá desgaste para os deputados “de jeito nenhum” se o texto original for retomado, porque a Casa “tem convicção do que aprovou”, apesar de
saber que alguns pontos geraram polêmica e precisam deixados fora do texto ou ter a redação melhorada.

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“Mas nós não temos dúvidas que nós votamos, na maioria dos artigos, aquilo que nós entendemos que é o melhor para o processo eleitoral e partidário”, disse.

Ele rechaçou o entendimento de que a Câmara tem que optar entre o texto original e o aprovado pelo Senado. Técnicos ouvidos pelo GLOBO afirmam que, quando um texto da Câmara é emendado pelo Senado, ele retorna à Câmara e a Casa pode, então, aprovar a alteração do Senado ou voltar ao texto original, sem meio-termo.

“Não procede, porque o texto aprovado no Senado é como se fosse aprovado um artigo e supressão dos outros artigos. Então a Câmara pode, se essa for a decisão dos deputados e do
relator, manter a supressão em alguns artigos e recuperar o texto em outras. Pode ser um texto entre o que foi aprovado na Câmara e no Senado”, salientou.

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Ele voltou a defender que não há necessidade de aumentar o fundo eleitoral em relação ao valor de 2018, de R$ 1,7 bilhão. No texto aprovado pela Câmara e pelo Senado , o montante
está apenas atrelado à Lei Orçamentária Anual. Um acordo entre líderes e o governo, então, pode definir o tamanho do fundo.

“A coisa mais importante na política é a palavra, são os acordos. Todo mundo entende que uma eleição municipal deva custar mais que uma eleição nacional, só que nós vivemos uma
crise, então precisamos também sinalizar para a sociedade que a gente precisa ter tranquilidade no processo eleitoral, mas respeitando a realidade econômica do país”, ressaltou.

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O presidente da Câmara contemporiza as críticas feitas ao projeto nesta semana por entidades que defendem a transparência nas contas públicas.

“Nós sabemos que tem polêmica, durante a votação sabíamos que alguns artigos iriam gerar polêmica e geraram. Por isso que o sistema democrático bicameral é bom. Uma Casa vota, a
outra vai revisar. Entre uma votação e outra, a sociedade estuda, questiona, critica, bate. Bate com força, às vezes dói, mas é assim que é a democracia. Graças a Deus a gente
tem quem possa nos criticar no nosso país”, completou Maia .

Fonte: IG Nacional
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