conecte-se conosco


Política Nacional

Moro instruiu força-tarefa a não apreender celulares de Cunha, revela vazamento

Publicado

source
Eduardo Cunha arrow-options
Lula Marques/Agência PT – 3.3.16

Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha

Na véspera da prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB), o ex-juiz Sergio Moro convenceu procuradores da força-tarefa da Lava Jato a não apreender os celulares do parlamentar. É o que revela mais um vazamento de diálogos obtidos pelo site The Intercept Brasil , publicados no Buzzfeed News nesta terça-feira (13). 

Leia também: CNMP analisa hoje representações de Toffoli e Renan Calheiros contra Deltan

Eduardo Cunha está preso desde o dia 19 de outubro de 2016, acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas. As conversas revelam que, um dia antes da prisão, o procurador Deltan Dallagnol entrou em contato com Moro para falar sobre a apreensão dos celulares do parlamentar. Confira: 

11:45:25 Deltan: Um assunto mais urgente é sobre a prisão

11:45:45 Deltan: Falaremos disso amanhã tarde

11:46:44 Deltan: Mas amanhã não é a prisão?

11:46:51 Deltan: Creio que PF está programando

11:46:59 Deltan: Queríamos falar sobre apreensão dos celulares

11:47:03 Moro : Parece que sim.

11:47:07 Deltan: Consideramos importante

11:47:13 Deltan: Teríamos que pedir hoje

Logo depois, Moro responde: “Não é uma boa”. Mesmo assim, Deltan insiste, dizendo que gostaria de “explicar razões”, e propõe uma reunião com o então juiz. Mais tarde, após o encontro, o procurador volta a mandar mensagens para Moro: “Cnversamos aqui e entendemos que não é caso de pedir os celulares, pelos riscos, com base em suas ponderações”.

Veja Também:  “Militares são o último obstáculo para o socialismo”, diz Bolsonaro em evento

A decisão contraria o padrão da Lava Jato, que costumava usar mensagens encontradas nos celulares de executivos e empreiteiros como provas nas investigações. Também não é a primeira vez que Moro interfere no caso de Eduardo Cunha. Em outro diálogo, divulgado pela revista Veja em julho, o então juiz se mostrava contrário a delação premiada do emedebista

Em nota, Moro e a força tarefa reafirmaram não reconhecer a autenticidade das mensagens e disseram que o material é “oriundo de crime cibernético e tem sido usado, editado ou fora de contexto, para embasar acusações e distorções que não correspondem à realidade”. Ambos também afirmam que os celulares de Cunha já haviam sido apreendidos. 

De acordo com o Buzzfeed , os aparelhos do emedebista realmente foram apreendidos, mas na Operação Catinália, em 15 de dezembro de 2015. No entanto, a prisão do parlamentar ocorreu apenas 10 meses depois, pela operação Lava Jato. Nesta ocasião, os celulares não foram recolhidos. 

Fonte: IG Política
publicidade

Política Nacional

Bolsonaro ignora transparência e mantém sigilo de suas informações financeiras

Publicado

source

IstoÉ

Presidente mantém sigilo de suas informações financeiras arrow-options
Alan Santos/PR

Presidente mantém sigilo de suas informações financeiras


O Palácio do Planalto dá seguidas demonstrações de que não lhe interessa ser transparente com as informações oficiais. A última delas foi ignorar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar os efeitos do artigo 86 de um decreto-lei (200/67) da ditadura, que garantia o sigilo dos gastos da Presidência com cartão corporativo. O Planalto foi notificado em novembro de que deveria começar a expor seus dados, mas manteve sua posição inalterada e já declarou que não vai torná-los públicos. Para se desvincular da decisão do STF, alegou que não é por causa do decreto-lei que mantém os números sob sigilo, mas, sim, amparado na Lei de Acesso à Informação (LAI). Em nota, a assessoria de comunicação do presidente Jair Bolsonaro informou que “cabe esclarecer que a legislação utilizada pela Presidência da República para classificar as despesas com grau de sigilo é distinta daquela que foi objeto da decisão do STF”.

Despesas da Presidência com cartão corporativo aumentaram 20% em relação ao ano passado e 48% na comparação com 2017

Há dois meses, o vice-líder do PSB na Câmara, deputado Elias Vaz (GO), diante dos gastos excessivos com cartões no primeiro semestre, que totalizaram R$ 5,8 milhões, pediu uma auditoria na movimentação financeira presidencial, alegando que a maior parte das informações deveria se tornar pública. “Isso é contra tudo aquilo que o presidente pregou. Ele está sendo extremamente incoerente”, afirmou Vaz sobre a insistência do governo em manter os dados secretos. O vice-líder do PSB requereu à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara que realize “ato de fiscalização e controle, com o auxílio do Tribunal de Contas da União, na Presidência”. Seu pedido de auditoria, porém, foi engavetado pelo deputado Léo Motta (PSL-MG), presidente da comissão e aliado de Bolsonaro .

Veja Também:  Bolsonaro critica imprensa por ‘dar espaço’ e chama Greta Thunberg de “pirralha”

Leia também: Mourão minimiza uso do AI-5 no regime militar e nega o uso da palavra ‘ditadura

O Portal da Transparência revela que o Gabinete da Presidência gastou neste ano, até 1º de novembro, R$ 13,021 milhões com o meio de pagamento eletrônico, quase tudo secreto, classificado como despesa reservada ou confidencial. Pelo artigo 24 da LAI, o governo pode classificar suas informações como ultrassecreta, secreta ou reservada, de acordo com os riscos que elas representem à segurança da sociedade ou do Estado. Com esse pretexto, o governo consegue preservar todas as informações que possam, na sua avaliação, ameaçar a segurança do presidente, do vice-presidente, assim como dos respectivos cônjuges e dos filhos. O sigilo será mantido até o término do mandato.

Apesar da caixa-preta dos gastos e de caber muita coisa no balaio da segurança do Estado, com base nas informações disponíveis se constata que o presidente Jair Bolsonaro tem aumentado bastante o uso do cartão corporativo em comparação com seus antecessores. E, pelo visto, ele não pretende dar nenhuma justificativa para isso e nem especificar seus gastos.
perdulário.

Veja Também:  PSL expulsa Bia Kicis por fazer divulgação do Aliança Pelo Brasil

Leia também: “Militares são o último obstáculo para o socialismo”, diz Bolsonaro em evento 

Perdulário

O atual governo já é o mais perdulário dos últimos três anos, o que não é bom sinal para quem preconiza a redução drástica das despesas públicas. Considerando somente os números entre janeiro e maio, quando as despesas declaradas pelo governo com o cartão alcançavam R$ 4,64 milhões, houve um crescimento de 20% nos gastos em relação ao ano passado (R$ 3,90 milhões) e de 48% em comparação com 2017 (R$ 3,22 milhões). Pelo jeito, Bolsonaro pretende gastar muito, e está pouco se lixando para a transparência.

Fonte: IG Política
Continue lendo

Política Nacional

Longe do STF, Moro terá ano que vem para decidir se tentará ser presidente

Publicado

source

IstoÉ

bolsomoro arrow-options
Marcos Corrêa/PR – 29.8.19

Longe do STF, Moro terá ano que vem para decidir se tentará ser presidente

As movimentações políticas sempre apresentam surpresas. Especialmente em um País como o Brasil. Na maior parte do ano, Jair Bolsonaro sinalizou que queria exercer o protagonismo único de seu governo. Não admitiu compartilhar o palco com mais ninguém. Os ministros deveriam ser meros coadjuvantes, sempre no fundo da cena, quase como meros figurantes. Havia implicitamente um receio de que Sergio Moro fosse a grande estrela e ofuscasse o próprio presidente. Até o início do segundo semestre, este movimento foi realizado tendo à frente Bolsonaro, com auxílios eventuais de figuras próximas ao chefe do Executivo.

Leia também: Bolsonaro vai passar Réveillon na Bahia, mas longe de praias atingidas por óleo

Contudo, nos últimos meses — certamente analisando as pesquisas de opinião — o presidente começou a se aproximar publicamente de Moro . Fez elogios e chegou a sugerir — sempre por meio de seus acólitos — que o ex-juiz federal poderia ser o seu companheiro de chapa em 2022. A mudança tem como objetivo tentar capturar o prestígio popular do ministro da Justiça, melhorar a avaliação de seu governo e, indiretamente, potencializar a sua popularidade.

Veja Também:  Bolsonaro nega mudanças em ministérios e elogia trabalho de Weintraub

Também tenta associar Moro ao seu governo, especialmente por causa das medidas de viés autoritário. Desta forma, almeja associar o ministro ao campo ultraconservador , que é o seu, impedindo que Moro transite pelo espaço liberal-conservador , onde poderia alçar voo solo, ampliando seu cacife eleitoral.

Leia também: “Meu nome é Messias, mas não faço milagre”, diz Bolsonaro sobre educação no país

E Sergio Moro, o que pensa? Provavelmente já abandonou o sonho de ser ministro do STF . Sabe que a vaga aberta pela aposentadoria de Celso de Mello não será sua. Teria de aguardar 2021, quando será a vez de Marco Aurélio Mello. Para seus planos, nada indica que tanta espera possa valer a pena, já que o desgaste político é inevitável para quem está no governo — mais ainda com as inevitáveis ações intempestivas de Bolsonaro.

Também não é possível cravar que a recuperação econômica alcance um ritmo que conduzirá para uma sensível queda da taxa de desempregados. Portanto, será recomendável ao ministro ir serpenteando as armadilhas lançadas pelos adeptos do presidente. Eles encaram Moro como rival e não como aliado em 2022. O ex-juiz foi picado pela mosca azul da política desde que aceitou o convite para a pasta da Justiça. Agora, terá de provar sua habilidade. Não será fácil ficar no governo até o momento em que o processo sucessório estiver aberto. A travessia será em 2020. Depois, deverá ter Bolsonaro como seu adversário.

Veja Também:  Presidente afastado da Fundação Palmares defende fim do Dia da Consciência Negra

Leia também: Bolsonaro quer Datena como candidato à prefeitura de São Paulo, diz jornal

Com o STF cada vez mais longe, resta ao ministro arriscar uma candidatura ou ser vice na chapa à reeleição. A decisão será em 2020.

Fonte: IG Política
Continue lendo

Política Nacional

Bolsonaro nega mudanças em ministérios e elogia trabalho de Weintraub

Publicado

source

Agência Brasil

Bolsonaro arrow-options
José Dias/PR – 19.11.19

Bolsonaro classificou o trabalho do atual ministro da Educação como ‘excelente’


Leia também: Bolsonaro afirma que vai incluir policiais condenados em indulto natalino

O presidente Jair Bolsonaro negou que vá trocar de ministérios no início do ano que vem. A jornalistas, ele afirmou que não há nada que o leve a tirar alguém do primeiro escalão. “Não está previsto [mudança em ministérios]. Não tem nada que me leve a trocar um ministro que seja”, disse em Brasília, neste sábado (14) ao passear pela Praça dos Três Poderes, no centro da capital.

Ele também elogiou o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Considerou seu trabalho “excelente” e os acusou governos anteriores de conduzirem a educação “por um mau caminho”. “Olha a prova do Pisa. Foi feito em abril do ano passado, uma das piores notas do mundo todo”, disse  Bolsonaro , referindo-se ao Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa).

Divulgado no início de dezembro pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Pisa aponta que, em 2018, o Brasil teve uma leve melhora nas pontuações de leitura, matemática e ciências. No entanto, apenas dois em cada 100 estudantes atingiram os melhores desempenhos em pelo menos uma das disciplinas avaliadas.

Veja Também:  Prisão em segunda instância pode ser solucionada pelo Congresso, reforça Moro

O presidente deixou o Palácio da Alvorada, no início da tarde deste sábado, em direção à festa de confraternização do gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. Em seguida, ele foi ao Hospital das Forças Armadas (HFA) visitar um funcionário do Alvorada, que está internado em virtude de um acidente de trânsito.

Leia também: Com 1 ano de governo, Bolsonaro segue em campanha e é pouco aprovado

Antes de retornar à residência oficial, Bolsonaro fez duas paradas. A primeira na Esplanada dos Ministérios para cumprimentar policiais militares que davam plantão no local. Logo depois seguiu para a Praça dos Três Poderes. Lá, desceu do carro e tirou fotos com várias pessoas que lá estavam, entre turistas e vendedores de picolés. Em seguida, voltou para o Alvorada.

Fonte: IG Política
Continue lendo

Links Úteis

Rondonópolis

Policial

Política MT

Entretenimento

Mais Lidas da Semana