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Economia

Saque de R$ 500 do FGTS começa nesta sexta para quem não tem conta na Caixa

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

Saque de até R$ 500 do FGTS começa nesta sexta (18) para não correntistas da Caixa

Começa nesta sexta-feira (18) o saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), limitado a R$ 500 por conta vinculada, para quem não tem conta na Caixa Econômica Federal. Serão contemplados, nesse primeiro momento, os nascidos em janeiro.

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O cronograma de pagamentos vai até 6 de março de 2020, com liberações semanais às sextas-feiras de acordo com o mês de nascimento. Além dos não correntistas da Caixa, têm direito ao saque do FGTS também quem não registrou pedido para depósito em conta, mas têm saldo no Fundo.

Quem tem conta poupança na Caixa recebe o dinheiro automaticamente. Se optar por não utilizar os recursos, será preciso realizar o desfazimento , ou seja, entrar em contato com o banco público e solicitar que o dinheiro volte para a conta. Saiba como fazer isso aqui .

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É esperada nesta quarta (16) uma coletiva de imprensa da Caixa com mais detalhes sobre a nova liberação dos recursos do Fundo de Garantia .

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Confira o calendário de liberação do FGTS para não correntistas da Caixa

  • Nascidos em janeiro – 18/10/2019;
  • Nascidos em fevereiro – 25/10/2019;
  • Nascidos em março – 8/11/2019;
  • Nascidos em abril – 22/11/2019;
  • Nascidos em maio – 6/12/2019;
  • Nascidos em junho – 18/12/2019;
  • Nascidos em julho – 10/1/2020;
  • Nascidos em agosto -17/1/2020;
  • Nascidos em setembro – 24/1/2020;
  • Nascidos em outubro – 7/2/2020;
  • Nascidos em novembro – 14/2/2020; e
  • Nascidos em dezembro – 6/3/2020.

Fonte: IG Economia
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Economia

Dólar bate o maior recorde da história e fecha o dia cotado em R$ 4,20

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Pixabay/Reprodução

No ano o dólar acumula alta de 8,56% sobre o real

Com as negociações comerciais entre China e EUA a passos lentos, o dólar comercial fechou em alta nesta segunda-feira e atingiu novo valor máximo desde o início do Plano Real . A moeda americana fechou cotada a R$ 4,206, uma alta de 0,32%, superando a máxima histórica que era de 13 de setembro de 2018, quando encerrou negociado a R$ 4,195.

Na quinta-feira passada, antes do feriado da Proclamação da República, o dólar comercial já havia tocado nos R$ 4,20, mas recuou para R$ 4,192 no fechamento da sessão. Para Ricardo Gomes, diretor da Correparti, corretora de câmbio, há muitos fatores pressionando a moeda americana atualmente.

“A demora para que EUA e China fechem a primeira fase do acordo comercial, a instabilidade política na América do Sul e a remessa de lucros de empresas instaladas no Brasil para suas matrizes pressionam a moeda americana”, explica Gomes.

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Ele observa que desde a quarta-feira passada aumentou o fluxo de remessa de lucros de multinacionais instaladas por aqui para suas matrizes. Além disso, lembra, esta semana é mais curta por conta do feriado da Consciência Negra, em São Paulo, o que leva muitos investidores a tomarem posições mais defensivas, comprando dólar. A moeda ameriacana também se valorizou frente às principais divisas de países emergentes, ligadas a commodities.

Gomes lembra que quando o dólar tocou os R$ 4,20, no ano passado, o Banco Central interveio com venda de contratos de swap cambial, equivalente à venda de dólares no mercado futuro.

“As notícias a respeito do acordo EUA-China são contraditórias. As discussões giram em torno das tarifas que os EUA estão impondo aos produtos chineses e também há controvérsia em relação ao reconhecimento de algumas medidas de propriedade industrial pela China. Também ainda não há confirmação de que a China aumentará suas compras de produtos agrícolas americanos. Por isso, o mercado anda de lado e só observa o que vai acontecer”, analisa Luiz Roberto Monteiro, operador da corretora Renascença.

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Trump afirmou durante a tarde que não haverá reversão de tarifas já impostas aos chineses, o que azedou o humor do mercado.

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Na Bolsa de Valores, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, se manteve no campo positivo durante amaior parte do dia, mas inverteu o sinal na reta final do pregão. O Ibovespa fechou com queda de 0,33% aos 106.914 pontos, seguindo as bolsas americanas. Os principais índices acionários dos EUA iniciram o dia positivos, indicando otimismo com as negociações entre o governo dos EUA e a China. Mas inverteram o sinal ao longo da sessão, após relatos de que as autoridades chinesas estão pessimistas sobre os progressos da primeira fase do acordo comercial.

A rede de tevê CNBC informou que o clima em Pequim mudou por causa da relutância do presidente americano, Donald Trump, em retirar tarifas de produtos que a China acreditava que os EUA haviam concordado em remover. A notícia reverteu o otimismo visto no início do dia.

A sessão foi marcada pela forte alta das ações da Marfrig após a empresa elevar participação na norte-americana National Beef. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Marfrig sobem 5,46% a R$ 11,01, após a empresa informar que fechou acordo para aumentar a participação no capital social da sua controlada americana National Beef de 51% para 81,73%, por US$ 860 milhões.

Em nota enviada a clientes mais cedo, a equipe da Ágora Investimentos ressaltou que, na última sexta-feira, quando a bolsa brasileira permaneceu fechada em razão de feriado da Proclamação da República, os índices acionários nos Estados Unidos renovaram máximas históricas. POr isso, segundo operadores, o Ibovespa ainda se mantém no campo positivo como reflexo de ajustes nos ADRs (ações de empresas brasileiras negociadas na Bolsa de Nova York).

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Do cenário doméstico, a Ágora também chama a atenção para a semana mais curta para a bolsa brasileira, com feriado de Zumbi na quarta-feira na cidade de São Paulo, onde fica a sede da B3. O feriado deve reduzir o número de negócios na semana.

Para Jefferson Laatus, estrategista-chefe do grupo Laatus, o dólar continua pressionado devido ao momento de incerteza dos mercados globais, mas há também a situação política de países da América Latina e fatores internos.

“Há preocupações com Hong kong, onde a situação só se agrava. Isso preocupa porque em algum momento Pequim pode acabar intervindo, o que seria um problema. A China atravessa um momento delicado na relação comercial com os americanos e quando tudo parece caminhar para um acordo, os EUA mudam as regras, o que tem preocupado bastante. Além disso, há as instabilidades na América Latina, que podem contaminar o mercado. E, em novembro sempre há uma grande remessa de dólares das filiais para as matrizes das empresas, o que pressiona a moeda americana”, diz Laatus.

O Banco Central ofertou nesta sessão até 12 mil contratos de swap cambial reverso e até US$ 600 milhões em moeda. Adicionalmente, a autarquia também ofertará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento janeiro de 2020, em caso de colocação parcial ou de não colocação de swaps reversos e dólar à vista.

Fonte: IG Economia
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Economia

Setor de infraestrutura tem feito “mais com menos”, diz secretário

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O secretário executivo do Ministério da Infraestrutura , Marcelo Sampaio, disse hoje (18) que a pasta tem conseguido driblar as restrições orçamentárias por meio de parcerias com o setor privado e pela otimização de recursos públicos . A afirmação foi feita após a veiculação de notícias pela imprensa que apontam queda nos investimentos públicos feitos no setor.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo , os investimentos na construção e recuperação de rodovias feitos entre janeiro e outubro deste ano registraram o menor patamar desde 2014. “Essas matérias disseram que os investimentos diminuíram. O que acontece, na verdade, é que temos feito mais com menos”, disse Sampaio hoje durante a abertura do 1º Simpósio Internacional Brasil Ferroviário, em Brasília.

“De fato passamos por uma restrição orçamentária muito grande, mas o governo tem investido muito nas parcerias com o setor privado . Quando se compara o investimento privado com o dos outros anos, tem-se um investimento pujante”, disse Sampaio à Agência Brasil , ao deixar o local.

Segundo o ministério, a solução adotada para a restrição orçamentária foi a otimização dos recursos públicos, tendo por base três premissas: obras estratégicas, em função do seu impacto social e econômico; obras em andamento e que, portanto, precisam ser concluídas; e obras com necessidade de manutenção.

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“Hoje, a visão de investimento em infraestrutura não está vinculada a apenas ao que o setor público está investindo, mas ao que o setor misto, público e privado investem. E essa parceria traz um crescimento muito grande nos investimentos dentro do país. Quando olhamos o investimento público, vemos uma eficiência maior, pela dinâmica que temos junto aos órgãos vinculados ao ministério. Além disso, a gente tem mais entregas do que nos anos anteriores, em especial no setor rodoviário e ferroviário”, argumentou o secretário.

Dessa forma, a pasta buscou transferir o máximo de ativos para a iniciativa privada , para que os investimentos necessários sejam feitos de forma mais rápida. Neste ano, já foram concedidos 27 empreendimentos de infraestrutura, entre portos, aeroportos, ferrovias e rodovias. Até 2022, serão concedidos ativos que vão atrair R$ 217 bilhões em investimentos privados nas próximas três décadas, informou a assessoria do ministério.

Segundo a pasta da Infraestrutura, 27 leilões foram realizados neste ano, o que deverá resultar em um montante de R$ 9,4 bilhões em investimentos e em R$ 5,8 bilhões apenas com outorgas.

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Fonte: IG Economia
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Com leilões do pré-sal, governo fecha o ano 2019 com déficit de R$ 95,8 bilhões

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Reprodução/Petrobras

Com leilões do pré-sal, governo fecha o ano 2019 com déficit de R$ 95,8 bilhões, menor que o previsto

O governo federal deve fechar este ano com déficit de R$ 95,8 bilhões, mais de R$ 40 bilhões a menos que a meta fixada, de rombo de R$ 139 bilhões. A estimativa é da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado , que divulgou nesta segunda-feira seu mais recente Relatório de Acompanhamento Fiscal ( RAF ).

Apesar do resultado melhor que o esperado em 2019, os desafios para as contas públicas no médio e longo prazos ainda são grandes. De acordo com a IFI, o Brasil já corre risco de estourar o teto de gastos em 2021 e só voltará a ficar no azul em 2026 .

Em maio, quando divulgou seu último relatório, a IFI previa que o governo fecharia o ano exatamente na meta, ou seja, com déficit de R$ 139 bilhões. O cenário, no entanto, não contemplava os leilões do pré-sal.

De maio para cá, a instituição elevou em R$ 80,3 bilhões sua projeção de arrecadação de receita para este ano. Desse total, metade (R$ 41,6 bilhões) são explicados por receitas extraordinárias.

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No documento, a IFI frisa a importância dos leilões de petróleo, principalmente o do excedente da cessão onerosa, na composição do resultado de 2019. O governo arrecadou R$ 69,9 bilhões com a licitação de duas áreas após a renegociação de um contrato com a Petrobras. O valor ficou abaixo do esperado (R$ 106,5 bilhões), porque outros dois campos não receberam ofertas.

“Do lado das receitas, destaca-se a arrecadação extraordinária que passa a ser contemplada nos cenários da IFI. As receitas previstas com os novos leilões do pré-sal melhoraram expressivamente as projeções para as contas de 2019, como discutido na seção anterior, mesmo após a frustração em relação ao originalmente previsto pelo governo. Após a realização dos leilões do pré-sal, as receitas extraordinárias totalizaram R$ 69,96 bilhões, no dia 6 de novembro, e mais R$ 5,05 bilhões referentes aos leilões do dia seguinte”, pontua a IFI.

O relatório estima, no entanto, que o quadro para os próximos anos é desafiador. De acordo com a IFI, o espaço para despesas não-obrigatórias em 2021 será de apenas R$ 69,9 bilhões, muito próximo do mínimo necessário para manter a máquina pública funcionando, estimado em R$ 80.2 bilhões.

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Com isso, há risco de descumprir o chamado teto de gastos, regra que impede que as despesas cresçam mais que a inflação do ano anterior. No relatório anterior, a IFI estimava que esse risco só existia em 2022.

Fonte: IG Economia
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