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Auxílio Emergencial foi negado a 700 mil beneficiários do Bolsa Família: entenda

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil

700 mil beneficiários do Bolsa Família, em situação de pobreza ou extrema pobreza, tiveram o auxílio emergencial negado

A Caixa Econômica Federal tem divulgado em suas coletivas de imprensa nas últimas semanas que 700 mil beneficiários do Bolsa Família tiveram o auxílio emergencial de R$ 600 negado. 

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A análise de elegibilidade ao auxílio emergencial é feita pela estatal Dataprev, e os motivos de negativa ao auxílio incluem critérios como renda e vínculo empregatício. Se o cidadão não se enquadrar nos  requisitos divulgados pela Caixa para recebimento do auxílio emergencial, ele fica de fora do benefício.

Mas também o critério para ser um beneficiário do Bolsa Família é justamente a baixa renda, sendo o programa direcionado a famílias em pobreza ou extrema pobreza. 

“Todas as famílias com renda por pessoa de até R$ 89,00 mensais e famílias com renda por pessoa entre R$ 89,01 e R$ 178,00 mensais, desde que tenham crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos”, diz o site do ministério da cidadania sobre os critérios para ingresso no Bolsa Família.

Questionada pelo iG sobre a proibição do auxílio emergencial para 700 mil beneficiários do Bolsa Família, a Dataprev respondeu:

“É importante esclarecer que a Lei n. 13.982/20 prevê que todos os cidadãos precisam atender os critérios de elegibilidade para serem habilitados a receber o auxílio emergencial”. A Dataprev não divulgou quais foram os motivos que levaram à negativa desse grupo.

Um dos critérios de recebimento do auxílio emergencial é que o cidadão não tenha vínculo de trabalho formal. Na visão do professor e doutor em desenvolvimento econômico pela Unicamp, Jefferson Mariano, pode ser que essas 700 mil pessoas não tenham sido aprovadas por por terem algum trabalho formal, mas pouco provável.

“No Bolsa Família, o critério é o rendimento domiciliar per capita. Mas ela pode, por exemplo, ter vínculo formal, recebendo salário mínimo. Nesse critério, ela já estaria fora do auxílio emergencial – porém, ainda elegível no Bolsa Família. É possível, mas pouco provável nessa intensidade”, comentou Mariano sobre o número de negativas, a 700 mil pessoas do Bolsa Família.

Novo Bolsa Família

O programa passa por uma reformulação, divulgada pelo ministro da economia, Paulo Guedes. O  Bolsa Família deve mudar de nome e passar a ser chamado de “Renda Brasil”.

O novo programa visa incluir trabalhadores informais entre seus atendidos, que hoje recebem o auxílio emergencial.

“O programa está passando por mudanças, mas o eixo continua o mesmo. Os elegíveis precisam se inscrever no Cadastro Único, do ministério da cidadania. O grande problema hoje é o aumento da demanda e a redução dos recursos por parte do governo”, disse o especialista.

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Com expectativa de alta na taxa de juros, Tesouro Selic tem aumento de procura

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Banco Central reajustou a taxa Selic para 4,25% a.a
Isabella Siqueira

Banco Central reajustou a taxa Selic para 4,25% a.a

A busca pelo  Tesouro Selic , título atrelado à taxa básica de juros do Tesouro Direto, também está em alta. A participação desse papel nas vendas da plataforma cresce mês a mês desde fevereiro, com a expectativa de aumento da Selic .

Porém, o Tesouro IPCA ainda é bem mais vantajoso que o Tesouro Selic para objetivos além da reserva de emergência, aquele dinheiro para ser usado diante de imprevistos, recomendam consultores financeiros.

“O Tesouro Selic deve ser apenas para a pessoa que quer liquidez para a reserva de emergência ou está pensando em retirar o dinheiro daqui a alguns meses. Ao olhar para um horizonte maior, de alguns anos, títulos que vão pagar a inflação mais uma taxa real têm melhor rendimento”, afirma Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper.

Quem está ficando para trás nas vendas do Tesouro Direto são os títulos prefixados , aqueles que oferecem uma taxa combinada na hora da aplicação caso o investidor fique com o dinheiro investido até a data de vencimento. A participação desses papéis nas vendas da plataforma cai a cada mês desde janeiro, o que é natural em épocas em que há projeção de avanço na inflação e na Selic. A estimativa é que eles gerem menos retorno.

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Você sabe o que é cashback? Veja os pontos bons e ruins

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Mosaico compra Vigia de Preço e anuncia lançamento de plataforma de cashback
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Mosaico compra Vigia de Preço e anuncia lançamento de plataforma de cashback


Muitas empresas e bancos adotaram a ideia de realizar uma compra e ter parte do dinheiro de volta imediatamente, o  cashback (dinheiro de volta, em português). Trata-se do acúmulo deste crédito para compra de novos produtos ou acesso à serviços. Para o formador de educadores financeiros Arthur Lemos, porém, uma compra visando apenas o cashback é puramente emocional e negativa para suas próprias finanças .

“O cashback veio dos Estados Unidos e se popularizou no Brasil a partir de 2011, quando as lojas pagavam para anunciar no site de uma empresa os seus produtos, serviços, e a empresa devolvia parte do valor pago pelo cliente que fazia a compra. Sem dúvida nenhuma, esse programa de retorno de crédito é um recurso válido e importante tanto no lado das empresas, pela fidelização do cliente, aumento nas vendas e na visibilidade da loja, quanto para o consumidor, principalmente pela economia ”, explica. 


Segundo pesquisa da Nielsen Global, 51% dos participantes de programas de fidelidade globais dizem que descontos estão entre os benefícios mais valorizados, seguidos por recompensas monetárias na forma de reembolso ou devolução de dinheiro (45%), como o cashback.

Dependendo da empresa, o retorno por uma compra pode chegar a mais de 50%. Atualmente, Banco do Brasil, PicPay, Banco Neon e Ame são exemplos de instituições que contam com a ferramenta quando o assunto é pagamento. 

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Cashback empolga, mas precisa de cuidado


Antes de qualquer aquisição, estando ela envolvida com cashback ou não, é importante refletir se há uma necessidade real ou apenas um encantamento pelo cashback. 

No caso da necessidade, outros pontos evitam que o consumidor entre em um furada. Um deles, segundo Lemos, é avaliar a credibilidade da empresa oferecendo o cashback em sites de reclamações e avaliações de empresas. 

“Segundo, e tão importante quanto, é calcular e comparar quanto sai a compra no valor à vista, que geralmente inclui algum desconto, e a compra no cartão de crédito junto com a devolução. Muitas vezes, esse cálculo mostra que o desconto no pagamento à vista vale muito mais a pena, mas o contrário também acontece, obviamente”, avalia. 

O especialista explica ainda que qualquer compra baseada apenas no interesse de “receber o dinheiro de volta” representa um comportamento de consumo puramente emocional, o que é bastante negativo para suas finanças. 

“É crucial se questionar antes de qualquer compra para entender se existe mesmo uma necessidade envolvida no produto ou serviço, ou se a pessoa está gastando por impulso e pode deixar para um outro momento. Esse questionamento é muito importante para evitar um consumo maior em busca de uma recompensa, o que acaba se mostrando contraditório no final de contas, por não oferecer um benefício financeiro real”, instrui.

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Relatório aponta crescimento da arrecadação em 25 estados e no DF

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Espirito Santo é o único estado que apresentou dados negativos na pesquisa
EBC

Espirito Santo é o único estado que apresentou dados negativos na pesquisa

A arrecadação ao longo dos primeiros quatro meses de 2021 subiu em 25 estados e no Distrito Federal , na comparação com o mesmo período do ano passado. Apenas o Espírito Santo não registrou crescimento de receita. Os dados constam no Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) com foco nos estados e DF, divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Tesouro Nacional .

Segundo o relatório, as maiores altas de arrecadação do primeiro quadrimestre ocorreram em Roraima (31%), Rio Grande do Norte (27%), Piauí (25%), Goiás (24%), Sergipe (24%), Alagoas (23%) e Mato Grosso (23%).

Em relação às despesas, também houve crescimento, mas em 21 das unidades da federação. Os maiores crescimentos foram registrados no Maranhão (32%) e Amapá (23%). Nestes dois estados, inclusive, as despesas superaram o crescimento das receitas, que foram 19% e 7%, respectivamente.

O relatório aponta que houve redução ou estabilidade das despesas em 6 estados, na comparação entre o primeiro quadrimestre deste ano e o mesmo período do ano passado. A maior queda na despesa ocorreu no Espírito Santo (-10%), seguido de São Paulo (- 6%), Rio Grande do Sul (- 3%) e Alagoas (-1%). No Tocantins e no Paraná, as despesas ficaram estáveis (crescimento zero) entre os dois períodos comparados.

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A publicação também apresentou o resultado orçamentário dos estados, que corresponde à diferença entre as receitas realizadas e as despesas liquidadas em relação à Receita Corrente Líquida (RCL). No primeiro quadrimestre de 2021, a mediana do resultado orçamentário dos estados ficou em 20%. No mesmo período de 2020, a mediana havia sido de 14% da RCL.

Composição das despesas

O RREO do primeiro quadrimestre de 2021 mostra a composição das principais despesas dos estados e o DF em relação à receita total. Ao todo, 19 estados gastam mais da metade de suas receitas com pagamento de pessoal e encargos sociais . O maior percentual é do Rio Grande do Norte, que compromete 70% das receitas com pagamento de pessoal, seguido por Rio Grande do Sul (69%), Mato Grosso do Sul (63%) e Tocantins (60%). Os estados que gastam menos com pessoal, em relação à receita total arrecadada são: Roraima (40%), São Paulo (44%), Maranhão (45%), Ceará (46%) e Espírito Santo (46%).

O relatório aponta ainda o grau de dependência das transferências de recursos federais na composição das receitas dos estados. A unidade da federação que apresenta mais dependência das transferências é o Acre, que possui 20% de receitas próprias e 80% de transferências correntes na sua receita total. Na outra ponta, São Paulo é o estado em que a composição das receitas tem 7% de transferências e 93% de receitas próprias.

Publicado a cada dois meses pelo Tesouro Nacional, o Relatório Resumido de Execução Orçamentária apresenta as informações fiscais consolidadas de cada ente da República Federativa do Brasil. Segundo o órgão, os dados foram extraídos do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro, mantido pelo Tesouro, no 1º de junho.

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