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Bolsonaro diz já ter nome ‘terrivelmente evangélico’ para o STF

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Presidente Jair Bolsonaro
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Presidente Jair Bolsonaro

Em conversa com apoiadores evangélicos , o presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado que já tem um nome para a vaga que será aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello em julho , mas que ainda não bateu o martelo. Ele voltou a afirmar que será alguém “terrivelmente evangélico” , e imaginou a cena de as sessões da Corte começarem com orações do novo ministro.

Em abril, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, afirmou ao GLOBO que os dois nomes analisados pelo pai para a mais alta Corte do país são os de André Mendonça, atual advogado-geral da União, e Humberto Martins, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ambos são evangélicos

— Vai ser um terrivelmente evangélico. Tem um cotado aí. Por enquanto é ele. Mas não está batido o martelo. O importante é que ele fale… Eu até falei uma das vezes: imagine no STF, as sessões começarem com oração esse ministro. Deus é essencial em todos os lugares — disse Bolsonaro.

O presidente não usava máscara e repetiu uma série de declarações que costuma dar, como a defesa do voto impresso, que já foi vetado pelo STF, e de remédios sem eficácia contra a Covid-19. Também voltou a fazer críticas à imprensa e a governadores e prefeitos que adotaram medidas restritivas para frear o avanço do vírus.

— Estamos lutando para o voto auditável, voto impresso, para que se afaste a suspeita de fraude, para a gente poder melhorar Executivo, Legislativo e também o Judiciário. Porque quem indica vagas para o Supremo Tribunal Federal passa por mim. A palavra não é minha, é do Senado, que tem sabatina lá — disse o presidente, novamente sem apresentar provas de possíveis fraudes no voto eletrônico.

Bolsonaro disse que a hidroxicloroquina, um medicamento sem eficácia comprovada no tratamento da Covid-19, é a alternativa do momento. Ele também reclamou das críticas da CPI da Covid, que funciona no Senado, contra o uso de outro remédio: a cloroquina. E sugeriu que esses medicamentos, que são baratos, não são usados por pressão da indústria farmacêutica, que quer dinheiro.

— A CPI, só se fala em cloroquina. Mas o cara que é contra não dá alternativa. Tenho certeza que alguém tomou hidroxicloroquina aqui. Alguém tomou hidroxicloroquina aqui? — perguntou Bolsonaro.

Você viu?

— Eu — responderam alguns apoiadores.

Bolsonaro também reclamou da falta de emprego no país, voltando a culpar governadores e prefeitos que tomaram medidas restritivas para frear o avanço da pandemia.

— Não está fácil emprego no Brasil. E quem destruiu empregos não fui eu. Foram governadores e prefeitos que fecharam tudo. Deixar bem claro isso. Por mim, nada seria fechado. Se a gente não trabalhar, vai morrer de fome.

Ele também voltou a dizer que será o último a tomar a vacina contra a Covid-19. E, como já havia feito outras vezes, deu a entender que nem todas as mais de 400 mil mortes no Brasil foram em decorrência da doença:

— Tem que enfrentar o vírus. Lamento as mortes. Dificilmente alguém não tem um parente que morreu de covid, ou de suspeita de covid. Tudo é suspeita de covid.

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Tempo fechado com chuvas pela manhã nesta terça em São Paulo

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Previsão do tempo em São Paulo
Reprodução Redes Sociais/danilo.alvesd

Previsão do tempo em São Paulo

Sensação de frio com céu nublado durante o dia marcam a previsão do tempo desta terça-feira (22) na capital paulista. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) divulgou que a mínima será de 13 °C e a máxima de 19 °C.

A passagem de uma frente fria pelo litoral de São Paulo propicia o tempo fechado com garoas na capital. Na madrugada e pela manhã, há previsão de chuva leve. A umidade do ar em São Paulo oscila entre 62% e 95%.

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Caso Lázaro: Polícia recebe mil denúncias e pede que não sejam feitos trotes

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Projeções de disfarces de Lázaro Barbosa de Sousa, feitas pela Polícia Civil do DF
Divulgação/PCDF

Projeções de disfarces de Lázaro Barbosa de Sousa, feitas pela Polícia Civil do DF

A megaoperação que já dura 13 dias em Goiás conta com apoio da população para localizar e prender o fugitivo Lázaro Barbosa Sousa , autor de uma chacina no último dia 9. Enquanto algumas denúncias são úteis para as buscas, a maior parte das ligações para o setor que está em funcionamento há aproximadamente 24h é composta por trotes e conversas irrelevantes , conforme revelou nesta segunda-feira, dia 21, a Secretaria de Segurança Pública do estado. O disque denúncia contabilizou cerca de mil chamados . O número disponibilizado para receber informações sobre a localização de Lázaro é (061) 9 9839-5284.

Apesar dos trotes, a força-tarefa manifestou gratidão pelas doações entregues aos agentes por setores público e privado desde o início da ação, e em especial pelo apoio da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).

Você viu?

No 13º dia de buscas, a secretaria informou por meio de nota que foram realizadas incursões com apoio de cães para checagem de informações de possíveis locais por onde Lázaro passou. O cerco se fechou ainda mais. Também estão sendo utilizados 40 rádios comunicadores cedidos pelo Exército.

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O que se sabe sobre o paradeiro de Carlos Wizard, investigado pela CPI da Covid

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BBC News Brasil

O que se sabe sobre o paradeiro de Carlos Wizard, bilionário investigado pela CPI da Covid
Reprodução: BBC News Brasil

O que se sabe sobre o paradeiro de Carlos Wizard, bilionário investigado pela CPI da Covid

O empresário Carlos Wizard, um dos investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19,  deve finalmente prestar depoimento aos senadores no próximo dia 30. A informação foi confirmada pelo presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM).

O anúncio do depoimento ocorre um dia depois de  Aziz ter afirmado à Folha de S.Paulo que iria pedir ajuda à Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) para localizar o paradeiro do empresário.

O depoimento de Wizard é um dos mais aguardados da CPI.

Ele seria um dos membros do chamado “gabinete paralelo”, grupo de pessoas que não fazem parte do Ministério da Saúde e que teriam aconselhado o presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia.

O empresário não compareceu à primeira convocação da CPI, prevista para o dia 17 de junho, alegando estar fora do país. Com a ausência, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a condução coercitiva e apreensão do passaporte de Wizard.

Na quinta-feira, a Polícia Federal tentou cumprir a condução coercitiva na casa do empresário em Campinas, no interior de São Paulo, mas ele não foi encontrado.

Três dias antes, no dia 14, os advogados dos empresário enviaram um ofício ao senador Omar Aziz afirmando que Wizard não participaria presencialmente da CPI por estar “fora do território nacional”.

Segundo eles, o empresário saiu do Brasil em 30 de março, passou pelo México, e chegou aos Estados Unidos. Desde então, ele está no país “acompanhando o tratamento médico de um familiar”, afirmaram os defensores.

No documento, os advogados afirmam que, caso Wizard deixasse os EUA para depor à CPI, não poderia retornar por causa das medidas de restrição impostas pelo governo americano a pessoas saídas do Brasil. Ele teria que ficar em quarentena em um terceiro país antes de voltar aos EUA.

Os defensores pediram que o empresário falasse à CPI por videoconferência, o que não foi aceito pelos membros da comissão. Segundo Aziz, um depoimento à distância atrapalharia as investigações.

Também no dia 14, Wizard participou de uma live nas redes sociais com o coach Marcos Rossi. Durante a transmissão, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AC), vice-presidente da CPI, fez um comentário no perfil do empresário.

“Olá, sr. Carlos Wizard. Vim lembrar vc do seu compromisso na próxima quinta (17), na CPI da covid”, escreveu o parlamentar.

Wizard havia sido originalmente convocado como testemunha e, agora, é oficialmente investigado pela comissão, junto com outras 13 pessoas.

Sigilo quebrado

Wizard com Pazuello

Instagram | Reprodução
Empresário e ex-ministro Eduardo Pazuello se conheceram em 2018 em Roraima

O bilionário teve seus sigilos telefônico e bancário quebrados pela CPI, mas seus advogados tentam pela segunda vez reverter essa medida no STF. O primeiro pedido foi negado pela ministra Rosa Weber.

A Corte havia concedido na quarta-feira (16/6) a Wizard um habeas corpus para que ele pudesse ficar em silêncio e não se incriminasse diante dos senadores.

Mas o depoimento não ocorreu porque, de acordo com sua defesa, não houve tempo hábil para que o bilionário providenciasse seu retorno ao país após a decisão do STF.

A BBC News Brasil tentou contato com a equipe de advogados de Wizard, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Por que Wizard é investigado?

Carlos Wizard é investigado por seu suposto envolvimento no “gabinete paralelo” que teria aconselhado o presidente Bolsonaro no combate à pandemia.

A médica Nise Yamaguchi admitiu à CPI ter participado de um “conselho científico independente” com o empresário.

Ele também foi citado pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que confirmou em seu depoimento ter sido aconselhado pelo empresário e que chegou a oferecer um cargo a ele na sua pasta.

Wizard já teria declarado em uma entrevista à TV Brasil ter passado um mês em Brasília no ano passado como conselheiro do então ministro e sido convidado por ele para assumir uma secretaria.

O empresário preferiu não aceitar o cargo para, segundo ele, seguir atuando de forma independente junto ao governo federal, que tinha um conselho paralelo ao Ministério da Saúde sobre as ações de combate à pandemia, segundo o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) .

“Foi neste momento que eu tive, então, a oportunidade de conhecer autoridades médicas que são reconhecidas tanto no Brasil quanto no exterior, como a doutora Nise Yamaguchi, doutor Roberto Zeballos, doutor Anthony Wong, Dante Serra, e muitos outros que participam desse conselho científico independente”, disse Wizard.

“Ou seja, são voluntários que estão dedicados, dedicando seu tempo, sua habilidade, sua experiência, compartilhando com a população o tratamento precoce.”

Em seu depoimento à CPI, o general Pazuello afirmou que foi ele quem convidou Wizard a contribuir.

O general afirmou que conheceu o empresário em 2018, durante a operação realizada em Boa Vista, em Roraima, para receber o grande número de imigrantes venezuelanos que chegavam ao Brasil fugindo da crise em seu país.

Pazuello coordenou estes esforços em Roraima. Wizard e sua mulher, que são mórmons, atuaram por dois anos em atividades sociais para acolher os venezuelanos no Estado. O empresário e o ex-ministro se tornaram amigos por causa disso.

“Quando fui chamado pra cá, o puxei, e pedi ajuda por ele ser um grande link entre o Ministério da Saúde e a compreensão da parte social, do público”, disse Pazuello na CPI.

Você viu?

Por causa de suas empresas, Wizard não aceitou o convite para ser secretário, de acordo com o ex-ministro.

Pazuello disse que Wizard propôs reunir médicos em um conselho para ajudar o ministério. O ex-ministro disse, no entanto, que fez apenas uma “meia reunião” e que isso foi suficiente para “não aceitar” a proposta.

“Na primeira vez que sentei para ouvir as ideias dos médicos, não gostei da dinâmica da conversa. Foi uma única vez, não tive aconselhamento nem assessoramento de grupos de médicos.”

Pazuello declarou ainda que nunca viu Wizard em Brasília para falar com o presidente da República.

O empresário terá agora de esclarecer qual foi seu papel junto ao governo no combate à pandemia.

Quem é Carlos Wizard

Carlos Wizard em foto antiga

Instagram | Reprodução
Empresário fundou a rede de escolas Wizard e adotou o nome do negócio

O curitibano Carlos Roberto Martins tem 64 anos e é mais conhecido por ter criado em 1987 a franquia de escolas de inglês Wizard, da qual adotou o nome.

Ele conta que teria aprendido o método de ensino usado nestas escolas na Igreja dos Santos dos Últimos Dias, da qual é seguidor.

Wizard comprou outras empresas de educação, criando o Grupo Multi, e, conforme noticiou o jornal Valor , decidiu vender o negócio para o grupo britânico Pearson, por R$ 1,95 bilhão, em 2013.

Ele criou então uma gestora de investimentos, a Sforza, à frente da qual também estão dois de seus seis filhos, Charles e Lincoln. A gestora tem em seu portfólio empresas de alimentação, educação, esportes e serviços financeiros, entre outros.

Wizard prefere se apresentar hoje como um empreendedor social e faz as vezes de guru dos negócios.

É autor de livros como Desperte o milionário que há em você , Sonhos não têm limite (sua biografia), Do zero ao milhão e Meu maior empreendimento .

Ele também costuma dar lições a quem deseja ser um empreendedor de sucesso por meio de suas redes sociais.

“O impossível é só uma opinião”, diz em um dos seus posts no Instagram , sua rede social mais popular, com 282 mil seguidores.

“Líderes não aguardam, líderes agem”, afirma ele em outra publicação.

“Líderes focam na solução, não no problema”, diz Wizard em mais um post.

Foi o que ele fez diante da pandemia, quando se tornou um dos principais defensores do uso da cloroquina e de outros medicamentos contra a covid-19, mesmo que não houvesse comprovação científica de eficácia.

Wizard com Bolsonaro e Nise Yamaguchi

Instagram | Reprodução
Wizard teria formado um conselho de especialistas, do qual Nise Yamaguchi (ao centro) fez parte, para aconselhar o governo Bolsonaro

Wizard disse à revista Época que o que o motivou a agir assim foi ter perdido um sobrinho para a doença e acreditar que ele poderia ter sido salvo caso tivesse recebido um suposto tratamento precoce.

O empresário também falou contra as medidas mais rígidas de isolamento social, porque teriam um impacto negativo sobre a economia e seriam pouco eficazes no combate à pandemia.

“Todos os estudos indicam que o lockdown, por si só, não reduz o número de óbitos”, afirmou à revista IstoÉ em agosto do ano passado .

Sem formação na área – ele é graduado em ciência da computação e estatística por uma universidade dos Estados Unidos, onde morou -, ele se apoiava num conselho de especialistas que ele próprio havia formado.

Proximidade com o governo

Wizard com Paulo Guedes

Instagram | Reprodução
Empresário tornou-se uma figura frequente na órbita do governo federal

Seja por essa afinidade com as opiniões do governo seja pela amizade com Pazuello, Wizard tornou-se uma figura frequente na órbita do governo Bolsonaro.

Exibe nas redes sociais fotos com os principais nomes do primeiro escalão do Planalto, como o vice-presidente Hamilton Mourão, os ministros Paulo Guedes, Damares Alves e André Mendonça, além da primeira dama Michele e do próprio presidente.

Apesar disso, costuma dizer que não é político nem tem pretensões políticas.

Nos últimos tempos, o empresário se empenha em uma campanha, junto com Luciano Hang, dono da rede Havan e um dos aliados de primeira hora de Bolsonaro.

Wizard se refere a Hang como seu amigo e diz que eles têm trabalhado juntos para aprovar no Congresso Nacional uma lei que permita a empresas comprar vacinas.

O texto já foi aprovado na Câmara e está desde o início de abril no Senado. A demora na sua apreciação já rendeu críticas de Wizard aos senadores.

“Enquanto o Senado não aprova a doação de vacinas aos trabalhadores pelos empresários, o prefeito de Nova York oferece vacinas gratuitas aos brasileiros. Em sua opinião, qual é razão do Senado aprovar a CPI da Covid e desaprovar a doação de vacinas aos trabalhadores? Qual será a real motivação?”, perguntou o empresário em uma rede social .

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