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Bolsonaro diz preferir ‘morrer lutando do que perecer em casa’

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Presidente Jair Bolsonaro (Sem partido)
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Presidente Jair Bolsonaro (Sem partido)

Novamente o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou tom crítico para se referir às medidas de isolamento social para conter a disseminação do novo coronavírus e voltou a convocar a população a descumpri-las. As declarações aconteceram durante o pronunciamento feito na inauguração da ponte sobre o Rio Madeira, divisa entre Rondônia e Acre, nesta sexta-feira (7). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

O presidente retomou o discurso de que “seu exército” não atuaria para manter a população em casa e que “todos nós preferimos morrer lutando do que (sic) perecer em casa”. Bolsonaro ainda ameaçou de novo baixar um decreto presidencial contra medidas de restrição adotadas por prefeitos e governadores. Segundo ele, o documento já está pronto e todos deverão cumpri-lo. “O nosso direito de ir e vir é sagrado. A nossa liberdade de crença também, e também o trabalho. Não se justifica daqui pra frente, depois de tudo que nós passamos, fechar qualquer ponto do Brasil”, disse.

Além disso, classificou os apoiadores presentes no evento como pessoas que fariam de tudo, até dar até a própria vida, para garantir a sua liberdade .  “O que vocês querem é muito pouco, querem respeito, querem ordem e querem justiça, e o meu dever como chefe supremo das forças armadas, como chefe da execução, é dar, é garantir esse direito a vocês” complementou.

Bolsonaro disse ser necessário “reconhecer o erro e tomar um novo rumo” se referindo a governadores que queiram mudar de opinião com relação às medidas de isolamento social. “Creio até que muitos tomaram medidas por desconhecer o que estava acontecendo, mas sempre é hora de mudarmos” 

Para o presidente, as críticas que recebe “fazem parte, (mas) ignoro” afirmou. Ainda declarou não ser “politicamente incorreto”, mas sim um “brasileiro correto, como a grande maioria de vocês ou quase todos vocês”.

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Política Nacional

Barroso se reúne com deputados da comissão do voto impresso

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Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso
O Antagonista

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , ministro Luís Roberto Barroso, se reuniu hoje (21) com deputados federais para apresentar o funcionamento do sistema eletrônico de votação. O convite aos parlamentares foi feito após Barroso participar, na semana passada, de audiência na Câmara dos Deputados para debater a  Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/2019 que pretende implantar o voto impresso nas eleições brasileiras.

Durante o encontro, Barroso e técnicos do tribunal apresentaram os mecanismos de auditoria das urnas eletrônicas e a sala-cofre do TSE, local onde estão os supercomputadores que fazem o processamento dos dados da votação. Segundo o presidente, o encontro foi realizado para mostrar aos parlamentares o trabalho do TSE para garantir a segurança e transparência das eleições.

Participaram da audiência os deputados Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), Felipe Barros (PSL-PR), Bia Kicis (PSL-DF), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Caroline de Toni (PSL-SC), Orlando Silva (PcdoB-SP), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Arlindo Chinaglia (PT-SP).

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Política Nacional

‘Tentar calar e agredir a imprensa é típico de fascistas’, diz cúpula da CPI

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Presidente Jair Bolsonaro atacou jornalista nesta segunda-feira (21)
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Presidente Jair Bolsonaro atacou jornalista nesta segunda-feira (21)

A cúpula da CPI da Covid prestou solidariedade à jornalista Laurene Santos, da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo no Vale do Paraíba, que foi agredida verbalmente pelo presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira . Em nota conjunta, o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), o vice, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), e integrantes da oposição afirmaram que “tentar calar e agredir a imprensa é típico de fascistas e de pessoas avessas a democracia brasileira”.

“As Senadoras e Senadores desta Comissão manifestam solidariedade à jornalista Laurene Santos, que hoje, enquanto trabalhava, foi submetida a uma reação, no mínimo, desproporcional do presidente da República a uma pergunta legitimamente feita pela repórter. A agressão do senhor presidente da República não foi apenas à jornalista Laurene, mas a todos os brasileiros que anseiam por uma resposta à tragédia que atingiu mais de 500 mil famílias desde o início da Pandemia, no ano passado”, diz trecho da nota.

Além de Aziz, Renan e Randolfe, também assinam o documento os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Humberto Costa (PT-PE), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Otto Alencar (PSD-BA), Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Rogério Carvalho (PT-SE).

O grupo também destacou que os responsáveis pelo agravamento da pandemia no Brasil “pagarão por seus erros, omissões, desprezos e deboches”. “Não chegamos a esse quadro devastador, desumano, por acaso. Há culpados e eles, no que depender da CPI, serão punidos exemplarmente. Os crimes contra a humanidade, os morticínios e os genocídios não se apagam e nem prescreveram”, escreveram.

Em outra nota, feita individualmente, o presidente da CPI, Omar Aziz, desejou “os melhores sentimentos” para a jornalista Laurene Santos e disse que “o jornalismo sério é fundamental em qualquer democracia e os que fazem disso sua lida devem ser respeitados”. Para Aziz, Bolsonaro deu “um show de misoginia”.

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“Espero que os ‘defensores’ da médica Nise Yamaguchi se solidarizem com a jornalista e que os advogados dela processem o senhor Jair Bolsonaro pelo show de misoginia desta tarde. Laurene não esmoreça. Seu trabalho é importante para o Brasil melhor que todos sonhamos”. afirmou o presidente do colegiado.

Após solenidade em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, durante a qual Bolsonaro havia tirado a máscara ao posar para fotos e cumprimentar os formandos, o presidente se irritou ao ser questionado pela imprensa sobre ter sido multado pelo governo de São Paulo pela ausência de proteção durante uma manifestação na capital paulista.

Nesse momento, Bolsonaro tirou a máscara e mandou a repórter Laurene Santos “calar a boca” e se recusou a respondê-la. A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) , que acompanhava o presidente, também retirou a proteção. Novamente perguntado sobre o assunto, por repórter da CNN Brasil, ele passou a defender o chamado “tratamento precoce” para a Covid-19, que não tem comprovação científica.

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Rosa Weber suspende convocações de governadores à CPI da Covid

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Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fellipe Sampaio/SCO/STF

Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF)

As convocações dos  nove governadores chamados para depor na CPI da Covid foram suspensas pela ministra Rosa Weber do STF (Supremo Tribunal Federal). Foi determinado, nesta segunda (21), que eles só podem ser convidados a falar à Comissão em uma condição na qual não sejam obrigados a comparecer. A decisão foi tomada depois de um pedido coletivo dos governadores. 

Weber viu na convocação uma “possível violação do princípio da separação dos poderes e da autonomia dos Estados-membros”. No despacho, a ministra ainda deu razão ao argumento dos governadores que a convocação “excedeu os limites constitucionais inerentes à atividade investigatória do Poder Legislativo”.

Os governadores já estavam com depoimentos agendados a partir do dia 29 de junho. No início do mês a ministra concedeu um habeas corpus ao governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), permitindo que ele faltasse ao depoimento.

Wilson Witzel, ex-governador do Rio de Janeiro também recebeu a permissão de Weber para não falar à CPI. No entanto, Witzel compareceu à Comissão, mas recorreu ao direito de silêncio e abandonou a audiência antes do fim.

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