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Política Nacional

“Bolsonaro foi negacionista desde o primeiro momento”, diz presidente da CPI

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Omar Aziz, presidente da CPI da Covid
Omar Aziz

Omar Aziz, presidente da CPI da Covid

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz , disse nesta segunda-feira (3) que Bolsonaro cometeu “diversos equívocos” na condução da pandemia no Brasil, sendo negacionista “desde o primeiro momento”.

“O presidente Bolsonaro, desde o primeiro momento, foi negacionista. Ele estimulou aglomerações, achava que poderíamos sair da pandemia com imunização de rebanho, e vimos que não era nada disso”, disse o senador no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Perguntado sobre a defesa do presidente da República a remédios comprovadamente ineficazes – como a cloroquina e a ivermectina -, Aziz disse que a ciência diz que não funciona e que “não discute com a ciência”.

O senador também foi perguntado sobre a possibilidade de a CPI culminar na abertura de um processo de impeachment, mas evitou fazer previsões. Ele disse, porém, que o governo deve fazer uma reavaliação e uma autocrítica pelos erros cometidos no combate à crise sanitária. “Esses equívocos custaram muitas vidas ao Brasil”, afirmou.

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Política Nacional

Pazuello terá habeas corpus produzido pela AGU para poder manter silêncio na CPI

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AGU prepara habeas corpus para Pazuello, como aval de Bolsonaro
O Antagonista

AGU prepara habeas corpus para Pazuello, como aval de Bolsonaro

Com o aval do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a Advocacia-Geral da União (AGU) está preparando um habeas corpus que será apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello tenha o direito de ficar calado durante seu depoimento na CPI da Covid, respondendo apenas as perguntas que quiser. A presença de Pazuello no Senado está marcada para o dia 19.

Um ex-ministro da Saúde ser assessorado pela AGU é um fato inédito. O Planalto avalia que proteger Pazuello na CPI seria proteger também Jair Bolsonaro. Segundo apuração da CNN Brasil, o Planalto avalia que a CPI já condenou o governo e, principalmente, a gestão Pazuello.

Apesar de o general ter sido convocado como testemunha, o que lhe obriga a falar, há jurisprudência no STF para que tenha o direito do silêncio. Em 2019, o ex-ministro Celso de Mello autorizou que uma ex-funcionária da Câmara de Comércio Exterior ficasse em silêncio durante depoimento na CPI do BNDES. O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, também conseguiu o mesmo direito na época. 

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Pazuello terá habeas corpus produzido pela AGU para poder manter silêncio na CPI

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AGU prepara habeas corpus para Pazuello, como aval de Bolsonaro
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Com o aval do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a Advocacia-Geral da União (AGU) está preparando um habeas corpus que será apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello tenha o direito de ficar calado durante seu depoimento na CPI da Covid, respondendo apenas as perguntas que quiser. A presença de Pazuello no Senado está marcada para o dia 19.

O fato de um ex-ministro da Saúde ser assessorado pela AGU é um fato inédito. O Planalto avalia que proteger Pazuello na CPI seria proteger também Jair Bolsonaro. Segundo apuração da CNN Brasil, o Planalto avalia que a CPI já condenou o governo e, principalmente, a gestão Pazuello.

Apesar de o general ter sido convocado como testemunha, o que lhe obriga a falar, há jurisprudência no STF para que tenha o direito do silêncio. Em 2019, o ex-ministro Celso de Mello autorizou que uma ex-funcionária da Câmara de Comércio Exterior ficasse em silêncio durante depoimento na CPI do BNDES. O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, também conseguiu o mesmo direito na época. 

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Yamagushi diz que Barra Torres mentiu sobre ela apoiar mudar bula da cloroquina

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A oncologista Nise Yamaguchi
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A oncologista Nise Yamaguchi

A médica Nise Yamagushi diz que o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância (Anvisa), Antônio Barra Torres, mentiu ao dizer que ela defendeu a alteração da bula da cloroquina para o tratamento da Covid-19. Barra Torres prestou depoimento nesta terça-feira (11) à CPI da Covid, comissão no Senado que investiga as ações eventuais omissões do governo federal na pandemia. A informação é da coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo .

“Em relação à declaração do presidente da Anvisa hoje à CPI da Covid-19, o exmo. Dr. Almirante Barra Torres, esta não representa a realidade”, afirmou Yamagushi por meio de nota. A médica disse que está disposta a depor na CPI, caso seja convocada.

“Já existem evidências científicas comprovadas para o uso de medicações que possam auxiliar no combate às fases iniciais da Covid-19 e, caso seja convocada, estarei à disposição da CPI da Covid-19 para esclarecimentos”, afirma ela no comunicado.

Barra Torres confirmou informação dada à comissão na semana passada pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Em seu relato, Mandetta disse que um grupo de médicos propôs ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que a bula da cloroquina fosse mudada por decreto.

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Segundo o ex-ministro, um rascunho da medida chegou a ser apresentado a ele em uma reunião no Palácio do Planalto em que Nise também estaria. 

Barra Torres disse que chegou a reagir de forma “deselegante” com os médicos. “Então, quando houve uma proposta de uma pessoa física fazer isso, isso me causou uma reação um pouco mais brusca. Eu disse: ‘Olha, isso não tem cabimento, isso não pode’. E a reunião, inclusive, nem durou muito mais depois disso”, disse o presidente da Anvisa.

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