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Cabos Eleitorais de luxo

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Cabos Eleitorais de luxo na Eleição Suplementar

O Tribunal Eleitoral Regional de Mato Grosso no dia 22/01/2020, aprovou o calendário a eleição suplementar de Senador (a) e seus respectivos suplentes, para ocupar uma vaga das três que o estado tem direito de eleger. À volta as urnas se deve a cassação do mandato da Juíza Selma pelo poder judiciário

As regras determina que para uma pessoa poder candidatar ao cargo de senador (a), além de não ter seus direitos políticos suspenso, deve ter no mínimo 35 anos, domicilio eleitoral no estado de Mato Grosso e ser filiado a um partido político a no mínimo a 6 meses.

Inicialmente quem goza destes requisitos pode se apresentar como pré-candidato a uma cadeira do Senado por Mato Grosso. Sendo feito assim por muitos neste momento, ajudado pelas redes sociais, pela a imprensa com sede de noticiar um furo de reportagem e pelos palpiteiros de plantão. Mas a maioria destes balões de ensaios, tem objetivo de viabilizar seus projetos de candidaturas para o pleito de outubro, com mídia barata e sem viabilidade para disputa do momento.

De fato as definições de verdade irão acontecer no meado do mês de março, onde tem o dia 12 para os partidos realizarem suas convenções e no dia 17 a data limite para o registro das candidaturas no TRE. Até lá iremos ouvi e lê muito “Mi Mi Mi”.

Por outro lado tem a turma dos carreiristas políticos, que não estão de brincadeira, jogam sério devido à importância do mandato de senador da república contribui para os interesses no âmbito público, como os da iniciativa privada.

Reflexo desta movimentação são as pesquisas de perfil de voto do eleitorado, saindo quase que semanalmente. Estas pesquisas servem para ajuda a definir o perfil do candidato ou da candidata, que terá mais chance de sucesso junto ao eleitorado, e assim, definir em quem poderá aposta as suas fichas.

Outro fator importantíssimo, principalmente em uma eleição majoritária são as alianças que formará a chapa que disputarão o pleito. As coligações partidárias irão oferecer um grupo político de apoio à sua candidatura, por meios dos seus cabos eleitorais composto pelos militantes e os detentores de mandato, como os vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governador e todos os comissionados que trabalhão em seus gabinetes.

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A formação das coligações é resultado de uma longa negociação, nem sempre de maneira transparente e democrática para todos os envolvidos. Em resumo, o dirigente ou a “pseuda” liderança cortejada, oferece seu apoio e de seu grupo para o pré-candidato(a), sob a condição de retribuir algo, caso ele(a) seja eleito(a) senador(a), nem sempre compromissos austero e republicano.

O peso da liderança é mensurado pela sua representatividade, ou seja, sua capacidade de transferência de votos das pessoas de quem o acompanham, para o candidato(a) que esta liderança apoia naquela eleição, criando um compromisso para o futuro congressista eleito(a).

A movimentação está intensa, aliás, especula-se mais sobre os cabos eleitorais de luxo do que os próprios pré-candidatos. Nossos olhos e ouvidos nota que mesmo já passando mais de um ano da última eleição, os candidatos eleitos daquele pleito são os mais cobiçados, mesmo tendo desgaste do eleitorado que os elegeram.

O presidente Jair Bolsonaro, na época eleito pelo PSL com mais 1 milhão e 85 mil dos votos mato-grossenses (66,42%), teve na sua campanha e também compõe a base de seu governo o apoio dos deputados José Medeiros (PODE), Nelson Barbudo (PSL) e Silvio Fávero (PSL), como também do ex-deputado Victório Galli (Patriota), os quais articulam suas pré-candidaturas para esta eleição suplementar.

O ex-senador Medeiros aposta alto com a benção presidencial, esperando reciprocidade por sua defesa incondicional do governo bolsonarista, com a tentativa de criar uma agenda para uma vista do presidente e de seus principais ministros no estado de Mato Grosso, antes da eleição de abril, com isso conseguir a simpatia do eleitorado do líder conservador.

Já a base do governo estadual, vemos uma briga de foice e enxada entre os pretensos candidatos. São notadas articulações mais intensa dos ex-vice governador e candidato derrotado Carlos Fávaro (PSD), do atual vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), do presidente da Assembleia Eduardo Botelho (DEM) e o ex-governador Júlio Campos (DEM). Todos sonhando em subir no palanque ao lado de Mauro Mendes, eleito em 2018,  governador pelo os democratas com mais de 840 mil votos (58,69%) dos votos.

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A assessoria próxima do governador o aconselha a fica de fora, sem manifestar nenhum apoio a qualquer candidatura, para sua gestão não sofre retaliação futura. Por tratar-se de aliados próximos e parceiros do seu governo. Mas conhecemos que o empresário não possui um perfil de ficar em cima do muro e não fugi do empate.

Interessante também é acompanhar a tendência de apoio de outros vencedores da campanha ao senado em 2018, que é o caso da juíza aposentada Selma, hoje no Podemos, que teve a confiança na época de mais de 678 mil votos (24,65%) e do Democrata que conquistou a segunda vaga, o atual senador Jaime Campos, que teve 490 mil votos (17,82%).

Júlio Campos (DEM) tem em seu favor a sua proximidade intima de ser irmão e conta como certo o apoio do carreirista político mato-grossense, que é o senador Jaime, baseado em Várzea Grande e na baixada cuiabana.

Já a ex-juíza Selma, mesma filiada ao PODEMOS do dep. José Medeiros, não firmou seu apoio a ninguém, devido a esperança de reverter a sua cassação.

Não podemos esquecer-nos de outras lideranças expressivas no nosso estado, que em um cenário de disputa acirrada, poderão ser decisivo para trazer os votos necessários para a vitória na eleição. Pois ao longo dos anos das suas carreiras políticas, colecionaram inúmeros sucesso eleitorais, resultado da eficiência na condução das suas ações parlamentares ou na gestão de seus governos.

Diante desta reflexão, é bom ficar de olho em qual será as posições do senador Wellington Fagundes (PL), do deputado Carlos Bezerra (MDB), prefeito Zé do Pátio (SD), do interesse corporativista dos deputados da Assembleia Legislativa, bem como a articulação da AMM – Associação Mato-grossense dos Municípios com os prefeitos do interior, diante da próxima eleição suplementar ao Senado Federal.

Neste jogo de cartas, somente saberemos no dia 26 de abril, qual o candidato ou candidata que conseguiu pegar a melhor mão, ou até mesmo o “4 de paus (zap)”, que levará a receber o louros da vitória. Mas até lá, iremos vê e ouvi muitos “blefes”.

 Por:

Wellington de Moura Portela

Analista Político

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Eleição Suplementar 2020 Por Wellington de Moura Portela

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Coluna Língua Solta

Eleição Suplementar 2020

Usando aquele fenômeno do futebol em época de copa do mundo nos torcedores brasileiro, que personificam o treinador da seleção, acreditando que sabe qual é o melhor jogador para cada posição e o esquema tático vencedor, ou seja, o palpiteiro de plantão.

 

Como no futebol, também acontece a cada 2 anos com as eleições para cargos políticos locais, estaduais e nacional. Onde no dia-a-dia seja em casa, no trabalho, encontro de família, no clube, igreja, bar e principalmente na nossa atualidade, na tela de celulares por meio dos aplicativos de redes sociais, deparamos com o assunto eleições, que na maioria dos estados será para escolher vereadores e prefeito da sua cidade.

 

Agora os mato-grossenses, irão às urnas mais de uma vez. Como no restante do país que escolherá seus vereadores e prefeito em outubro, no primeiro turno e no caso das capitais e grandes cidades que terão o segundo turno, em novembro. Iremos às urnas já em 26 de abril, para decidir quem irá ocupar a terceira vaga no senado destinada a Mato Grosso.

 

Vaga aberta com a sentença judicial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou o mandato da então senadora ex-juíza Selma, eleita pelo PSC e hoje filiada ao PODE, onde entendeu que a mesma utilizou em sua campanha recursos de Caixa 2, mesmo a sua defesa argumentando, que foi vítima de uma conspiração de vingança do grupo político que ela mandou para cadeia na época de magistrada.

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Independente da questão de mérito, ressalta-se que decisão judicial não se discute, cumpre-se, e teremos então uma eleição suplementar, assim dando o ponta pé para movimentação dos líderes políticos e suas legendas partidárias, tanto na esfera estadual e nacional, pela a importância do cargo em disputa, devido a influência e poder que proporciona ao detentor do mandato de senador ou senadora.

 

Formando o cenário perfeito para os pseudos cientistas políticos ou palpiteiros de plantão, motivados por seus ouvidos aguçado, seus raciocínio original ou não, principalmente por sua língua afiada ou seus dedos inquietos para destilar ao seu redor fatos ou fake news. As vezes buscando atender a interesses corretos, como levar informação para o bem coletivo ou para manipular a opinião pública a favor de um determinado grupo político ou econômico.

 

Tenho que ressaltar que a eleição suplementar com certeza alicerçará as eleições municipais no nosso Estado, devido a aproximação do calendário dos dois pleitos, proporcionará a formação de vínculos passionais, que uma eleição acirrada provoca na militância partidária, bem como no eleitorado, resultado dos discursos acalorados no debate.

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Enceramos hoje, com a citação o escritor norte americano Washington Irving: “Uma língua afiada é a única ferramenta aguçada que melhora com o uso constante”.

 

 

Próximos temas:

  1. Cabos Eleitorais da Eleição Suplementar.

(Quem terá maior capacidade de influenciar na eleição suplementar para senador: Bolsonaro, Lula, Mauro Mendes, Juíza Selma, Assembleia, Prefeitos ou outro).

 

 

  1. Candidatos a senador (a) da Eleição Suplementar.

(Quem terá mais chance de ser eleito? Os candidatos derrotados na eleição 2018, candidatos vitoriosos de 2018 ou um novo?)

 

Wellington de Moura Portela
Pontador e Analista Político
escreve para este site toda sexta-feira sobre fatos políticos.
Rua Sete, 294, quadra 12 lote 08 – Residencial Padre Lothar
Rondonópolis – MT
fone: (66) 99692-3201 / 99934-4571

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