conecte-se conosco


Saúde

Em condições favoráveis, vacina da Pfizer tem validade de 60 dias

Publicado


source
Os dados constam no relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que anunciou mais cedo a concessão do registro definitivo do imunizante
Foto: Patrick T. Fallon/Divulgação

Os dados constam no relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que anunciou mais cedo a concessão do registro definitivo do imunizante

A vacina contra covid-19 desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNtech tem validade de 60 dias se armazenada a uma temperatura de -60°C e protegida da luz. Mantida entre entre 2°C e 8°C, ela dura apenas 5 dias. Já na temperatura ambiente, fora de refrigeradores, deve ser usada em até duas horas.

Os dados constam no relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que anunciou mais cedo a concessão do registro definitivo do imunizante. As conclusões da análise, que durou 17 dias, foram apresentadas na tarde de hoje (23). Chamada de Comirnaty, a vacina é a primeira a obter o registro definitivo no Brasil em meio à pandemia de covid-19, embora ainda não esteja disponível no país.

Segundo Maria Fernanda Reis, gerente de avaliação de recursos biológicos da Anvisa, os prazos de validade foram definidos para as vacinas usadas nos estudos clínicos. Ainda haverá necessidade de continuar o monitoramento para confirmar se eles valem também para as doses produzidas em escala comercial. “Precisamos assegurar que cada lote da vacina tenha qualidade comparável ao do produto utilizado nos estudos que garantiram de fato a segurança e a eficácia”, diz Maria Fernanda. A Anvisa também afirma que cadeia de transporte entre os locais de fabricação e o Brasil ainda carece de qualificação.

Os resultados de eficácia e segurança nos estudos realizados foram considerados robustos. Há, no entanto, uma observação: o imunizante se mostrou capaz de impedir a manifestação da doença, mas ainda não há certeza se ele também previne transmissão de uma pessoa para outra. O regime de aplicação da Comirnaty aprovado pela Anvisa é de duas doses com um intervalo de 21 dias entre si para indivíduos com 16 anos ou mais. 

A vacina da Pfizer/BioNtech usa o RNA mensageiro, uma tecnologia inovadora: trata-se do encapsulamento em uma nanopartícula de material genético do coronavírus causador da covid-19. É um método diferente de outros mais tradicionais, que usam o vírus inativo ou um vetor viral. Os testes clínicos com a Comirnaty no Brasil envolveram 2,9 mil voluntários. No mundo todo, foram 44 mil participantes em 150 centros de seis países, incluindo África do Sul, Alemanha, Argentina, Estados Unidos e Turquia. Os resultados dos estudos da fase 3, divulgados pela Pfizer em novembro, apontaram eficácia de 95%.

Veja Também:  Covid-19: Qual a melhor estratégia de imunização em massa? Especialistas avaliam

Ressalvas O relatório da Anvisa aponta que há informações limitadas relacionadas ao uso da vacina em mulheres grávidas, indivíduos imunocomprometidos e pacientes com doenças autoimunes. Também recomenda não fazer uso concomitante com outras vacinas devido à ausência de estudos. Apesar da falta desses dados, a Anvisa concluiu que não se vislumbra risco à saúde da população. A Pfizer deverá continuar realizando monitoramento e enviar novos dados, já com prazos pré-fixados.

Você viu?

Além disso, efeitos adversos graves devem ser informados em até 72 horas. A Anvisa não identificou, nos estudos realizados até o momento, nenhuma situação que levantasse alguma preocupação com a segurança. Reações adversas foram consideradas leves e moderadas, de curta duração, como fadiga, cefaleia, calafrios e dor muscular e nas articulações.

O Brasil ainda não tem contrato para compra dessa vacina. Negociações se desenrolam desde o ano passado, mas um acordo não se concretizou. O governo federal alega que a farmacêutica faz exigências inaceitáveis. Conforme o contrato proposto, ela não se responsabiliza por eventuais reações adversas e qualquer litígio somente poderia ser resolvido nos tribunais dos Estados Unidos. A Pfizer afirma que essas condições foram aceitas pelos países onde sua vacina já está em uso.

Segundo Gustavo Mendes, gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da Anvisa, o órgão não se envolve nas negociações e se limita a avaliar os dados, decidindo de forma técnica se o uso da vacina deve ou não ser autorizado. “Não cabe à Anvisa discutir termos para a disponibilização ou para a comercialização”, disse.

Uso emergencial Atualmente, a vacinação no país contra a covid-19 vem sendo realizada com duas vacinas. Uma deles é a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório farmacêutico chinês Sinovac. A outra foi desenvolvida em parceria pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica inglesa AstraZeneca. Um acordo selado com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) permitirá que esse imunizante também comece em breve a ser produzido no Brasil. As duas, no entanto, possuem por enquanto o aval da Anvisa apenas para uso emergencial. O registro definitivo ainda não foi obtido por nenhuma delas.

Veja Também:  Manaus começa a vacinar maiores de 18 anos com comorbidades neste sábado

A Pfizer já havia anunciado em dezembro do ano passado que não faria pedido para uso emergencial da sua vacina no Brasil. A farmacêutica decidiu que, tão logo concluísse os estudos exigidos e preenchesse todos os requisitos, seguiria o processo de submissão diretamente para um registro definitivo, o que libera o imunizante para uso em vacinação em massa e para distribuição tanto na rede pública quanto na rede privada.

De outro lado, a permissão para uso emergencial é concedida apenas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), delimitando o público alvo e fixando prazo. Entre os grupos prioritários que estão sendo vacinados estão profissionais de saúde e idosos. A Anvisa já tem em mãos o pedido para registro definitivo da vacina da Oxford/AstraZeneca. Ele foi recebido, inclusive, antes do que foi apresentado pela Pfizer. Gustavo Mendes afirma que não há priorização e são processos que correm em paralelo. 

“No caso do pedido da AstraZeneca, já era esperado que levaria um tempo maior de análise, até por parte da empresa. Fizemos uma reunião com eles na semana passada e existem ainda algumas informações a serem complementadas para que possamos prosseguir com a análise. Para que possamos tomar uma decisão sobre o registro definitivo dessa vacina, precisamos de dados dela sendo fabricada aqui no Brasil pela Fiocruz. O pedido de registro pressupõe essa produção no país. E como isso ainda não começou, não temos ainda dados relativos aos lotes fabricados aqui”, disse.

Fonte: IG SAÚDE

publicidade

Saúde

Países mais pobres ainda não têm uma única dose da vacina contra Covid-19

Publicado


source
Vacina contra a Covid-19 ainda não chegou a diversos países
Pixabay

Vacina contra a Covid-19 ainda não chegou a diversos países

Enquanto países avançam na vacinação contra a Covid-19 , alguns lugares do mundo sequer receberam uma única dose do imunizante. De acordo com a Organização Mundial da Saúde ( OMS ), mais de 600 milhões de doses foram aplicadas em todo o mundo, mas a distribuição ainda é bastante desigual.

Segundo apuração do Deutsche Welle, há uma faixa inteira de países africanos ainda esperando a chegada de doses da vacina contra a Covid-19, que vai da Líbia a Madagascar – as nações sequer estão nas estatísticas da OMS. Países na Ásia Central e outros como Coreia do Norte, Cuba e Bósnia-Herzegóvina também estão com a campanha de vacinação bastante atrasada.

“Com relação à África, temos a boa notícia de que 44 países já receberam o fornecimento de vacinas. Mas, ao mesmo tempo, isso também significa que dez países não receberam até agora nenhuma vacina”, diz Clemens Schwanhold, da ONG de combate à pobreza ONE, ao Deutsche Welle.

Veja Também:  Serrana conclui vacinação em massa contra Covid-19 neste domingo

Foi pensando nos países mais pobres que surgiu o programa Covax , que prevê o acesso global à vacinação contra a Covid-19. Para isso, os Estados-membros da OMS foram divididos em dois grupos: os 98 países mais ricos estão financiando vacinas para os 92 países mais pobres.

“O problema é que não há muito mais doses de vacinas disponíveis porque a UE e os Estados Unidos já asseguraram a grande maioria delas”, diz Sonja Weinreich, responsável pelas questões de saúde na organização Brot für die Welt (pão para o mundo), uma agência de assistência administrada pelas igrejas protestantes na Alemanha, ao Deutsche Welle. “Portanto, este mecanismo não vem sendo capaz de se impor adequadamente porque essa solidariedade simplesmente não existe”.

O principal objetivo do Covax é vacinar pelo menos 20% da população desses 92 países até o final de 2021. O sucesso, porém, depende de “todos os participantes se unirem quando se trata de financiamento e do fornecimento de matérias-primas”, afirma Schwanhold.

Veja Também:  Covid-19: SP registra mais de 17 mil novos casos nas últimas 24h
Fonte: IG SAÚDE

Continue lendo

Saúde

Serrana conclui vacinação em massa contra Covid-19 neste domingo

Publicado


source
Cidade de Serrana encerra vacinação em massa neste domingo
Reprodução

Cidade de Serrana encerra vacinação em massa neste domingo

A cidade de Serrana (SP) conclui neste domingo (11) a vacinação em massa contra a Covid-19 . O município está sediando um estudo do Instituto Butantan , chamado de Projeto S.

Neste domingo, a segunda dose da CoronaVac será aplicada no restante dos cerca de 28 mil imunizados em Serrana. A cidade tem 45,6 mil habitantes, e só não receberam a vacina grupos que não participaram dos testes clínicos do imunizante , como crianças e mulheres grávidas.

O Projeto S vai analisar a eficácia da CoronaVac contra a transmissão do novo coronavírus (Sars-Cov-2), bem como a queda de óbitos pela Covid-19. Os vacinados no estudo serão monitorados pelo Butantan ao longo de um ano, através de um programa de vigilância que tem a ajuda de uma inteligência artificial criada em parceria com o WhatsApp.

“Na maior pandemia do século e a maior crise sanitária do Brasil, Serrana está sendo protagonista de um projeto único no mundo de pesquisa, podendo contribuir com a ciência do Brasil e do mundo”, afirma o prefeito Léo Capitelli (MDB), ao G1.

Mesmo com a vacinação em massa, que tem deixado a população de Serrana esperançosa por um futuro mais tranquilo, a retomada das atividades na cidade não será imediata. De acordo com o prefeito, o uso de máscaras e hábitos de higiene, como o uso de álcool em gel, serão mantidos, e a flexibilização das medidas de restrição serão discutidas junto ao Butantan .

“Vamos conversar com o Butantan para que a gente faça uma retomada consciente, que sirva de referência para todo o Brasil para uma retomada planejada, organizada, e que, acima de tudo, vise a saúde e a segurança do munícipe”, diz ao G1.

Fonte: IG SAÚDE

Continue lendo

Saúde

Busca por atendimento para tratar sequelas da Covid-19 cresce 40%

Publicado


source
Covid-19 pode deixar sequelas como falta de ar e perda do olfato e do paladar
Paula Adamo Idoeta – Da BBC News Brasil em São Paulo

Covid-19 pode deixar sequelas como falta de ar e perda do olfato e do paladar

A busca de pessoas por atendimento médico para tratar sequelas da contaminação por Covid-19 cresceu 40% nas últimas semanas, segundo estimativa da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). As informações são da CNN.

Mesmo após a recuperação, é comum que pessoas se sintam doentes como se  a doença fosse crônica. Entre os principais sintomas do pós-Covid estão a falta de ar, a perda do olfato e do paladar e o cansaço frequente.

À CNN, o médico otorrinolaringologista Jamal Azzam afirmou que o tratamento de sintomas como a perda do olfato e do paladar precisam ser iniciados o mais rápido possível.

“O que a maioria da população ainda não sabe e não percebeu é que ficar sem olfato e paladar pode levar a um prejuízo drástico na qualidade de vida”, explicou o profissional da saúde. “A pessoa pode ter problemas com a segurança pessoal, como acidentes domésticos e até depressão.”

Fonte: IG SAÚDE

Continue lendo

Links Úteis

Rondonópolis

Policial

Política MT

Entretenimento

Mais Lidas da Semana