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Em São Paulo, enterros cresceram 69% no mês de maio

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Cemitério da Vila Formosa
Reprodução/Washington Post

Cemitério da Vila Formosa está fazendo cinco enterros a cada meia hora

A cidade de São Paulo enterrou 4.000 pessoas em maio deste ano a mais do que no mesmo mês de 2019. No total foram 9.800 sepultamentos, que ocorreram em meio à pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2). O levantamento foi divulgado pelo jornal Hoje da rede Globo.

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 Maio também foi o mês com mais mortes por Covid-19 , mais de 2.500, desde o primeiro caso da doença confirmada na cidade, em fevereiro. A cidade já registrou até o momento até o momento 4.805 mortes. Em março deste ano, o número de sepultamentos também cresceu, mas menos, 51% de alta na comparação com março de 2019. 

O maior cemitério da América Latina, o da Vila Formosa mudou sua logística nos sepultamentos. Agora, são cinco enterros em 30 minutos. Os familiares esperam do lado de fora até o momento do enterro, e não têm direito a velório. Eles podem, apenas, segurar o caixão por poucos passos e observar por poucos minutos.

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Termômetro da pandemia

“Do ponto de vista de saúde pública , os três dados mais importantes são números de casos confirmados, as internações e depois os óbitos que evidentemente se consolidam com sepultamentos”, afirmou à emissora do TV, o secretário municipal de Sáude de São Paulo, Edson Aparecido.

Segundo ele, o número de enterros é um “termômetro preciso” de como a doença está evoluindo na capital paulista.

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“Caipirinha”: Família contesta leilão judicial de obra de Tarsila do Amaral

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quadro
Romulo Fialdini/ Reprodução Enciclopédia Itaú Cultural

O quadro Caipirinha (1923) de Tarsila do Amaral; Dono está envolvido na operação Lava Jato

A Justiça determinou que o quadro “Caipirinha” de Tarsila do Amaral, pertencente ao empresário Salim Taufic Shahin, será  leiloado  com lance inicial de  R$ 42,5 milhões.   Mas o advogado da família de Sahin, Adelmo Silva Emerenciano, garante que irá recorrer da decisão.





Ele afirma que na última quinta-feira (25), houve uma decisão judicial, favorável à família, que pode reverter a situação. A Justiça havia definido que a transferência da obra para o filho de Salim, Carlos Shahin, teria sido fraudulenta. Segundo Emerenciano, entretanto, uma nova decisão derruba esse veredito.

“O Tribunal de Justiça de São Paulo, na última quinta-feira, entendeu uma coisa importante: que não teve fraude. A razão de eu falar com imprensa é somente essa, porque nós nunca falamos sobre isso”, diz Emerenciano.

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“O Tribunal reconheceu que não houve nenhum tipo de fraude, que os documentos foram objetos da antecipação de herança, e um dos contratos era o do quadro”, explica o advogado. Ele afirma que decisão será publicada oficialmente  nesta quinta-feira (2).

“Só tenho o extrato do julgamento, mas o texto inteiro, não foi publicado ainda. Só tenho o resultado do julgamento. Mas nós somos os apelantes e isso não reverteu a decisão [do leilão]”, acrescenta o advogado.

A família tenta recorrer e fazer a suspensão do leilão. “Vamos para Brasília”, declara Emerenciano sobre o processo, que correu até agora em São Paulo. Segundo ele, seus clientes terão 15 dias para recorrer após a publicação da decisão favorável.

Entenda o caso

“Caipirinha” foi pintado em 1923 e faz parte do movimento modernista na arte brasileira. O quadro foi produzido quando Amaral estava em Paris com seu namorado, o escritor Oswald de Andrade. Shahin teria comprado o quadro na década de 1990, segundo a defesa da família, por ser um grande colecionador de arte.

A obra vai a leilão  depois de o dono do quadro ter falido, gerando dívidas estimadas na casa dos bilhões. Shahin é acionista em uma empresa perolífera que faliu depois que a  Petrobras começou a ser investigada por não apresentar balanços , relacionada à operação Lava Jato.

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Há cinco anos, Shahin é cobrado por bancos como Bradesco e Itaú em cerca de R$ 2,3 bilhões. Outros bens do empresário também foram penhorados como forma de quitar as dívidas.

A defesa da família diz que o quadro foi comprado pelo filho de Salim, Carlos Shahin, em uma forma de antecipação de herança, em 2012.

Na época, Salim estava doente. Carlos apresentou à Justiça um documento que comprovaria a aquisição do quadro por R$ 240 mil, mas a prova foi desconsiderada, tratando o papel como uma  fraude.

O advogado afirma também que as dívidas empresariais foram geradas pela omissão da Petrobras em 2014, mas que a antecipação de herança que Shahin fez para o filho (incluindo o quadro de Tarsila do Amaral) aconteceu entre 2011 e 2012, quando o empresário estava doente.

Segundo a defesa, apenas em 2015 os bancos iniciaram os processos sobre dívidas e a antecipação de herança do quadro foi feita em forma de compra pelo filho.

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Em SP, negros são 2,5 mais infectados por coronavírus que brancos

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Testes rápidos para a Covid-19
Foto: Bruno Concha/Fotos Públicas

Pesquisa testou 1.183 pessoas em 15 regiões diferentes da cidade, por sorteio


Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) indicou que a população negra da capital paulista  é 2,5 vezes mais infectada pelo novo coronavírus do que a população branca. É o que indicam amostra de sangues que foram colhidas pelos pesquisadores entre 15 e 24 de julho.


Além de traçar perfis sobre a situação epidemiológica na capital do Estado de São Paulo, esse estudo chegou a afirmar que cerca de 91,6 % dos casos de Covid-19 não entram na contabilização oficial.

Exames sorológicos foram aplicados em 1.183 pessoas em 115 regiões da capital. Em cada região, 12 municípios eram sorteados para que os moradores realizassem a testagem. Destes, 19,7 % das pessoas negras já criaram anticorpos contra Covid-19 , enquanto o mesmo só pode ser afirmado a 7,9 % das pessoas brancas.

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O estudo, que é apoiado pelo Instituto Semeia e conta com participação de profissionais do Laboratório Fleury e Ibope Inteligência, também fez separação das regiões com base em renda. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram utilizados para fazer o mapeamento das áreas ricas e pobres.

Além disso, foi constatado pela equipe que pessoas que cursaram ensino superior se infectam 4,5 menos que pessoas que não finalizaram o ensino fundamental. A taxa de infecção é de 22,9 % para quem completou o ensino superior e 5,1 % para os que não completaram o ensino fundamental.

O estudo avalia também maior taxa de contágio em pessoas que compartilham a residência com cinco ou mais, com 15,8% maior índice; diferente de pessoas que vivem com uma a duas pessoas a mais, cuja taxa cai para 8,1 %

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Carlos Bolsonaro perde foro especial em investigação sobre funcionários fantasma

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Carlos Bolsonaro
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Investigação contra Carlos Bolsonaro volta à primeira instância

O vereador da cidade do Rio de Janeiiro,  Carlos Bolsonaro, perdeu o foro especial. O vereador é alvo de duas investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre ele ter empregado funcionários fantasmas em seu gabinete na Alerj. Agora, a investigação volta à primeira instância, sem o direito ao foro especial para Carlos Bolsonaro.

A medida do Ministéro Público do estado é baseada na decisão do Supremo Tribunal Federal, que julgou inconstitucional a prerrogativa de foro especial estabelecida em favor dos parlamentares municipais. Além do caso de Carlos Bolsonaro, pelo menos outras 160 ações penais e procedimentos investigatórios também vão retornar à primeira instância.

Entenda a investigação contra Carlos Bolsonaro

O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sobre a suspeita de contratação de funcionários fantasmas em seu gabinete. Durante boa parte dos 5 mandatos como vereador, Carlos Bolsonaro empregou a ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle, e outros sete parentes dela, mesmo sem algumas dessas pessoas nem morarem no Rio de Janeiro.

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