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Governo planejava vacinar Bolsonaro para ‘convocar’ população, mostra documento

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Bolsonaro, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o Zé Gotinha - mascote brasileiro da vacinação
Isac Nobrega / Correio Braziliense

Bolsonaro, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o Zé Gotinha – mascote brasileiro da vacinação

O governo federal elaborou um plano de comunicação oficial que previa a vacinação do presidente Jair Bolsonaro e de ministros contra a Covid-19. Bolsonaro, no entanto, tem dito publicamente que só irá se vacinar quando toda a população já estiver imunizada . Também estava prevista uma ação publicitária da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, com o Zé Gotinha, símbolo de campanhas de vacinação , o que também não ocorreu.

As ideias constam em um plano elaborado pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom). O documento é assinado por Flávio Rocha, que comandou interinamente a Secom entre março e abril e que continua no governo como chefe da Secretaria de Assuntos Especiais (SAE). O plano foi revelado pela “Repórter Brasil” e teve seu teor confirmado pelo GLOBO.

O documento foi apresentado pela União em uma ação na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, em que o Ministério Público Federal (MPF) pede a apresentação de um plano de comunicação do enfrentamento à Covid. 

O plano existente registra que o Ministério da Saúde decidiu aproveitar a troca no comando da pasta, com a substituição de Eduardo Pazuello por Marcelo Queiroga , para “ampliar as ações de comunicação, modificando também seu alcance e as estratégias para enfrentamento à pandemia”.

O texto diz que o novo plano foi elaborado “em um momento de grave expansão da Covid-19 em todo o mundo e de agudas preocupações relacionadas à Saúde de todos os brasileiros”.

O governo pretendia aproveitar o feriado da Semana Santa, que ocorreu entre os dias 1º e 4 de abril, “para fazer um chamamento para os brasileiros se vacinarem”. A ideia era explorar o sentimento de “união nacional e esperança”, que seria “aliado ao aspecto patriótico e religioso do feriado”.

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A vacinação no Distrito Federal para pessoas de 66 anos, idade de Bolsonaro, começou justamente no dia 2 de abril, véspera da Páscoa. O presidente disse posteriormente, no entanto, que não pretende se vacinar neste momento.

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O plano de comunicação previa também “articular a participação do ministro da Saúde” na transmissão ao vivo semanal de Bolsonaro do dia 1º de abril, “para anunciar a vacinação no feriado da Semana Santa”. A ideia era que o discurso iria trazer “maior segurança e adesão à campanha de vacinação”. A transmissão ocorreu, mas somente com a participação do ministro da Cidadania, João Roma, e do presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Procurada pelo GLOBO para comentar porque as ações com o presidente e a primeira-dama não ocorreram, a Secom ainda não respondeu. À “Repórter Brasil”, o órgão disse que “a estratégia de comunicação não pode passar por cima da liberdade dos cidadãos em seu direito de decidir se se vacinarão ou não” e que “a ação ainda não ocorreu mas é parte do planejamento”.

Ministros vacinados

A Secom queria organizar a vacinação não só do presidente, mas também de “ministros vacináveis”. Entretanto, na semana passada o ministro da Casa Civil,  Luiz Eduardo Ramos, afirmou que tomou a vacina “escondido” por “orientação”. Como o GLOBO mostrou, outros dois ministros também se imunizaram sem fazer uma divulgação — Walter Braga Netto (Casa Civil) e Bento Albuquerque (Minas e Energia) — e um terceiro ministro optou por não se vacinar, mesmo já podendo (Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral).

Estavam previstas ainda ações publicitárias, como uma campanha “de chamamento da população vacinável para a imunização no feriado da Semana Santa” e “spots de rádio semanais com os destaques atualizados da semanais”. De acordo com um integrante do governo, essa campanha seria espalhada pela Esplanada dos Ministérios. Também seriam elaborados pelo menos dois vídeos, um sobre cuidados básicos e outro sobre vacinação. 

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Uma das poucas medidas do plano colocadas em prática foi a troca sincronizadas das imagens de perfil das páginas do governo federal em redes sociais. Todos os ministérios continuam com uma imagem do Zé Gotinha de máscara.

Em documento apresentado durante a tramitação da ação, o governo informou que o Ministério da Saúde já investiu R$ 100 milhões, e o Ministério das Comunicações outros R$ 4 bilhões, em ações publicitárias de apoio a vacinação e campanhas de prevenção contra a Covid-19.

Desembargadora derrubou liminar

Em uma decisão no dia 22 de abril, a juíza Paula Beck Bohn, da 2ª Vara Federal de Porto Alegre, aceitou o pedido do MPF e determinou que a União apresentasse, em 10, um novo plano de comunicação , “com cronograma de execução e a data de início de sua implementação”. Também foi determinado que o governo deveria “divulgar diariamente informações atualizadas sobre a situação de risco e as correspondentes orientações de saúde para o público em geral”.

O governo, contudo, recorreu e na segunda-feira a desembargadora Vivian Josete Pantaleão Caminha, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), suspendeu a decisão de primeira instância. Ela considerou que “não se afigura razoável” que a Justiça determine “um determinado tipo de atuação, com descrição detalhada de cada medida a ser executada, em prazos notoriamente exíguos (cinco e dez dias), sem prévia análise técnica da eficácia (e efetividade) das ações já realizadas pelas autoridades públicas”.

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Polícia indicia mulher por suspeita de matar o filho Gael, de 3 anos, em SP

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Gael de Freitas Nunes, de 3 anos, foi encontrado pela tia-avó já desacordado na cozinha do apartamento
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Gael de Freitas Nunes, de 3 anos, foi encontrado pela tia-avó já desacordado na cozinha do apartamento

SÃO PAULO — A Polícia Civil de São Paulo indiciou uma mulher por suspeita de matar o filho de 3 anos, Gael de Freitas Nunes, na capital paulista.  Ela é suspeita de espancar o menino, que foi levado ao Hospital Santa Casa e não resistiu aos ferimentos. O caso aconteceu na noite da última segunda-feira.

Uma das linhas de investigação é de que a mãe teria passado por um surto psicótico no momento da agressão. Os investigadores também pediram à Justiça a conversão da prisão em flagrante da mãe para prisão preventiva.

Gael morava com a mãe, a tia-avó e uma irmã de 13 anos no bairro da Bela Vista, no centro de São Paulo. Em depoimento à polícia, a tia-avó que deu mamadeira para a criança por volta das 7 horas e ficou com ele na sala assistindo à televisão. Após alguns minutos, o garoto foi até a cozinha. A tia-avó disse que começou a ouvir choros, mas achou que o garoto estava apenas pedindo colo para a mãe.

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Cerca de cinco minutos depois, começou a ouvir barulhos fortes de batidas na parede e acreditou que viriam de outro apartamento. Em seguida, ela passou a ouvir o barulho de vidro quebrando na cozinha e, quando chegou ao cômodo, a criança estava deitada no chão com vômito e coberta por uma toalha de mesa.

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Ainda de acordo com o G1, a testemunha conta que perguntou à mãe o que teria acontecido, mas ela não respondeu. A tia-avó pediu ajuda para a irmã de Gael, que ligou para o Samu e seguiu as orientações dos socorristas. A criança foi levada até o hospital, onde foi confirmada a morte.

A mulher, em estado de choque, foi encaminhada na mesma noite até o Hospital do Mandaqui, na Zona Norte, para ser medicada. Depois foi para a delegacia para prestar depoimento. Ela foi presa na madrugada desta terça-feira.

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Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o caso está sendo registrado pela 1ª Delegacia de Defesa da Mulher.

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PF revida ataque e troca tiros com garimpeiros em terra Yanomami

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Agentes de segurança em diligência na comunidade de Palimiú, em Roraima
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Agentes de segurança em diligência na comunidade de Palimiú, em Roraima

Agentes da Polícia Federal trocaram tiros com garimpeiros na Terra Indígena Yanomami nesta terça-feira (11) durante uma diligência para apurar o confronto ocorrido ontem entre invasores e indígenas , na comunidade de Palimiú, que teria deixado três garimpeiros mortos e seis feridos, entre eles um indígena.

Policiais federais e militares do Exército chegaram na tarde de hoje para dar início à investigação sobre o confronto. Segundo a PF, não foram encontrados corpos de garimpeiros mortos no local, embora os indígenas mantenham a versão de que três invasores teriam sido mortos e seus corpos levados pelos outros garimpeiros.

Quando os agentes se preparavam para retornar à Boa Vista, uma embarcação de garimpeiros passou no rio Uraricoera e disparou contra os agentes, que revidaram. De acordo com a PF, não há registro de feridos.

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“Quando a equipe de policiais federais estava prestes a embarcar de volta a Boa Vista, uma embarcação de garimpeiros passou no rio Uraricoera efetuando disparos de arma de fogo. A equipe se abrigou e respondeu a injusta agressão, sem contudo haver registro de atingidos de nenhum dos lados”, diz nota da PF.

A PF confirma também que apenas um indígena foi atingido de raspão, sem nenhuma gravidade. As informações corroboram as do presidente do Conselho de Saúde Indígena Yanomami e Ye´kuanna, Júnior Hekurari Yanomami, que esteve ontem no local horas após o conflito.

Hoje pela manhã, dois aviões Cesnna Caravan fretados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) levaram militares do Exército e investigadores da PF, num total de 15 agentes, para investigar o caso.

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Poste cai sobre carro e mata duas pessoas eletrocutadas em Maceió

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Poste cai e mata pessoas no Maceió
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Poste cai e mata pessoas no Maceió

Duas pessoas morreram eletrocutadas na madrugada desta terça-feira (11) após um poste cair sobre um carro no conjunto Aprigio Vilela, no Benedito Bentes, em Maceió. As informações são do G1.

Segundo informação do Batalhão de Operações Especiais (Bope), o motorista e o passageiro do veículo foram atingidos pela descarga elétrica.

José Ailton dos Santos, 42 anos, foi socorrido, mas morreu no Hospital Geral do Estado (HGE). A outra vítima não teve a identidade divulgada.

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