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Política Nacional

Lava Jato e Moro tiveram influência dos EUA, afirma Le Monde

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Sergio Moro
Pedro França/Agência Senado

Sergio Moro

O jornal francês Le Monde publicou  uma reportagem neste domingo (11) na qual afirma que o governo dos Estados Unidos teve influência sobre a Operação Lava Jato a partir de uma conexão com o então juiz Sergio Moro . O jornal afirma que uma apuração que levou “meses de investigação, entrevistas e pesquisas” permitiu a conclusão de que a Lava Jato “serviu a muitos interesses, mas não à democracia”.

A reportagem afirma que a conexão entre EUA e Lava Jato começou ainda no governo George Bush . Na época, a administração do então presidente estadunidense buscou “aumentar a ação antiterrotista de Brasília”, criando uma “rede de especialistas locais, capazes de defender as posições americanas ‘sem parecerem joguetes’ de Washington”.

Na época, Moro teria colaborado com os EUA no caso Banestado e, então, foi convidado para participar do Programa de Visitantes Internacionais do Departamento de Estado. Moro teria aceitado e feito uma viagem aos EUA em 2007, na qual fez contatos dentro do FBI , do Departamento de Justiça e do departamento de Estado.

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Em 2009, Moro teria estado com Karine Moreno-Taxman, procuradora dos EUA especializada na luta contra a lavagem de dinheiro e o terrorismo, em um evento da Polícia Federal em Fortaleza (CE). “Em caso de corrupção, você deve sistematicamente e constantemente ir atrás do ‘rei’ para derrubá-lo”, teria dito Karine em seu discurso.

“Para que o judiciário condene alguém por corrupção , é preciso que o povo odeie essa pessoa. A sociedade deve sentir que esta pessoa realmente abusou de sua posição e exigir sua condenação”, disse a procuradora na ocasião, de acordo com o Le Monde. O jornal ainda afirma que o nome de Lula não foi mencionado como o ‘rei’.

Um pouco depois, quando os EUA estavam sob o comando de Barack Obama , o país teria enviado a Curitiba (PR), em 2015, agentes do FBI e da Polícia Federal estadunidense para receber “explicações sobre os procedimentos em andamento” na Lava Jato. De acordo com o Le Monde, houve um acerto entre a força-tarefa da operação e as autoridades norte-americanas.

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A extensa reportagem do Le Monde ainda detalha diversas outras interferências da política norte-americana na Operação Lava Jato . Por enquanto, nem Sergio Moro nem a Polícia Federal se manifestaram sobre o assunto.

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Política Nacional

Pazuello terá habeas corpus produzido pela AGU para poder manter silêncio na CPI

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AGU prepara habeas corpus para Pazuello, como aval de Bolsonaro
O Antagonista

AGU prepara habeas corpus para Pazuello, como aval de Bolsonaro

Com o aval do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a Advocacia-Geral da União (AGU) está preparando um habeas corpus que será apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello tenha o direito de ficar calado durante seu depoimento na CPI da Covid, respondendo apenas as perguntas que quiser. A presença de Pazuello no Senado está marcada para o dia 19.

Um ex-ministro da Saúde ser assessorado pela AGU é um fato inédito. O Planalto avalia que proteger Pazuello na CPI seria proteger também Jair Bolsonaro. Segundo apuração da CNN Brasil, o Planalto avalia que a CPI já condenou o governo e, principalmente, a gestão Pazuello.

Apesar de o general ter sido convocado como testemunha, o que lhe obriga a falar, há jurisprudência no STF para que tenha o direito do silêncio. Em 2019, o ex-ministro Celso de Mello autorizou que uma ex-funcionária da Câmara de Comércio Exterior ficasse em silêncio durante depoimento na CPI do BNDES. O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, também conseguiu o mesmo direito na época. 

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Pazuello terá habeas corpus produzido pela AGU para poder manter silêncio na CPI

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AGU prepara habeas corpus para Pazuello, como aval de Bolsonaro
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Com o aval do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a Advocacia-Geral da União (AGU) está preparando um habeas corpus que será apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello tenha o direito de ficar calado durante seu depoimento na CPI da Covid, respondendo apenas as perguntas que quiser. A presença de Pazuello no Senado está marcada para o dia 19.

O fato de um ex-ministro da Saúde ser assessorado pela AGU é um fato inédito. O Planalto avalia que proteger Pazuello na CPI seria proteger também Jair Bolsonaro. Segundo apuração da CNN Brasil, o Planalto avalia que a CPI já condenou o governo e, principalmente, a gestão Pazuello.

Apesar de o general ter sido convocado como testemunha, o que lhe obriga a falar, há jurisprudência no STF para que tenha o direito do silêncio. Em 2019, o ex-ministro Celso de Mello autorizou que uma ex-funcionária da Câmara de Comércio Exterior ficasse em silêncio durante depoimento na CPI do BNDES. O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, também conseguiu o mesmo direito na época. 

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Yamagushi diz que Barra Torres mentiu sobre ela apoiar mudar bula da cloroquina

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A oncologista Nise Yamaguchi
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A oncologista Nise Yamaguchi

A médica Nise Yamagushi diz que o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância (Anvisa), Antônio Barra Torres, mentiu ao dizer que ela defendeu a alteração da bula da cloroquina para o tratamento da Covid-19. Barra Torres prestou depoimento nesta terça-feira (11) à CPI da Covid, comissão no Senado que investiga as ações eventuais omissões do governo federal na pandemia. A informação é da coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo .

“Em relação à declaração do presidente da Anvisa hoje à CPI da Covid-19, o exmo. Dr. Almirante Barra Torres, esta não representa a realidade”, afirmou Yamagushi por meio de nota. A médica disse que está disposta a depor na CPI, caso seja convocada.

“Já existem evidências científicas comprovadas para o uso de medicações que possam auxiliar no combate às fases iniciais da Covid-19 e, caso seja convocada, estarei à disposição da CPI da Covid-19 para esclarecimentos”, afirma ela no comunicado.

Barra Torres confirmou informação dada à comissão na semana passada pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Em seu relato, Mandetta disse que um grupo de médicos propôs ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que a bula da cloroquina fosse mudada por decreto.

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Segundo o ex-ministro, um rascunho da medida chegou a ser apresentado a ele em uma reunião no Palácio do Planalto em que Nise também estaria. 

Barra Torres disse que chegou a reagir de forma “deselegante” com os médicos. “Então, quando houve uma proposta de uma pessoa física fazer isso, isso me causou uma reação um pouco mais brusca. Eu disse: ‘Olha, isso não tem cabimento, isso não pode’. E a reunião, inclusive, nem durou muito mais depois disso”, disse o presidente da Anvisa.

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