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Política Nacional

Lula chama Bolsonaro de “ameaça ao planeta” e sugere quebrar patente de vacinas

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Ex-presidente Lula
Ricardo Stuckert

Ex-presidente Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou carta nesta quarta-feira (7) na qual chamou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de “ameaça ao planeta” por conta da forma como o governo federal faz o combate da pandemia da Covid-19 .

“Infelizmente, nosso país é considerado hoje uma ameaça global, pela circulação descontrolada do vírus e o surgimento de novas mutações. É preciso que se diga que essa ameaça ao planeta tem nome e sobrenome: Jair Bolsonaro, um presidente da República que nega sistematicamente a ciência e que faz pouco caso do sofrimento do povo que jurou defender”, escreveu o petista.

No comunicado, Lula ainda fala sobre o posicionamento de Bolsonaro contra a quebra de patentes de vacinas. “Numa decisão indefensável e irresponsável, o governo Bolsonaro se posicionou contra a quebra das patentes das vacinas, que contribuiria de forma significativa para o enfrentamento à Covid-19”, afirmou o ex-presidente.

De acordo com o petista, “em vez de defender os imunizantes como um bem público para a humanidade, esse governo defende a comercialização privada das vacinas e sua concentração em poucas empresas e países”.

“Hoje, Dia Mundial da Saúde, é dia de luta contra o genocídio. Contra o negacionismo de um governo que trata a maior crise sanitária da nossa história como uma gripezinha, e que diz ‘E daí?’ para os nossos mortos. O mesmo governo que, ainda em 2020, no início da pandemia, deixou de contratar até 700 milhões de doses de vacina que lhe foram oferecidas. Uma irresponsabilidade criminosa que já custou e seguirá custando vidas e mais vidas”, disse Lula.

Após a anulação de condenação do ex-presidente do caso do tríplex de Guarujá, no litoral paulista, ele voltou a ser um forte adversário de Bolsonaro e virtual candidato para as eleições de 2022.

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Política Nacional

Lava Jato e Moro tiveram influência dos EUA, afirma Le Monde

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Sergio Moro
Pedro França/Agência Senado

Sergio Moro

O jornal francês Le Monde publicou  uma reportagem neste domingo (11) na qual afirma que o governo dos Estados Unidos teve influência sobre a Operação Lava Jato a partir de uma conexão com o então juiz Sergio Moro . O jornal afirma que uma apuração que levou “meses de investigação, entrevistas e pesquisas” permitiu a conclusão de que a Lava Jato “serviu a muitos interesses, mas não à democracia”.

A reportagem afirma que a conexão entre EUA e Lava Jato começou ainda no governo George Bush . Na época, a administração do então presidente estadunidense buscou “aumentar a ação antiterrotista de Brasília”, criando uma “rede de especialistas locais, capazes de defender as posições americanas ‘sem parecerem joguetes’ de Washington”.

Na época, Moro teria colaborado com os EUA no caso Banestado e, então, foi convidado para participar do Programa de Visitantes Internacionais do Departamento de Estado. Moro teria aceitado e feito uma viagem aos EUA em 2007, na qual fez contatos dentro do FBI , do Departamento de Justiça e do departamento de Estado.

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Em 2009, Moro teria estado com Karine Moreno-Taxman, procuradora dos EUA especializada na luta contra a lavagem de dinheiro e o terrorismo, em um evento da Polícia Federal em Fortaleza (CE). “Em caso de corrupção, você deve sistematicamente e constantemente ir atrás do ‘rei’ para derrubá-lo”, teria dito Karine em seu discurso.

“Para que o judiciário condene alguém por corrupção , é preciso que o povo odeie essa pessoa. A sociedade deve sentir que esta pessoa realmente abusou de sua posição e exigir sua condenação”, disse a procuradora na ocasião, de acordo com o Le Monde. O jornal ainda afirma que o nome de Lula não foi mencionado como o ‘rei’.

Um pouco depois, quando os EUA estavam sob o comando de Barack Obama , o país teria enviado a Curitiba (PR), em 2015, agentes do FBI e da Polícia Federal estadunidense para receber “explicações sobre os procedimentos em andamento” na Lava Jato. De acordo com o Le Monde, houve um acerto entre a força-tarefa da operação e as autoridades norte-americanas.

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A extensa reportagem do Le Monde ainda detalha diversas outras interferências da política norte-americana na Operação Lava Jato . Por enquanto, nem Sergio Moro nem a Polícia Federal se manifestaram sobre o assunto.

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Política Nacional

Governo Bolsonaro sofreu 709 denúncias de ameaças e perseguições a servidores

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Governo Bolsonaro sofreu, desde 2019, mais de 700 denúncias de assédio institucional
Isac Nóbrega/PR

Governo Bolsonaro sofreu, desde 2019, mais de 700 denúncias de assédio institucional

Desde que Bolsonaro se elegeu em 2018, seu governo já foi alvo de 709 denúncias de assédio institucional . As informações são da coluna do jornalista Guilherme Amado , da Época .

O levantamento foi feito pela Associação dos Servidores do Ipea (Afipea) e a Articulação Nacional das Carreiras para o Desenvolvimento Sustentável.

Segundo a classificação de pesquisa, assédio institucional abrange ameaças , perseguições e constrangimentos a servidores públicos , por meio de regras administrativas ou declarações públicas.


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Política Nacional

Gentili se reúne com ex-marketeiro de Bolsonaro por candidatura em 2022

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Danilo Gentili pode concorrer à presidência em 2022
Reprodução/SBT

Danilo Gentili pode concorrer à presidência em 2022

Danilo Gentili deve concorrer à presidência em 2022. O apresentador teria se reunido, neste sábado (10), com o ex-marketeiro de Bolsonaro, André marinho, além de membros do MBL (Movimento Brasil Livre). As informações são da jornalista Mônica Bergamo.

O MBL vê como trunfo o fato de Gentili grande alcance entre os jovens. O apresentador seria importante para tirar votos de Jair Bolsonaro (sem partido), em uma tentativa do grupo de tirar o atual presidente do segundo turno .

Segundo a jornalista, líderes do MBL , como Renan Santos e o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) pretendem se agregar em um mesmo partido em 2022 para as candidaturas a cargos eletivos. Nessa estratégia, Gentili seria um bom ‘puxador de votos’.

O grupo teria se animado com a provável candidatura de Gentili após o  ex-juíz e ministro da Justiça, Sergio Moro, dizer que votaria no apresentador.

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