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Economia

Novo normal: vizinhos transformam grupo de WhatsApp do condomínio em marketplace

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Reprodução WhatsApp

Grupo do Condomínio se tornou vitrine virtual para troca e venda de produtos entre moradores; relação fortalece renda e senso comunitário, diz economista

comércio de porta em porta desapareceu no Brasil na década de 1990, quando os  shopping centers ganharam a atenção dos consumidores. Mas a pandemia pode ter retomado algumas relações de compra e venda do passado. Isso tem acontecido num condomínio residencial, na Zona Oeste de São Paulo. 

Vizinhos têm fortalecido suas relações com a pandemia, comprando e trocando produtos entre si. Desde o início do isolamento social, em março, o grupo de WhatsApp do condomínio – que antes servia para trocar dicas sobre serviços do bairro e conversar sobre questões do prédio – se tornou uma vitrine virtual, pela qual os moradores interagem para, depois, comprar uns dos outros de porta em porta.

“E fazer ‘escambo’ também: já troquei máscaras por cachaça, bolos, tortas e outras coisas”, diz a moradora Sueli Tubosaka. Sueli é representante comercial do ramo de tecelagem e, com a pandemia, seu trabalho parou. “Meus clientes são confecções, atacadistas, varejistas e lojistas de roupas prontas”, explica ela. Assim, surgiu a ideia de costurar máscaras e cachecóis.

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“Uma amiga me emprestou uma máquina de costura, comecei a fazer máscaras em tecido com as amostras que tinha, para mim e para minha família. Foi aí que veio a ideia de vender”, diz Sueli. A moradora pretende retomar a carreira no ramo de comércio de tecidos após o fim da pandemia, mas acredita que o fenômeno das vendas no grupo do condomínio deve perdurar.

sueli
Arquivo pessoal

Representante comercial de tecelagem, Sueli começou a fazer máscaras e vender no grupo depois do começo do isolamento social

Essa é a mesma impressão de Pedro Moraes, outro morador do condomínio. “Além de promover uma maior interação entre a comunidade, é uma ótima forma de colaborar com pessoas que vendem seus produtos”. Pedro e sua família tocavam o restaurante Casa do Barão. Quando a pandemia começou, tiveram de fechar as portas e começaram a apostar na venda dos pratos sob encomenda no grupo do condomínio.

“Esse comércio comunitário foi uma solução encontrada pelas pessoas para poder se ajudar economicamente e se manter em casa pela saúde”, afirma Pedro. Além das vendas no condomínio, o restaurante também migrou para o delivery.

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Arquivo pessoal

Pedro tocava um restaurante com sua família; depois da pandemia, passou a vender os pratos no grupo de WhatsApp do condomínio em que mora

Não só quem teve o trabalho paralisado teve de se reinventar na pandemia. A vizinha Isabel Cacais, que é aposentada, usou o tempo de isolamento para desenvolver habilidades e acabou gerando renda com isso.

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“Sempre tive vontade de fazer sabonetes, sais de banho e produtos de beleza. Comecei a pedir os materiais pela internet, produzir e a vender no grupo”. Depois da pandemia, ela espera vender os produtos em salões de beleza.

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Arquivo pessoal

Isabel Cacais, que é aposentada, usou o tempo em isolamento para produzir sabonetes e acabou gerando renda com isso

A professora de economia da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, Nadja Heiderich, comenta sobre o caso do comércio comunitário no grupo de vizinhos.

“Existe uma relação de confiança, de fidelidade entre as pessoas, você conhece quem e como está fazendo determinado produto. É também uma maneira de fidelizar clientes, e a exclusividade é algo que as pessoas gostam. Além disso, o preço não é tão diferente dos comércios e negócios ditos tradicionais”, aponta a economista.

Ela explica que esse tipo de relação de comércio desapareceu no Brasil há 30 anos, com o surgimento de shopping centers e que pandemia trouxe uma mudança de hábitos ao consumidor. “Há uma mudança do modelo de consumo das pessoas, voltada mais para o e-commerce, não mais na loja física. A grande maioria das pessoas, principalmente os mais jovens, vai adotar sistemas digitais para compras”, diz ela.

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Saiba onde investir com pouca grana

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Saiba onde investir com pouca grana
FECOMÉRCIO/DIVULGAÇÃO

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Fechamos o semestre de 2020 com 2.678.353 brasileiros incluindo a Bolsa de Valores em sua carteira de investimentos, um aumento de 58% em relação a dezembro do ano passado, ou, seja, temos mais de 1 milhão de investidores dando os seus primeiros passos no mercado financeiro. O que pode ser sorte ou revés se não houver um preparo antes dessa jornada.

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Após caso do frango com coronavírus, Filipinas suspendem importações brasileiras

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MPTRS/Flickr

Produção de frango no Rio Grande do Sul; ministra disse não acreditar que a exportação fosse impactada com a notícia do frango contaminado

Nesta sexta-feira (14), o Departamento da Agricultura das Filipinas anunciou a suspensão temporária da importação de frango brasileiro. A proibição se dá um dia depois de  autoridades chinesas detectarem a presença no novo coronavírus (Sars-Cov-2) em um lote de  frango importado do Brasil.

Em 2019, as Filipinas compraram US$ 35 milhões em frango brasileiro, segundo dados do Ministério da Economia.

Na quinta-feira (13), a  ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse não acreditar que o caso do frango contaminado pudesse impactar as  exportações nacionais. Ela argumentou que não há evidências científicas que a doença Covid-19 seja adquirida pela alimentação. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) se pronunciou após o caso, dizendo que não se deve ter medo da contaminação pelo novo coronavírus pela alimentação. “As pessoas não devem temer alimentos e embalagens de alimentos. Não há evidências de que a cadeia alimentar esteja contribuindo para a transmissão desse vírus”, disse Mike Ryan, chefe do programa de emergências da OMS.

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Mesmo assim, as Filipinas impuseram o fim temporário da importação de frango do Brasil. 

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Dupla é presa por roubar auxílio; dados das vítimas foram comprados na internet

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Divulgação/PMDF

Polícia apreendeu R$28 mil de saques ilegais do auxílio emergencial


Dois homens foram presos em flagrante na noite da última quarta-feira (12) no Distrito Federal por suspeita de aplicarem golpes em clientes da Caixa Econômica . De acordo com o G1, eles sacavam ilegalmente o  auxílio emergencial de outras pessoas. 

Depois de perceberem “atitude suspeita”, os policiais abordaram a dupla e apreenderam mais de R$28 mil em espécie. De acordo com informações que os militares deram ao G1, o valor era referente ao saque do auxílio emergencial de terceiros. 

Para sacar, não é preciso estar com o cartão em mãos. Os dados das vítimas eram comprados na deep web pelos criminosos com o uso de moedas virtuais. 

Em nota ao G1, a Caixa disse que “atua conjuntamente com a Polícia Federal e demais órgãos de segurança pública na identificação de casos suspeitos e na prevenção das fraudes”. Além disso, o banco informou que os reais beneficiários podem fazer contestações de saque em qualquer agência.

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Os dois homens foram presos em flagrante por estelionato e encaminhados para a Polícia Federal .

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