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Política Nacional

STF pode mudar “da água para o vinho” em 2020

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IstoÉ

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Divulgação

Ministro Fux assumirá presidência do Supremo no lugar de Dias Toffoli

O Supremo vai dar uma guinada em 2020. Dias Toffoli será substituído na presidência pelo ministro Luiz Fux, que assume em setembro, trazendo a expectativa de novos tempos, especialmente de maior transparência. Além disso, até o final do ano o decano Celso de Mello se aposenta. Bolsonaro indicará Moro?

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Lulinha será preso?

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, um dos filhos de Lula, parece seguir os passos do pai, a caminho de uma condenação por corrupção em 2020. A PF e o MPF investigam suas ligações com o petrolão há anos, mas a Operação Mapa da Mina o colocou muito perto de uma cela onde o ex-presidente ficou 580 dias.

Está se comprovando que o apartamento luxuoso, de 335 m2, que Lulinha “alugou” nos Jardins — e que no papel pertenceria a Jonas Suassuna, seu sócio em vários negócios —, na verdade seria mesmo do filho do ex-presidente. Suassuna é também o dono do Sítio de Atibaia, usado pelo ex-presidente, razão pela qual foi condenado a 17 anos de prisão em segunda instância recentemente.

Afinal, a prisão em segunda instância poderá voltar a valer em 2020, por meio de decisão do Congresso.

Gamecorp

Em 2006, quando Lula era presidente, Lulinha ficou sócio na Gamecorp de Suassuna, dono oficial do Sítio de Atibaia e do apartamento no Edifício Hemisphere, nos Jardins. A Gamecorp, empresa de jogos eletrônicos, recebeu R$ 132 milhões da Oi.A gigante de telefonia era da empreiteira Andrade Gutierrez, que desviou bilhões da Petrobras.

Presentes

O sítio usado por Lula e o apto de Lulinha foram comprados na mesma época (2009 e 2010) e reformados por valores milionários. No apto de Lulinha, que custou R$ 3 milhões, foram gastos R$ 130 mil em móveis caros. Por isso, é investigado por lavagem de dinheiro como o pai, que foi para a cadeia graças ao tríplex no Guarujá — presente da OAS.

Dinheiro vivo

Roque de Sá

O senador Flávio Bolsonaro adora dinheiro vivo. Para pagar os móveis do apto que comprou na Barra da Tijuca, em 2014, Flávio fez dez depósitos em moeda corrente, no valor total de R$ 30 mil: 5 de R$ 3 mil no dia 13 de outubro e outros 5 de R$ 3 mil no dia 13 de novembro. Por que não dois depósitos de R$ 15 mil? O MP-RJ desconfia de lavagem de dinheiro: depósitos acima de R$ 10 mil esbarram no Coaf.

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Rápidas

  • O deputado Marco Feliciano foi expulso do Podemos por infidelidade partidária. O partido alega que o pastor fez campanha para Bolsonaro em 2018, quando o Podemos tinha o senador Álvaro Dias como candidato a presidente. Feliciano vai para a Aliança pelo Brasil.
  • As relações de Bolsonaro com o senador Olímpio, que eram maravilhosas nas eleições, azedaram. O presidente não está gostando nem um pouco das brigas do Major com seus filhos, especialmente com Flávio e Carluxo
  • Só para lembrar. Os 9 milhões de votos de Olímpio para o Senado em São Paulo fizeram a diferença para Bolsonaro vencer Haddad. E, no dia da facada em Juiz de Fora, Olímpio foi buscá-lo de jatinho para ser tratado no Einstein.
  • Por isso, quando Bolsonaro gritou um palavrão para Olímpio no meio de uma solenidade no Palácio, há alguns dias — só porque ele estava ao lado da deputada Joice Hasselmann —, deixou o Major muito chateado.

Retrato falado

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José Cruz/Agência Brasil

“Vocês jornalistas são uma raça em extinção”

Que Bolsonaro não gosta de jornalistas não é novidade, mas na segunda-feira 6 ele extrapolou. Desrespeitou toda a categoria. Primeiro, comparou os jornalistas a animais, dizendo que eles “são uma espécie em extinção” e que, portanto, iria vinculá-los ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), para, em seguida, dizer que eram “uma raça em extinção”. Disse que os jornalistas “envenenam” seus leitores e que foi por isso que cortou as assinaturas de jornais e revistas.

Toma lá dá cá

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Roque de Sá

Eliziane Gama, Senadora (Cidadania-MA)

O Senado aprovou seu relatório sobre o projeto que altera a lei de crimes ambientais. A lei era branda demais?

Aprovamos o projeto que aumenta as penas para 35 crimes relacionados ao meio ambiente. Não haverá tolerância com quem quer destruir o meio ambiente.

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Por que a lei tem que ser dura?
Nos últimos anos, tivemos grandes desastres ambientais, as tragédias de Mariana e Brumadinho, queimadas na Amazônia, derramamento de óleo no Nordeste. Não é possível assistir a tudo isso sem que os culpados sejam punidos.

O que os senadores querem mudar?
Queremos a punição efetiva aos criminosos ambientais. Quando o governo ameniza o discurso contra os que destroem a natureza, dá sensação de que o crime compensa.

A dança das cadeiras

Como esta coluna havia antecipado em outubro, Bolsonaro deverá fazer uma reforma ministerial nos próximos meses. O presidente quer colocar no governo mais gente ligada ao Congresso, visando aprovar as reformas que serão apreciadas neste novo ano, como a tributária e a administrativa.

Vários nomes na degola estão na mesa, como Onyx Lorenzoni e Álvaro Antônio. Abraham Weintraub também está ameaçado. Os parlamentares ainda estão descontentes com o general Luiz Eduardo Ramos, mas ele deve safar-se por ser amigo íntimo de Bolsonaro há 40 anos: seus filhos cresceram juntos. Mas o Congresso quer Alberto Fraga, ex-coordenador da bancada da bala, no seu lugar.

Pragmatismo

Isso não significa que Bolsonaro vai dar um cavalo de pau sobre o que pensa a respeito do Congresso. Afinal, ele foi deputado por 28 anos e sabe como a roda gira. Quer ser pragmático. Sentiu a barra que foi em 2019 para aprovar seus projetos e deseja um 2020 mais leve, de olho em um 2022 mais tranquilo.

Assim nasce o ódio

Joice arrow-options
José Cruz/Agência Brasil

Joice

Joice fez mais de um milhão de votos em 2018 e Eduardo, 1,8 milhão. Papai Bolsonaro se encantou pela moça e a fez líder do governo no Congresso. Articulada por Maia e Alcolumbre, a Reforma da Previdência foi aprovada com a ajuda dela. Aí entrou o ódio no coração de Dudu: não tolerou ver a deputada entrando sem bater na casa do pai.

Fazendo inimigos

Dudu começou, então, a fazer a cabeça do pai contra ela. Por Joice ter uma boa relação com Doria — como é normal na política —, o 03 passou a dizer que ela era traíra. Tantas fez que o pai a destituiu do cargo. Dudu e amigos passaram a atacá-la nas redes, chamando-a de falsa, obesa e porca (o animal). Transformou uma aliada em inimiga.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Witzel diz que impeachment é “resposta jurídica” para Bolsonaro

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Rogério Santana

Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel

O governador Rio de Janeiro , Wilson Witzel (PSC), defendeu nesta quinta-feira (27) o afastamento do presidente Jair Bolsonaro e disse que o impeachment é a “resposta jurídica” que ele merece depois de ter compartilhado pelo WhatsApp um vídeo que faz críticas ao Congresso Nacional.

A declaração foi dada em Washington, nos Estados Unidos, onde o governador participou de um evento na American University. De acordo com Witzel, “apoiar um movimento destrutivo da democracia […] evidentemente afronta à Constituição”.

Os vídeos compartilhados por Bolsonaro fizeram ataques ao Legislativo ao convocarem seus apoiadores a participarem de uma manifestação em defesa do presidente marcada para o dia 15 de março.

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Bolsonaro não negou que enviou os vídeos, mas disse que as trocas de mensagens dele são de “caráter privado”. “Enquanto ele for presidente, todas as manifestações serão consideradas manifestações do presidente da República”, rebateu Witzel.

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Depois da repercussão negativa do caso, Bolsonaro pediu para que seus ministros não endossem a manifestação em seu apoio nem compareçam a ela. O objetivo seria aplacar a crise do Planalto com o Congresso e o Judiciário.

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Eleito governador do Rio de Janeiro em 2018, Wilson Witzel ficou conhecido após se aproximar de Bolsonaro e embarcar na onda do bolsonarismo. Agora, de olhos nas eleições de 2022, ele trabalha para afastar sua imagem da do presidente.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Nova aliança da direita com o centro pode decidir todas as votações da Câmara

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Agência Brasil

Congresso Nacional

Um novo bloco partidário reunindo siglas da direita e do certo foi formado na Câmara dos Deputados . Participam formalmente da aliança 14 partidos, entre eles o PSL, MDB e PSDB, e 351 parlamentares. Totalizando 68% dos congressistas, o  número de participantes do bloco é suficiente para decidir sozinho o resultado de qualquer votação na Câmara, como aprovações de PEC e impeachment.

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Participam do novo bloco da Câmara as siglas PSL, PL, PP, PSD, MDB, PSDB, Republicanos, DEM, Solidariedade, PTB, PROS, PSC, Avante e Patriota. Apesar dos partidos serem de direita e de centro, algumas das legendas negam se identificarem no antigo Centrão – primeira grande coligação partidária desde a redemocratização. 

O novo bloco, ainda não apelidado, não tem uma coesão de posicionamentos. Segundo os líderes partidários que compõem a aliança, o objetivo de sua criação é conseguir a participação desses partidos em comissões da Câmara, principalmente na de Orçamento. A formação do bloco foi protocolada antes do carnaval.

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O deputado Arthur Lira (PP-AL) é o líder da nova aliança na Câmara . Ele afirmou, a Congresso em Foco, que “O bloco é harmônico, não tem cunho ideológico nem partidário. Nada impede que outros partidos venham se juntar a nós. Defendemos o orçamento impositivo e ele deve ser partilhado por todos os congressistas”.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Bolsonaro não vai renovar GLO no Ceará e pressiona governador

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Marcos Corrêa/PR

Bolsonaro negou pedido de governador para prorrogar GLO

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, durante transmissão ao vivo pelo Facebook, que não irá renovar as operações de Garantia da Lei e da Ordem ( GLO ) para o Ceará . O estado vive uma crise na segurança pública depois policiais militares e bomberiros entraram em greve por reajuste salarial.

Durante a transmissão, Bolsonaro disse que “a gente espera que o governo resolva o problema da Polícia Militar do Ceará e bote um ponto final nessa questão”. Ele pediu que o governador Camilo Santana (PT) negocie com a PM do estado.

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“No momento eu não tenho tranquilidade”, argumentou Bolsonaro contra a prorrogação para além do prazo de oito dias vigentes, que expira nesta sexta-feira (28). “Precisamos ter uma retaguarda jurídica”, afirmou o presidente.

Santana chegou a pedir a Bolsonaro que o decreto fosse prorrogado , uma vez que ele não vê possibilidade de que o caso se resolve no curto prazo. Ao recusar, no entanto, o presidente disse que “GLO não é para ficar eternamente atendendo um ou mais governadores. GLO é uma questão emergencial”. Bolsonaro também pediu apoio aos governadores “para que o Parlamento vote o excludente de ilicitude”.

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Nesta sexta, os policiais pediram como moeda de troca para o fim da greve a anistia aos agentes que aderiram à paralisação e o reajuste salarial.

Fonte: IG Política
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