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Política Nacional

“Tem medo do quê? Enfrenta”, diz Bolsonaro sobre Covid-19

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Presidente Jair Bolsonaro
Reprodução/CNN/17/7/2020

Presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta sexta-feira (31) que “todos vocês vão pegar um dia. Tem medo do quê? Enfrenta!”. A fala sobre os casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2) foi feita durante sua passagem pela cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul.

“Lamento. Lamento as mortes. Morre gente todos os dias de uma série de causas. É a vida, é a vida”, disse Bolsonaro ao afirmar que não negligencia a Covid-19 – doença causada pelo novo coronavírus.

A fala do presidente sobre o novo coronavírus foi feita após ele causar uma aglomeração na cidade de Bagé, tirar sua máscara,  elogiar um ditador e segurar crianças. Ele estava na cidade para entregar chaves de residências populares e inaugurar uma escola cívico-militar.

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Bolsonaro defende que “estou no grupo de risco. Agora, eu nunca negligenciei. Eu sabia que um dia ia pegar. Infelizmente, acho que quase todos vocês vão pegar um dia. Minha esposa agora está, depois de quase eu mês que peguei o vírus, ela pegou”.

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Política Nacional

Serra recebeu vinhos de até R$ 21 mil, revela delação da Odebrechet

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Roque de Sá/Agência Senado

Senador José Serra (PSDB-SP)


Um reportagem da CNN Brasil teve acesso a documentos da Odebrechet , que revelam que a contrutora presenteou durante cinco anos o ex-governador de São Paulo e atual Senador José Serra (PSDB-SP) com vinhos sofisticados e caros. 


As revelações foram feitas em delações premiadas que embasam as denúncias contra Serra apresentadas pelo Ministério Público Federal. As informações foram obtidas nos documentos que registraram as falas dos delatores e ex-executivos da empreiteira Carlos Armando Guedes Paschoal e Benedicto Barbosa. 

Uma planilha do  ” Setor de Operações Estruturadas ” esquematizava a distribuição de propinas. O senador José Serra aparece na planilha com dois apelidos, “careca” e “vizinho”, já que morava próximo de outro delator, Pedro Novis, que organizava a distribuição de verbas.

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Confira a reprodução da planilha com os anos em que Serra foi presentado:

Aniversário de 2007
6 garrafas Alma Viva Primeira safra 1997 Valor unitário: total: R$ 2.380 
6 garrafas Sena 2001 Valor da unidade: R$ 1.680 

Natal de 2007
12 garrafas Chadwick
Valor médio unidade: R$ 1.613

Aniversário de 2008
12 garrafas Don Melchor 2003
Valor unidade: R$ 720

Aniversário de 2009
6 garrafas Léoville Las Cases
Valor unidade: R$ 1.600 

Natal de 2009
6 garrafas Romanée Conti Grands Echezeaux
Valor unidade: R$ 21,5 mil 

Aniversário de 2010
6 garrafas Carmin de Peumo
Valor unidade: R$ 954

Natal de 2010
6 garrafas Chateau La Mission
Valor unidade: R$ 5,8 mil

Natal de 2011
6 garrafas Rousseau Clos-de-Beze
Valor unidade: R$ 3,5 mil

Em nota à CNN, a Odebechet declarou: “Esta notícia se refere a fatos narrados ou reconhecidos pela própria Odebrecht. São fatos antigos, mas com desdobramentos judiciais em curso. Não têm nada a ver com a Odebrecht de hoje. Desde que há quatro anos iniciou colaboração com a Justiça, revelando esses fatos do passado, a Odebrecht se transformou inteiramente. A empresa tem hoje controles internos rígidos, que reforçam o compromisso com a ética, a integridade e a transparência.”

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Política Nacional

Celso de Mello já considerou Moro parcial e vai decidir suspeição no caso Lula

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Carlos Moura/SCO/STF

Ministro Celso de Mello durante sessão do STF


O decano do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello, é responsável pelo voto de desempate no julgamento sobre a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro na Segunda Turma da corte. O ministro do STf já voltou diversas vezes contra a Lava Jato nas principais deliberações sobre a operação.


Celso de Mello já julgou um caso parecido envolvendo moro, em 2013, um doleiro acusava Moro de ser imparcial em um julgamento do caso Banestado. O ministro julgou que Moro errou ao quebrar o sigilo do doleiro e votou pela suspeição do ex-juiz da Lava Jato, mas foi voto vencido. 

Os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram pela suspeição de Moro no julgamento do ex-presidente Lula pela Lava Jato no casp do Triplex do Guarujá e criticam a atuação do ex-juiz nos processos. Já o ministra Carmén Lúcia e o relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, votaram contra o pedido de suspeição de Moro. Celso de Mello deve votar até o final de outubro, pois se aposenta em novembro. 

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Celso de Mello pode anular a condenação de Lula no caso do triplex, único em que Moro julgou o ex-presidente. A votação pela suspeição pode significar a anulação de decisões tomadas por Moro em outros processos, como do sítio de Atibaia e do Instituto Lula. O decano historicamente se posicionou contra as decisão da Lava Jato, mesmo em momento de forte apelo popular. 

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Política Nacional

Olavo apoia Wajngarten em perseguição armada contra assaltante: “Não dê moleza”

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Olavo de Carvalho
Reprodução

Olavo de Carvalho apoiou a perseguição armada do secretário de Comunicação de Bolsonaro

O guru do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Olavo de Carvalho , fez elogios à perseguição armada do secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, contra um assaltante . A tentativa de assalto aconteceu nos Jardins, em São Paulo. O homem foi preso após ser rendido no local.

“Boa, amigo Fábio. Não dê moleza mesmo”, escreveu Olavo de Carvalho no Facebook após circularem as notícias sobre o crime contra o secretário de Comunicação do governo Bolsonaro.

Crime

Wajngarten estava com os pais na porta do prédio onde eles residem quando um assaltante os abordou. O suspeito pediu que ele entregasse o relógio e outros pertences.

Para evitar que o assalto ocorresse, Wajngarten sacou a arma e saiu correndo atrás do homem. Uma pessoa conseguiu dar uma rasteira no suspeito, que caiu no local e foi rendido pelo secretário de Comunicação do presidente.

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